As 7:00 da noite, depois de tomar um banho refrescante no enorme banheiro do meu quarto, saio de lá com uma toalha branca enrolada na cintura e encontro um terno preto perfeitamente passado e dobrado em cima da minha cama.
Acaricio tecido preto super macio da roupa com a ponta dos dedos, que deve ser mais cara do que um salário mínimo. É lindo.
Dou as costas para a cama e caminho em direção ao guarda-roupa, deixando a toalha cair no chão e ficando completamente pelado. Tiro uma cueca amarela lá dentro e à visto tranquilamente, sem qualquer pressa.
Encaro meu reflexo no enorme espelho da parede. Sou magro e com poucos músculos, não tenho praticamente nenhum pelo nas pernas, braços e barriga, minha b***a é empinada e tem um tamanho considerável.
Dou meia volta e vou até a cama, sentando ao lado das roupas dobradas. Pego a calça feita sob medida (que desconfio que ele conseguiu com minha tia) e à visto com cuidado, como se estivesse com medo de rasga-la.
Ela abraça minhas pernas e b***a perfeitamente, realçando o tamanho e a firmeza.
Pego a camisa social branca e à visto, abotoando todos os botões bem devagar para não errar e desalinhar tudo (coisa que eu costumava fazer sempre que vestia uma camisa assim).
Assim como a calça, a camisa abraça meus bíceps e peito, fazendo minha cintura fina ficar ainda mais visível. Coloco o blazer (ou seja lá como se chamar a parte de cima do terno) e decido não fechar os botões, deixando-me com um ar de descolado.
Depois de calçar os sapatos, saio do quarto e dou de cara com Dante me esperando do lado de fora, com três gravatas na mão esquerda.
- qual você acha que combina mais comigo?- pergunta, estendendo as três gravatas, uma preta, uma vermelha e uma quadriculada.
Observo-o por um momento antes de responder. Ele não veste a parte de cima do terno, de modo com que a camisa social seja inteiramente visível, além de uma calça preta.
- eu prefiro sem.- murmuro por fim, dando um passo na sua direção, quase colando nossos p****s. Ele fechou todos os botões camisa, até o do colarinho. Levo a mão até lá e desabotoo os últimos três , revelando um pouco de sua pele bronzeada, que eu fico encarando descaradamente.
- sério??
- sim.- digo, tirando as mãos do seu peitoral ao notar que elas estavam tempo demais ali. Ele me encara de cima à baixo, demorando-se nas minhas pernas.
- você está lindo.- sussurra, voltando à me encarar nos olhos e se aproximar um pouco, de modo com que nossas bocas fiquem à centímetros.
- obrigado. É... Meu gentileza sua.- agradeço, já sentindo minhas bochechas esquentarem.
- não. Você não entende, não é gentileza, você é lindo, isso é um fato.- diz, se aproximando ainda mais, colando nossos p****s, e como ele é mais alto que eu, preciso olhar para cima para encara-lo.
- obrigado.- sussurro novamente.- vamos? Senão vamos chegar atrasados.
- claro.- suas mãos se erguem, então ele às coloca em minha cintura, fazendo um arrepio subir pela minha espinha.
Viro em um ângulo de 90 graus e começo a andar pelo corredor, com ele ao meu lado, ainda com uma das mãos em minha cintura.
- então... Me fale um pouco sobre a festa de hoje.- peço, desistindo de tirar a sua mão da minha cintura, já que ele é muito forte.
- é uma festa para os patrocinadores e atores do meu novo filme.- sussurra no meu ouvido, como se fosse um segredo (mas desconfio que é só para me provocar).
- vai ter gente famosa lá??- pergunto, já me animando por ver pessoalmente um ator ou atriz famoso.
- sim. Vai.
- nossa, aposto que a sua vida é demais!! Você já viu pessoalmente a Kate Beckinsale?? Ou a Emília Clark?- pergunto, citando o nome das atrizes de alguns dos meu filmes preferidos.
- claro. Eu sempre vejo elas por aí.- responde, me lançando um sorriso convencido.
- Ai. Meu. Deus!! Eu não acredito nisso!!
- é sério, quer que eu consiga um autógrafo para você?- ele diz, quase fazendo meu mundo parar de girar. Meu coração palpita de felicidade.
