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Te Protegerei até o fim 🍀

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📖 Sinopse – Te Protegerei Até o FimMohan foi um imperador temido, conhecido por sua crueldade e poder absoluto. Em sua ascensão, destruiu clãs, massacrou inocentes e transformou seu próprio mestre, Lu Fei — o único homem que um dia o protegeu — em seu prisioneiro e amante, condenando-o a uma vida de humilhação e sofrimento.Cego pelo ódio e por feridas do passado, Mohan só percebe tarde demais que Lu Fei sempre o amou e se sacrificou por ele em silêncio.Consumido pela culpa após a morte daquele que mais feriu, Mohan perde tudo — inclusive a própria vida.Mas o destino lhe concede uma segunda chance.Ele desperta no passado, novamente como discípulo de Lu Fei, carregando todas as memórias de seus pecados.Agora, Mohan fará qualquer coisa para proteger o homem que destruiu.Mesmo que precise lutar contra o destino.Mesmo que precise lutar contra si mesmo.

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🍀 CAPÍTULO 01🍀
🌑 CAPÍTULO 01 — Versão Corrigida Mohan era um imperador c***l. Destruiu inúmeros clãs poderosos, aldeias e vilas. Sua crueldade era tamanha que até mesmo seu mestre — o mais belo e poderoso de todos — ele escravizou, transformando-o em seu amante, forçando-o a fazer coisas que jamais ousaria em toda a sua vida. Para ter total controle sobre ele, Mohan cortou a veia espiritual de seu mestre e arruinou sua arte marcial, para que nunca mais pudesse lutar. Lu Fei era constantemente humilhado por seu antigo discípulo. Era chamado de cachorro, e*****o. Mohan o obrigava a fazer tarefas degradantes em sua própria mansão — rastejar pelo chão para limpar o caminho por onde ele passaria, comer como um animal e servi-lo na cama todas as noites, sendo torturado e humilhado até sangrar em suas partes íntimas. Quando terminava, satisfeito, Mohan olhava para seu mestre submisso sob seu corpo e sorria. — Onde está sua grandeza agora, orgulhoso mestre? — dizia com desprezo. — Agora eu sou o único imperador de todos os reinos e clãs. Matei todos que ousaram se opor a mim. Inclusive você deveria estar morto… pois dentre todos, era o que eu mais odiava. Ele segurava o rosto de Lu Fei com frieza. — Mas foi você mesmo, no pé daquela montanha, quem decidiu se render. Jurou que faria tudo o que eu quisesse se eu poupasse os humildes e fracos que não podiam se defender. Então não venha com lágrimas agora. Saia do meu quarto. Tome banho e volte impecável para mim. Lu Fei puxou suas vestes brancas — tão finas que m*l o protegiam do frio c***l daquele lugar. Seu corpo estava magro, frágil, os ossos quase visíveis sob a pele pálida. Caminhou humilhado pelo enorme pátio coberto de neve, que caía silencioso sobre o chão… e sobre ele. Mohan, deitado na cama, cruzou as pernas e apoiou as mãos atrás da cabeça. Com um sorriso satisfeito, adormeceu. Dias depois, Lu Fei varria o pátio usando apenas suas roupas finas, descalço sobre a neve. Viu Mohan chegar furioso e entrar no grande salão, seguido por seus homens. Lá dentro, o imperador começou a destruir tudo com seu poder, deixando todos de joelhos, aterrorizados. Escondido, Lu Fei ouviu os gritos. Preocupado, correu até a frente do salão e ajoelhou-se sob a neve que continuava a cair. Ali permaneceu por horas. Quando finalmente as enormes portas se abriram, homens bêbados saíram rindo, apoiando-se uns nos outros. Ao passarem por ele, zombaram: — Olhem o grande herói… o mais poderoso… que