🍀 CAPÍTULO 01🍀
🌑 CAPÍTULO 01 —
Versão Corrigida
Mohan era um imperador c***l.
Destruiu inúmeros clãs poderosos, aldeias e vilas. Sua crueldade era tamanha que até mesmo seu mestre — o mais belo e poderoso de todos — ele escravizou, transformando-o em seu amante, forçando-o a fazer coisas que jamais ousaria em toda a sua vida.
Para ter total controle sobre ele, Mohan cortou a veia espiritual de seu mestre e arruinou sua arte marcial, para que nunca mais pudesse lutar.
Lu Fei era constantemente humilhado por seu antigo discípulo. Era chamado de cachorro, e*****o. Mohan o obrigava a fazer tarefas degradantes em sua própria mansão — rastejar pelo chão para limpar o caminho por onde ele passaria, comer como um animal e servi-lo na cama todas as noites, sendo torturado e humilhado até sangrar em suas partes íntimas.
Quando terminava, satisfeito, Mohan olhava para seu mestre submisso sob seu corpo e sorria.
— Onde está sua grandeza agora, orgulhoso mestre? — dizia com desprezo. — Agora eu sou o único imperador de todos os reinos e clãs. Matei todos que ousaram se opor a mim. Inclusive você deveria estar morto… pois dentre todos, era o que eu mais odiava.
Ele segurava o rosto de Lu Fei com frieza.
— Mas foi você mesmo, no pé daquela montanha, quem decidiu se render. Jurou que faria tudo o que eu quisesse se eu poupasse os humildes e fracos que não podiam se defender. Então não venha com lágrimas agora. Saia do meu quarto. Tome banho e volte impecável para mim.
Lu Fei puxou suas vestes brancas — tão finas que m*l o protegiam do frio c***l daquele lugar.
Seu corpo estava magro, frágil, os ossos quase visíveis sob a pele pálida. Caminhou humilhado pelo enorme pátio coberto de neve, que caía silencioso sobre o chão… e sobre ele.
Mohan, deitado na cama, cruzou as pernas e apoiou as mãos atrás da cabeça. Com um sorriso satisfeito, adormeceu.
Dias depois, Lu Fei varria o pátio usando apenas suas roupas finas, descalço sobre a neve.
Viu Mohan chegar furioso e entrar no grande salão, seguido por seus homens.
Lá dentro, o imperador começou a destruir tudo com seu poder, deixando todos de joelhos, aterrorizados.
Escondido, Lu Fei ouviu os gritos.
Preocupado, correu até a frente do salão e ajoelhou-se sob a neve que continuava a cair.
Ali permaneceu por horas.
Quando finalmente as enormes portas se abriram, homens bêbados saíram rindo, apoiando-se uns nos outros.
Ao passarem por ele, zombaram:
— Olhem o grande herói… o mais poderoso… que nunca abaixava a cabeça para ninguém.
Cuspiam em seu rosto.
— Agora não passa de uma cadelinha do grande Mohan!
Riam alto.
Seu rosto estava marcado pela dor, pela humilhação e pelo sofrimento.
Mohan parou nos degraus. Viu a cena.
E não fez nada.
Apenas sorriu discretamente.
Um jovem eunuco aproximou-se e falou em voz baixa sobre Lu Fei — há quanto tempo ele estava ajoelhado ali.
Mohan virou-se abruptamente. Seus olhos estavam vermelhos de raiva.
Aproximou-se, agarrou o queixo de Lu Fei com agressividade e levantou seu rosto.
— O que você acha que está fazendo aqui de joelhos? Ainda se acha um herói?
Lu Fei o olhou com um olhar vazio, sem vida, sem esperança.
— Você me prometeu… que não machucaria nem mataria mais inocentes.
Mohan sorriu como um louco.
— Eles me atacaram primeiro. E sabe qual foi o motivo, meu cachorro e*****o? Foi você. Seu discípulo preferido tentou me tirar você de mim… mesmo depois de eu ter poupado a vida dele.
Lu Fei arregalou os olhos.
— Você não pode matá-lo… ele é apenas um garoto…
Mohan o beijou à força, mordendo seu lábio até sangrar.
— Então, meu adorado e*****o… vai precisar se esforçar muito mais para me agradar.
Empurrou-o na neve.
Lu Fei caiu no chão frio.
Com dificuldade, levantou-se novamente e voltou a ajoelhar-se, fechando os olhos enquanto a neve cobria seu corpo frágil.
As horas passaram.
A nevasca tornou-se violenta.
O frio cortava as lâminas.
A neve acumulou-se sobre seus ombros, seus cabelos, até mesmo sobre seus cílios congelados.
E ainda assim… ele não se moveu.
Enquanto isso, Mohan estava em seu pavilhão, bebendo e se divertindo. Jovens dançavam ao seu redor; outros o serviam com frutas, outros o acariciavam.
Até que o eunuco entrou apressado.
— Perdoe-me, meu senhor… é urgente.
Mohan, deitado com a camisa entreaberta, franziu o cenho.
— O que foi agora?
O eunuco curvou-se.
— É o jovem Lu Fei…
Mohan levantou-se imediatamente.
— O que tem ele?
— Ele perdeu os sentidos. Ainda está no pátio… sob a nevasca.
Mohan saiu correndo, descalço, sem sequer fechar a camisa.
Ao ver Lu Fei caído, ajoelhou-se ao seu lado.
— Lu Fei…!
Não houve resposta.
Ele o pegou nos braços e o levou para o pequeno pavilhão onde costumava mantê-lo trancado.
Mandou chamar o médico.
Enquanto o cobria com mantas, percebeu que as roupas dele eram finas demais para aquele frio brutal.
— Quem fez isso com ele?!
As mulheres que haviam saído atrás dele se entreolharam.
Uma delas sorriu.
— Fui eu. Ele só está aqui por sua misericórdia e para seu proveito. O senhor sempre disse que o odiava… Eu queria vê-lo sofrer. Por isso não deixei que trouxesse roupas adequadas nem alimentação suficiente.
O médico terminou o exame e suspirou.
— Sinto muito… não posso fazer mais nada por ele.
Mohan olhou para Lu Fei respirando fraco.
— Do que está falando? Ele só está dormindo!
O médico falou com pesar:
— Eu já havia avisado. Ele não podia fazer trabalhos forçados nesse estado. O corpo dele não suportaria. Ele já estava fraco demais… abaixo do peso. Nem mesmo deveria continuar servindo o senhor à noite.
Mohan ficou em silêncio.
Imagens passaram por sua mente — tudo o que o obrigou Lu Fei a fazer.
Tudo o que tirou dele.
Até mesmo sua pureza.
Lágrimas escorreram.
Ele virou-se para a mulher.
— Quem mandou você fazer isso?!
Deu-lhe um t**a tão forte que ela caiu.
— Mas o senhor dizia que o odiava…
Mohan a ergueu pelo pescoço.
— Você não deveria ter feito isso.
E apertou… até que ela não respirasse mais.