- se eu quero?! Eu poderia vender um rim por algo assim!! Muito obrigado Dante!!- grito, então me viro para ele e dou um abraço apertado nele, ignorando o fato de estar sentindo toda a extensão do seu p*u pressionado contra minha perna.
- obrigado, obrigado, obrigado!!- falo quase gritando. Elas são meio que rainhas para mim e para meu irmão. Lembro de sempre assistir anjos da noite ou exterminador do futuro com ele jogados no sofá da nossa sala, esses filmes fizeram parte de momentos muito felizes da minha vida.
- d-de nada, Lukka.- ele responde, ainda meio surpreso por eu ter abraçado ele. O solto meio sem jeito, então volto à caminhar pelo corredor.
(***)
- você tá brincando né?- exclamo impressionado, enquanto encaro a limusine estacionada na rua.
- não. Eu preciso ter uma entrada triunfante, junto com meu namorado.- não dou atenção para as suas palavras, tudo que consigo fazer agora é encarar o enorme carro preto, que é tão polido e limpo que eu consigo me ver perfeitamente nele.
- vamos?- ele sussurra, e eu não consigo fazer nada além de assentir.
Dou alguns passos e chego ao lado do carro, então abro a porta. Ainda hipnotizado.
- você nunca andou de limusine antes??- ele me pergunta como se isso fosse a coisa mais normal do mundo.
- claro que já andei.- minto.
- então porquê você vai entrar na porta da frente??- ele diz, franzindo as sobrancelhas. Olho para o motorista pela porta que eu abri, procurando alguma desculpa rápida.
- e-eu ia... Perguntar para o motorista para onde estamos indo.- minto novamente, olhando para Dante por cima do ombro.
- seei...- murmura sorrindo, provavelmente já percebendo que eu estava mentindo desde o começo. Ele caminha até mim e segura minha mão, depois, me puxa em direção à parte de trás do carro.
- aqui.- diz enquanto abre a última porta do carro e sinaliza para que eu entre. Passo por ele e entro de um jeito meio desengonçado no carro, que ainda é mais chique por dentro. Meu chefe entra logo em seguida e fecha a porta.
- quer beber algo??- diz, sentando ao meu lado, de modo com que sua coxa fique roçando na minha.
- não, obrigado.- respondo gentilmente, prevendo que ele só tem aquelas bebidas estranhas e super caras de gente rica. Além disso, não sou do tipo que gosta de bebida alcoólicas.
- bom... Se você diz.- ele dá de ombros.
Olho pela janela do carro, mas não consigo distinguir nada, tudo passa como um borrão e desaparece na minha visão periférica.
- eu posso beijar você?- ele quebra o silêncio, fazendo eu virar-me bruscamente em sua direção.
- como é?!- exclamo, chocado pelo fato dele ser tão descarado.
- você sabe... Já que estamos fingido ser namorados, provavelmente vamos ter que nos beijar em público.- explica.
Merda. Eu ainda não tinha percebido isso.
- hum... Okay, quando estivermos em público você pode me beijar.- cedo, sabendo que isso vai ser inevitável.
- você vai ter que agir normalmente, não fazendo cara de surpreso quando isso acontecer, senão eles podem desconfiar.
- tudo bem, eu fiz aula de teatro.- informo a ele. Essa era minha aula preferida.
- mas no teatro eles ensaiam bastante para sair perfeito.- diz, o que me faz levantar uma das sobrancelhas e cruzar os braços, um pedido silencioso para que ele desembuche logo onde quer chegar com isto.
- então... Você quer treinar antes??- AH! ENTÃO ERA ISSO!! PELO VISTO, O SEU LADO t****o ESTÁ DE VOLTA!!
Contra minha vontade, meus olhos se movem por conta própria e focam na boca rosada dele, fazendo a minha boca salivar.
- hum... Okay.- digo, amaldiçoando-me e não acreditando que eu falei isso de verdade.
Ele abre um sorrido vitorioso, antes de me atacar, literalmente!!
Dante segura minha cabeça de forma carinhosa com suas mãos quentes e macias. Então coloca sua boca na minha de forma urgente e desesperada .
Minhas mãos ganham vida e vão para o seu peitoral, tentando agarrar a sua camisa e o puxar ainda para mais perto de mim.
Sua boca é macia e molhada, além de ter o gosto refrescante de menta. Seus lábios se movem em sincronia com os meus. A sua língua invade minha boca e explora cada milímetro dela várias e várias vezes, antes de se entrelaçar com a minha e começar uma verdadeira disputa por controle.
