Guga Narrando Tô aqui sentado num degrau de concreto, todo sujo de poeira, terra e suor, como se tivesse escalado meio planeta. A operação policial que a gente enfrentou foi sinistra pra c*****o, mas, no fim, conseguimos segurar o morro mais uma vez. Ainda sinto meu coração disparado, e as mãos tremendo de tanta adrenalina. Ao meu lado, o Arcanjo tá com a cara fechada, sem falar quase nada, só tragando o resto de um beck no canto da boca, cada suspiro dele parece cuspir ódio contido. — c*****o, que dia, hein, Arcanjo. — solto, limpando o rosto com a barra da camisa, quase sem ter força pra levantar. — A gente derrubou mais uma operação, mas, p**a merda, quase foi pro saco. Ele me encara, jogando o toco do beck pro lado, amassando no chão com os dedos: — É, Guga, mas não dá pra relaxar.

