🍀 CAPÍTULO 01🍀

1034 Words
🌑 CAPÍTULO 01 — VersĂŁo Corrigida Mohan era um imperador c***l. Destruiu inĂșmeros clĂŁs poderosos, aldeias e vilas. Sua crueldade era tamanha que atĂ© mesmo seu mestre — o mais belo e poderoso de todos — ele escravizou, transformando-o em seu amante, forçando-o a fazer coisas que jamais ousaria em toda a sua vida. Para ter total controle sobre ele, Mohan cortou a veia espiritual de seu mestre e arruinou sua arte marcial, para que nunca mais pudesse lutar. Lu Fei era constantemente humilhado por seu antigo discĂ­pulo. Era chamado de cachorro, e*****o. Mohan o obrigava a fazer tarefas degradantes em sua prĂłpria mansĂŁo — rastejar pelo chĂŁo para limpar o caminho por onde ele passaria, comer como um animal e servi-lo na cama todas as noites, sendo torturado e humilhado atĂ© sangrar em suas partes Ă­ntimas. Quando terminava, satisfeito, Mohan olhava para seu mestre submisso sob seu corpo e sorria. — Onde estĂĄ sua grandeza agora, orgulhoso mestre? — dizia com desprezo. — Agora eu sou o Ășnico imperador de todos os reinos e clĂŁs. Matei todos que ousaram se opor a mim. Inclusive vocĂȘ deveria estar morto
 pois dentre todos, era o que eu mais odiava. Ele segurava o rosto de Lu Fei com frieza. — Mas foi vocĂȘ mesmo, no pĂ© daquela montanha, quem decidiu se render. Jurou que faria tudo o que eu quisesse se eu poupasse os humildes e fracos que nĂŁo podiam se defender. EntĂŁo nĂŁo venha com lĂĄgrimas agora. Saia do meu quarto. Tome banho e volte impecĂĄvel para mim. Lu Fei puxou suas vestes brancas — tĂŁo finas que m*l o protegiam do frio c***l daquele lugar. Seu corpo estava magro, frĂĄgil, os ossos quase visĂ­veis sob a pele pĂĄlida. Caminhou humilhado pelo enorme pĂĄtio coberto de neve, que caĂ­a silencioso sobre o chĂŁo
 e sobre ele. Mohan, deitado na cama, cruzou as pernas e apoiou as mĂŁos atrĂĄs da cabeça. Com um sorriso satisfeito, adormeceu. Dias depois, Lu Fei varria o pĂĄtio usando apenas suas roupas finas, descalço sobre a neve. Viu Mohan chegar furioso e entrar no grande salĂŁo, seguido por seus homens. LĂĄ dentro, o imperador começou a destruir tudo com seu poder, deixando todos de joelhos, aterrorizados. Escondido, Lu Fei ouviu os gritos. Preocupado, correu atĂ© a frente do salĂŁo e ajoelhou-se sob a neve que continuava a cair. Ali permaneceu por horas. Quando finalmente as enormes portas se abriram, homens bĂȘbados saĂ­ram rindo, apoiando-se uns nos outros. Ao passarem por ele, zombaram: — Olhem o grande herĂłi
 o mais poderoso
 que nunca abaixava a cabeça para ninguĂ©m. Cuspiam em seu rosto. — Agora nĂŁo passa de uma cadelinha do grande Mohan! Riam alto. Seu rosto estava marcado pela dor, pela humilhação e pelo sofrimento. Mohan parou nos degraus. Viu a cena. E nĂŁo fez nada. Apenas sorriu discretamente. Um jovem eunuco aproximou-se e falou em voz baixa sobre Lu Fei — hĂĄ quanto tempo ele estava ajoelhado ali. Mohan virou-se abruptamente. Seus olhos estavam vermelhos de raiva. Aproximou-se, agarrou o queixo de Lu Fei com agressividade e levantou seu rosto. — O que vocĂȘ acha que estĂĄ fazendo aqui de joelhos? Ainda se acha um herĂłi? Lu Fei o olhou com um olhar vazio, sem vida, sem esperança. — VocĂȘ me prometeu