Não sei quando ou como vim parar aqui, mas quando noto, já estou no seu colo, com sua ereção pressionada contra minha b***a e a minha pressionada contra a sua barriga.
Separo nossas bocas devido a falta de ar, sentindo as minhas bochechas ardem de vergonha. Que m***a eu estou fazendo?!
Tento sair de cima dele, mas o mesmo me prende no seu colo com suas mãos, que apertam minha cintura.
- para onde você pensa que vai??
- e-eu... Eu... Desculpa.- isso é tudo que eu consigo dizer.
- está se desculpando pelo quê? Isso foi maravilhoso!!- dito isso, ele leva sua boca até a minha de novo, enquanto desce um pouco suas mãos e aperta minhas nádegas, arrancando um gemido involuntário de mim.
Envolvo seu pescoço com meus braços, querendo ficar o mais colado à ele possível. Minhas mãos passeiam pelo seu cabelo, assim como as dele fazem na minha b***a.
Chupo com força o seu lábio inferior, tirando um gemido dele. Depois, me afasto um pouco à procura de ar.
- isso... É... Muito... Bom.- diz ofegante, sem deixar de me olhar nos olhos.
- eu...- então a razão invade minha mente novamente. Que p***a eu estou fazendo?? Já não foi o bastante todas as minhas tentativas fracassadas de encontrar alguém?! Além disso, tenho que manter o foco no meu prêmio: o dinheiro.
Saio de cima dele e volto para meu lugar, sem o mínimo interesse em esconder a ereção dentro da minha calça que lateja sem parar. Ele até tentou me manter ali no seu colo, mas eu notar que eu não estava mais no clima, me deixou sair.
- o que aconteceu??- murmura, olho para ele (mentira, meus olhos focam diretamente na sua ereção enorme) e depois desvio o olhar, focando na janela do carro ao meu lado. A vergonha toma conta de mim, afinal, eu estava quase dando a b***a para meu chefe, DENTRO DE UMA LIMUSINE!!
- e-eu não nada sobre suas experiências anteriores, mas se aconteceu algo que você não gostou...
- não é isso.- o corto, ainda sem encara-lo.
- então por quê você não me quer. Eu sou f**o??
- você sabe que não.- respondo o óbvio.
- então o que foi?
- eu... Eu não posso viver algo assim esses dias.
- você tem namorado?!
- não! Claro que não!
- então porquê?
- não é da sua conta.- digo por fim.
- olha, eu sei que não é da minha conta... Mas eu gostaria de saber. Não vou te pressionar mais, mas quando quiser conversar, sabe onde me encontrar.- sinto a sua mão pousar na parte superior as minha coxa, é um toque carinhoso e reconfortante que não possui nada de s****l (apesar de está quase tocando meu...
Por algum motivo, não tiro sua mão dali, e a mesma continua assim a viajem toda.
(***)
Assim que o carro para, Dante sai do carro e abre a porta para mim. Saio e encaro o enorme prédio à minha frente.
- chegamos.- ele constata o óbvio (desconfio que ele esteja apenas querendo puxar assunto). Há vários carros super caros no estacionamento de pessoas que simplesmente tivera sorte e nasceram em uns família podre de rica, eles gastam milhões em coisas insignificantes e não se importam com as inúmeras pessoas que passam fome todos os dias.
Eu sou egoísta, não posso dizer que coloco as necessidades dos outros na frente das minhas. Se tudo ocorrer como planejado, esse ano irei ganhar por volta de 1 milhão e 200 mil. Com esse dinheiro eu poderia ajudar muitas pessoas se abrisse mão da minha vida, do meu pai e irmão, mas como disse antes, eu sou um egoísta, e não posso fazer isso com as pessoas que eu amo.
- vamos.- Dante me tira dos meus pensamentos. Olho para ele, que está estendo uma mão para mim e com um sorriso no rosto.
- vamos.- digo devolvendo o sorriso (afinal, já estamos em público). Seguro sua mão, então ele me guia em direção à enorme porta.
Ao entrarmos, fico surpreso com tudo que vejo. As pessoas vestem roupas caras e deslumbrantes, há garçons vestindo ternos brancos e servindo bebida com um sorriso gentil no rosto, as paredes estão repletas de quadros (um mais feito que o outro), também há alguns mesas repletas de docinhos que eu não faço ideia de que são feitos.
