Dante warrem.
23 anos
Bissexual (tirou sorte grande garoto)
Podre de rico
(P.s. Você vai encontrar mais coisas sobre ele na internet)
Isso é tudo que minha tia diz sobre aquele t****o no e-mail que ela me enviou, e que eu só tive tempo de ver agora. Não tenho tempo e nem cabeça para procurar informações sobre ele na internet, então resolvo vasculhar meu guarda-roupas provisório para ver as roupas que ele comprou para mim.
Fico impressionado com a quantidade de roupas que vejo ali dentro (que desconfio ser mais do que tenho na minha própria casa). Tem de tudo, moletons, camisas, shorts, calças jeans, cuecas, meias... Tudo nas mais variadas cores e estampas.
Desconfio que meu patrão ache que roupas são descartáveis depois da primeira vez em que forem usadas, porquê com esse tanto de roupa eu poderia ficar sem comprar uma única peça para o resto da vida.
Já que vou passar os próximos 25 dias vivendo aqui, decido que não vou ficar me escondendo por aí e evitando o meu chefe t****o, por isso resolvo usufruir de tudo que conseguir nas próximas 3 semanas e meia.
Pego uma sunga azul na primeira gaveta de baixo para cima, tiro toda a minha roupa e visto-a, depois, saio do quarto tentando ser o mais silencioso possível, com o objetivo de usar aquela enorme piscina do quintal até que chegue a hora do almoço.
(***)
A água da piscina é super morna, e como todo o terreno da casa é murado, eu não preciso me preocupar que alguém me veja vestindo apenas uma sunga, não que isso seja um problema para mim, só é um pouco desconfortável mostrar tanta pele para alguém que eu não conheço.
Fico ali, boiando de barriga para cima e com os olhos fechados. A sensação é tão boa que eu me faz perder a noção do tempo.
Ouço um som de passos ao lado da piscina, o que me leva à abrir os olhos rapidamente e olhar na direção de onde vem o som, dando de cara com uma senhora de meia idade, que abre um sorriso gentil ao perceber que estou olhando para ela.
- olá, você deve ser o Lukka.- ela diz gentilmente, sem quebrar o contato visual comigo.
Minhas bochechas ardem com a vergonha que toma conta de mim por está seminu na frente dessa senhora, O que me faz afundar o corpo na água, de modo com que apenas minha cabeça fique para fora.
- s-sim, sou eu.- confirmo, enquanto a observo mais atentamente. Ela veste um vestido azul florido e elegante, com um avental rosa amarrado na cintura. Seu rosto é marcado pela idade e os cabelos já são um pouco grisalhos.
- é um prazer conhecer você, espero que água esteja boa.
- sim, está ótima. Obrigado.- digo, mostrando para mim mesmo que eu posso ser educado quando quero. Até abro um pequeno sorriso, porquê afinal, ela está sendo muito gentil comigo.
- o almoço fica pronto em duas horas, se você estiver com fome, eu posso trazer um sanduíche para você. -ela avisa.
- não precisa.- digo enquanto n**o e continuo sorrindo, sentindo como se estivesse sendo paparicado pela avó que nunca tive, daquelas que passam nos filmes e são sempre carinhosas com os netos.
- Okay. Eu vou para a cozinha preparar o almoço, se precisar de alguma coisa, só ir lá, estarei sempre a disposição.- fala, antes de virar e sair andando em direção a casa.
Volto à nadar, sentindo a água morna me envolver enquanto movo as pernas e os braços, dando o impulso necessário para que eu me movimente de um lado para o outro
Encaro a cerâmica azul do fundo da piscina, então resolvo descer até lá e ficar sentado, apenas para passar o tempo e ver quanto tempo consigo ficar submerso. Ao contrário da água, a cerâmica é um pouco fria, o que obviamente não me impede de colocar a b***a lá e abraçar os joelhos, já sentindo os meus pulmões darem os primeiros sinais de que eu preciso respirar logo logo. Mas mesmo assim, eu fico por mais alguns segundos até ter certeza de que não aguentaria mais um milissegundo sequer, então impulsiono com as pernas e subo até a superfície.
O ar invade meus pulmões assim que eu coloco a cabeça fora d’água. Demora algum tempo até que meus olhos se ajustem fora as água, mas condo isso acontece, a primeira coisa que noto é o copo bronzeado, sentado em uma das cadeiras brancas ao lado da piscina.
Ele praticamente me come com os olhos, o que me deixa um pouco desconfortável. Agora ele está vestindo uma camisa branca simples e uma bermuda jeans surrada que dá à ele uma aparência descolada.
- oi.- murmuro, fazendo a mesma coisa que fiz com a senhora gentil da qual eu não sei o nome, deixando apenas a cabeça para fora da água.
- oi, Lukka.- sussurra sorrindo, como se saboreasse meu nome.- a água está boa?
- sim.- digo corando.