nunca abaixava a cabeça para ninguém. Cuspiam em seu rosto. — Agora não passa de uma cadelinha do grande Mohan! Riam alto. Seu rosto estava marcado pela dor, pela humilhação e pelo sofrimento. Mohan parou nos degraus. Viu a cena. E não fez nada. Apenas sorriu discretamente. Um jovem eunuco aproximou-se e falou em voz baixa sobre Lu Fei — há quanto tempo ele estava ajoelhado ali. Mohan virou-se abruptamente. Seus olhos estavam vermelhos de raiva. Aproximou-se, agarrou o queixo de Lu Fei com agressividade e levantou seu rosto. — O que você acha que está fazendo aqui de joelhos? Ainda se acha um herói? Lu Fei o olhou com um olhar vazio, sem vida, sem esperança. — Você me prometeu… que não machucaria nem mataria mais inocentes. Mohan sorriu como um louco. — Eles me atacaram primeiro. E sabe qual foi o motivo, meu cachorro e*****o? Foi você. Seu discípulo preferido tentou me tirar você de mim… mesmo depois de eu ter poupado a vida dele. Lu Fei arregalou os olhos. — Você não pode matá-lo… ele é apenas um garoto… Mohan o beijou à força, mordendo seu lábio até sangrar. — Então, meu adorado e*****o… vai precisar se esforçar muito mais para me agradar. Empurrou-o na neve. Lu Fei caiu no chão frio. Com dificuldade, levantou-se novamente e voltou a ajoelhar-se, fechando os olhos enquanto a neve cobria seu corpo frágil. As horas passaram. A nevasca tornou-se violenta. O frio cortava as lâminas. A neve acumulou-se sobre seus ombros, seus cabelos, até mesmo sobre seus cílios congelados. E ainda assim… ele não se moveu. Enquanto isso, Mohan estava em seu pavilhão, bebendo e se divertindo. Jovens dançavam ao seu redor; outros o serviam com frutas, outros o acariciavam. Até que o eunuco entrou apressado. — Perdoe-me, meu senhor… é urgente. Mohan, deitado com a camisa entreaberta, franziu o cenho. — O que foi agora? O eunuco curvou-se. — É o jovem Lu Fei… Mohan levantou-se imediatamente. — O que tem ele? — Ele perdeu os sentidos. Ainda está no pátio… sob a nevasca. Mohan saiu correndo, descalço, sem sequer fechar a camisa. Ao ver Lu Fei caído, ajoelhou-se ao seu lado. — Lu Fei…! Não houve resposta. Ele o pegou nos braços e o levou para o pequeno pavilhão onde costumava mantê-lo trancado. Mandou chamar o médico. Enquanto o cobria com mantas, percebeu que as roupas dele eram finas demais para aquele frio brutal. — Quem fez isso com ele?! As mulheres que haviam saído atrás dele se entreolharam. Uma delas sorriu. — Fui eu. Ele só está aqui por sua misericórdia e para seu proveito. O senhor sempre disse que o odiava… Eu queria vê-lo sofrer. Por isso não deixei que trouxesse roupas adequadas nem alimentação suficiente. O médico terminou o exame e suspirou. — Sinto muito… não posso fazer mais nada por ele. Mohan olhou para Lu Fei respirando fraco. — Do que está falando? Ele só está dormindo! O médico falou com pesar: — Eu já havia avisado. Ele não podia fazer trabalhos forçados nesse estado. O corpo dele não suportaria. Ele já estava fraco demais… abaixo do peso. Nem mesmo deveria continuar servindo o senhor à noite. Mohan ficou em silêncio. Imagens passaram por sua mente — tudo o que o obrigou Lu Fei a fazer. Tudo o que tirou dele. Até mesmo sua pureza. Lágrimas escorreram. Ele virou-se para a mulher. — Quem mandou você fazer isso?! Deu-lhe um t**a tão forte que ela caiu. — Mas o senhor dizia que o odiava… Mohan a ergueu pelo pescoço. — Você não deveria ter feito isso. E apertou… até que ela não respirasse mais.

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