 que nĂŁo machucaria nem mataria mais inocentes. Mohan sorriu como um louco. — Eles me atacaram primeiro. E sabe qual foi o motivo, meu cachorro e*****o? Foi vocĂȘ. Seu discĂ­pulo preferido tentou me tirar vocĂȘ de mim
 mesmo depois de eu ter poupado a vida dele. Lu Fei arregalou os olhos. — VocĂȘ nĂŁo pode matĂĄ-lo
 ele Ă© apenas um garoto
 Mohan o beijou Ă  força, mordendo seu lĂĄbio atĂ© sangrar. — EntĂŁo, meu adorado e*****o
 vai precisar se esforçar muito mais para me agradar. Empurrou-o na neve. Lu Fei caiu no chĂŁo frio. Com dificuldade, levantou-se novamente e voltou a ajoelhar-se, fechando os olhos enquanto a neve cobria seu corpo frĂĄgil. As horas passaram. A nevasca tornou-se violenta. O frio cortava as lĂąminas. A neve acumulou-se sobre seus ombros, seus cabelos, atĂ© mesmo sobre seus cĂ­lios congelados. E ainda assim
 ele nĂŁo se moveu. Enquanto isso, Mohan estava em seu pavilhĂŁo, bebendo e se divertindo. Jovens dançavam ao seu redor; outros o serviam com frutas, outros o acariciavam. AtĂ© que o eunuco entrou apressado. — Perdoe-me, meu senhor
 Ă© urgente. Mohan, deitado com a camisa entreaberta, franziu o cenho. — O que foi agora? O eunuco curvou-se. — É o jovem Lu Fei
 Mohan levantou-se imediatamente. — O que tem ele? — Ele perdeu os sentidos. Ainda estĂĄ no pĂĄtio
 sob a nevasca. Mohan saiu correndo, descalço, sem sequer fechar a camisa. Ao ver Lu Fei caĂ­do, ajoelhou-se ao seu lado. — Lu Fei
! NĂŁo houve resposta. Ele o pegou nos braços e o levou para o pequeno pavilhĂŁo onde costumava mantĂȘ-lo trancado. Mandou chamar o mĂ©dico. Enquanto o cobria com mantas, percebeu que as roupas dele eram finas demais para aquele frio brutal. — Quem fez isso com ele?! As mulheres que haviam saĂ­do atrĂĄs dele se entreolharam. Uma delas sorriu. — Fui eu. Ele sĂł estĂĄ aqui por sua misericĂłrdia e para seu proveito. O senhor sempre disse que o odiava
 Eu queria vĂȘ-lo sofrer. Por isso nĂŁo deixei que trouxesse roupas adequadas nem alimentação suficiente. O mĂ©dico terminou o exame e suspirou. — Sinto muito
 nĂŁo posso fazer mais nada por ele. Mohan olhou para Lu Fei respirando fraco. — Do que estĂĄ falando? Ele sĂł estĂĄ dormindo! O mĂ©dico falou com pesar: — Eu jĂĄ havia avisado. Ele nĂŁo podia fazer trabalhos forçados nesse estado. O corpo dele nĂŁo suportaria. Ele jĂĄ estava fraco demais
 abaixo do peso. Nem mesmo deveria continuar servindo o senhor Ă  noite. Mohan ficou em silĂȘncio. Imagens passaram por sua mente — tudo o que o obrigou Lu Fei a fazer. Tudo o que tirou dele. AtĂ© mesmo sua pureza. LĂĄgrimas escorreram. Ele virou-se para a mulher. — Quem mandou vocĂȘ fazer isso?! Deu-lhe um t**a tĂŁo forte que ela caiu. — Mas o senhor dizia que o odiava
 Mohan a ergueu pelo pescoço. — VocĂȘ nĂŁo deveria ter feito isso. E apertou
 atĂ© que ela nĂŁo respirasse mais.
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