- que bom.
- v-você pode me dá aquela toalha?- pergunto, apontando para a pilha de toalhas na cadeira ao seu lado.
- hum... Acho que você vai ter que vir pegar.- meu maldito chefe provoca, lançando um sorriso desafiador para mim.
MERDA. Por que raios eu simplesmente não vesti um calção?!
Decido que não vou deixar um cara como ele me abalar, eu já aguentei bastante nessa vida, não será isso que vai me abalar. Afinal, são só alguns metros até lá. Franzo as sobrancelhas para ele, então nado até a borda da piscina, onde apoio meus braços e me impulsiono para cima, saindo da água logo em seguida.
Mesmo sentindo um pouco de vergonha por está vestindo apenas uma sunga, escondo esse sentimento na parte mais escura da minha mente e faço questão de encara-lo.
- gosta do que vê?- pergunto, devolvendo o mesmo sorriso desafiador, enquanto sustento todo o peso do corpo em apenas uma perna e coloco as mãos na cintura.
- demais.- ele responde, sem desgrudar os olhos de mim, o que me faz revirar os olhos e andar em sua direção.
Ao chegar ao seu lado, pego uma das toalhas e seco a maior parte da água do meu corpo, sem me preocupar por está à menos de um metro de distância dele.
Sento na cadeira ao seu lado, resolvendo não amarrar a toalha na cintura. Se ele quer ver, pode ver, porque essa é a única coisa que ele vai conseguir afinal.
- você é lindo.- elogia ele. Eu resolvo ignora-lo, então simplesmente fecho os olhos e finjo que ele não existe.
- eu vou precisar de você hoje à noite.- Dante diz, fazendo eu mudar os meus planos de ignora-lo por completo. Olho para ele e levanto uma das sobrancelhas, indicando para ele prosseguir.
- hoje irá ter um evento muito importante, o que quer dizer que vai ter muitos interesseiros de plantão. Preciso que você esteja vestindo uma roupa bem elegante, apesar de preferir você sem elas.
- você dá em cima de todo mundo desse jeito?- questiono, enquanto foco o olhar na sua boca rosada.
- não, só das pessoas que me interessam, o que não acontece à bastante tempo.
- você nem me conhece.- intervenho, tentando fazer ele parar com isso.
- mas eu quero conhecer, basta você falar.
- eu não quero ter um relacionamento sério.
- e quem falou em sério?- ele me corta, fazendo com que eu fique com vergonha.- olha, a gente poderia aproveitar o máximo desses 25 dias, sem qualquer compromisso, apenas eu e você.
- e-eu... Não tô afim.- falo.
- aposto que você mudaria de ideia ao ver o tamanho do meu dote.- sussurra de um jeito s****o.
- seu... Seu...!! Não acredito que o meu primeiro chefe é um homem tarado.- falo, percebendo logo em seguida que disse a última parte em voz alta. Olho apressadamente para ele, que me lança um olhar confuso.
- eu sou o seu primeiro cliente?- ele questiona.
- você fala “cliente” como se eu fosse um prostituto.- argumento, então cruzo os braços sobre o peito e inflo um pouco as bochechas, mostrando toda a minha raiva e o quanto eu posso ser marrento.
- desculpa. Eu fui o primeiro à contratar você?
- foi.- respondo à contra gosto.
- melhor ainda! Que tal começar com chave de ouro?? O que é melhor que um loirão para fazer você gemer bastante?- ele diz, levantando da sua cadeira e sentando ao meu lado, na minha, então ele passa o braço ao redor da minha cintura, tento tirar o seu braço dali, mas ele é muito mais forte que eu.
- acho que a frase certa é “fechar com chave de ouro”. E minha resposta ainda não mudou sobre o outro assunto.- corrijo ele, arrancando um risinho dele.
- é sempre bom fazer algumas modificações.- sussurra no meu ouvido, antes de tirar a sua mão quente e macia da minha cintura.
Nós passamos alguns minutos constrangedores em silêncio, sentados lado à lado encarando a piscina a nossa frente.
- então... Com que você trabalha?- tento puxar assunto, porquê mesmo sendo um t****o, ele ainda é meu chefe.
- cinema.- responde, finalmente voltando à me encarar com aqueles olhos verdes, que possuem uma tonalidade completamente diferente dos meus.
- seja mais especifico.- peço, tentando não parecer nervoso por ter ele tão perto de mim, que ainda estou seminu.
- eu faço roteiros de filmes.
- nossa. – digo impressionado.- será que eu conheço algum dos seus filmes??
- provavelmente. Você já assistiu “a dança da morte” ou “doce tentação”?- fala, com a boca bem perto da minha.
- claro! Quem nunca assistiu esses filmes?- digo o óbvio, são alguns dos filmes mais famosos da atualidade.
- eu que escrevi o roteiro deles.- fala inflando o peito, com orgulho do seu trabalho.
-AI. MEU. DEUS!!! Você é uma estrela!! Meu irmão é viciado nesses filmes! Você pode me dá um autógrafo?!- exclamo, levemente alterado.
- claro.
- obrigado.- digo, dando-lhe um sorriso genuíno.
- então... Você tem um irmão?- sussurra meio sem jeito, com seu ombro roçando levemente o meu.
- sim. O nome dele é Luky, ele faz 16 anos semana que vem.- respondo, sentindo meu coração esquentar só por lembrar do meu maninho. – e você??
- ah, eu faço 24 em agosto.- responde, com um sorriso sarcástico no rosto.
- não foi isso que eu perguntei! – dou um beliscão na sua barriga, me arrependendo logo em seguida, porque ele é meu chefe afinal. Mas o homem loiro ao meu lado não faz nada à não ser cair na gargalhada.
- eu tenho uma irmã 3 anos mais velha que eu. Vou apresenta-la à você hoje à noite.
- okay.
- você... – ele começa, mas a senhora gentil de antes o interrompe:
- o almoço está pronto rapazes. Venham, antes que esfrie.- dito isso, ela entra novamente na mansão.
- bom... Eu vestir uma roupa e te encontro lá na cozinha, okay? – digo, levantando da cadeira e andando em direção à mansão, ciente de que ele está encarando minha b***a.
(***)
Depois de vestir uma roupa, desço novamente para o primeiro andar e me deparo com um verdadeiro banquete sobre a grande mesa de vidro.
- quantas dezenas de pessoas vão comer aqui?- exclamo para Dante, que está sentado em uma das cadeiras e me encara sem parar.
- só a gente, porquê?- pergunta, como se não entendesse o que eu quis dizer.
- aí tem comida para alimentar um exército.- aponto para a mesa.
- ah.- diz ele, finalmente entendendo o que eu quero dizer.
A senhora gentil aparece, com uma travessa repleta de frutas e a coloca na mesa.
- sente-se querido. Deve está faminto.- murmura, me lançando um sorriso carinhoso. Faço o que ela mandou e sento em uma das oito cadeiras da mesa, a que fica de frente para Dante.
- pode se servir, fique a vontade.- meu chefe murmura, também me dando um sorriso.
- obrigado.- agradeço, encarando a infinidade de opções, sem saber direito o que é a maioria das coisas, típico de comida de gente rica.
- quer que eu coloque para você?- ele me pergunta, notando a minha indecisão em escolher algo. Confirmo sem jeito com a cabeça, não tendo certeza se devo fazer isso.
Ele levanta da cadeira, dá a volta na mesa e caminha até mim.
- o que você quer?- diz, enquanto pega um prato branco de porcelana. Olho para a comida, tentando escolher algo.
- o que é aquilo?- digo apontando para a tigela cheia de minúsculas bolinhas negras.
- caviar.- quando ele responde. Não consigo esconder a minha surpresa e estranheza. Mesmo sendo uma iguaria bastante aclamada, eu nunca teria coragem de comer essa coisa. Ovos de peixe... Isso é um pouco nojento.
Depois de muito olhar, decido optar por escolher arroz, carne grelhada e um pouco de salada, que foi a comida mais normal que encontrei.
Ele coloca tudo no prato e o coloca na minha frente, entre os talheres. Depois, ele se serve e senta na cadeira ao meu lado.
- qual o nome daquela senhora? – digo, me referindo à versão melhorada da fada madrinha.
- dona Joana. Ela trabalha para minha família à mais de 20 anos, acho que não conseguiria viver um mês sem ela cuidando de mim.- responde entre as enormes garfadas. Ele é muito esfomeado.
- seus pais vivem aqui em nova York?- digo, enquanto o observo atentamente, o jeito como sua boca se move quando mastiga, o modo como trava o maxilar... Ele é lindo, só um cego ou louco diria o contrário.
- sim. Ei vou apresenta-los à você hoje a noite também. Eles vão adorar você. E os seus pais?- murmura, virando o rosto para me encarar.
- pai.- o corrijo.- e sim, ele mora aqui.
- ah. Ele é legal? Digo... A maioria dos pais não aceita o fato de ter um filho gay.
- sim, ele é de boa com isso. Além de ser o melhor pai do mundo, sempre cuidou de mim e do meu irmão.- respondo, antes de enfiar uma garfada na boca. Isso é mais pura verdade, o único erro do meu pai foi se envolver com aquele infeliz do Jace, algo que eu também fiz.
- ótimo. Os meus também são super de boa com isso...
Depois que terminamos de almoçar, começamos à conversar sem parar por algumas horas, descobrindo mais sobre a vida um do outro. Ele, claro, não deixou de dá em cima de mim uma vez ou outra.
Dante até que é legal quando quer ser, apesar de ser podre de rico, ele não é tão mimado quando o que eu imaginava de alguém com tanto dinheiro.