- venha, vamos procurar meus pais.- diz, antes de me puxar pela mão na direção da pequena multidão de pessoas.
Há uma melodia bela e suave pairando no ar, ela acaricia meus ouvidos.
Depois de alguns minutos sorrindo e cumprimentando as pessoas sem parar, ele finalmente aponta para o casal à poucos metros de nós, dizendo que eram seus pais.
Eu havia imaginado a mãe de Dante como uma mulher alta, loira e que exibia um sorriso falso típico dos ricos, mas ao contrário disso, ela é baixinha e tem o cabelo castanho, e o seu sorriso é tudo menos falso.
O pai é uma versão idêntica dele, só que vinte anos mais velho. O homem está em boa forma e é tão alto quanto o filho.
- mamãe, papai.- Dante os cumprimenta, o que me faz querer soltar um gargalhada por ele apesar da idade ainda os chamar assim.
- iai filhão!- o velho...hã...Quer dizer, o pai dele, se aproxima e dá um abraço no filho, seguido por tapinhas no ombro, típico de nós homens.
- olá, meu bebê.- fala a mulher, também dando um abraço nele.
- esse é o Lukka??- ela diz, desviando os seus olhos castanhos para mim.
- sim.- ele responde.
- olá querido, é um prazer conhece-lo.- murmura para mim, antes de andar até mim e me dá um abraço apertado.
Fico meio sem ação no início, mas depois, devolvo o abraço.
- oi, garoto.- o pai dele diz, então assim como a senhora, me dá um abraço, seguido pelos tapinhas.
- o prazer é meu, Sr.ª Warren.
- pode me chamar de Augusto.
- claro Sr.ª... Hã... Augusto.- corrijo rápido, um pouco nervoso.
- Lukka, fique aqui com eles que eu irei pegar uma bebida para nós. Okay?- Dante diz.
- claro, tudo bem.- respondo, contendo-me para não revirar os olhos. Ele sai e me deixa com seus pais, que me enchem de perguntas e não se cansam de elogiar o filho e dizer que eu serei muito feliz com ele.
Se fosse qualquer outra pessoa, eu ficaria entediado no mesmo instante, mas o Sr.ª e a Sra. Warren são muito gentis e estão sendo muito legais comigo. Afinal, estão diante do “genro”.
Olho por cima do ombro e vejo Dante sendo barrado por três piranhas interesseiras, que estufam os p****s siliconados para frente e abrem enormes sorriso.
- vocês se importam se eu der um pulinho ali onde está o Dante?- digo, olhando para o casal em minha frente.
- claro que não querido! Vai lá.- diz a Sra. Warren.
Confirmo com a cabeça e dou as costas para eles, então vou na direção do meu chefe, para fazer o que fui contratado para fazer. Os vestidos das putas são tão colados que parecem mais uma segunda pele, há duas morenas e uma loira formando um muro improvisado que o impede de passar. A do meio (uma das morenas, que tem o cabelo liso à força e lábios cheios) está quase esfregando os p****s nele, enquanto as outras o enchem de elogios e cantadas baratas.
- oi amor, estava procurando você.- digo alto o suficiente para que os 4 ouçam. Dou um pequeno empurrão na que está no meu caminho e chego até meu alvo: Dante.
Envolvo seu braço com o meu e dou um beijo estalado na sua bochecha. Estou tão perto que a barba por fazer dele faz cócegas no meu nariz.
Lanço um olhar provocador para as três vadias, que nos encaram espantadas.
- obrigado por encontrarem o MEU namorado para mim, mas agora se não se importam, eu tenho que leva-lo daqui, para terminarmos o que começamos na limusine.- lanço uma piscadela para elas, antes de puxa-lo pelo braço para sairmos dali, fazendo questão de deixar ele roçar o seu p*u na minha b***a disfarçadamente, para ela verem que ele é só meu, ou melhor: do seu suposto namorado.
(***)
- amor, ein?- ele provoca assim que nos afastamos das outras pessoas, usando o nome que eu usei para chama-lo.
- não enche.- cruzo os braços, não acreditando no que acabei de fazer.
- nossa Lukka. Eu sabia que você era bom, mas aquilo foi espetacular!! Eu fiquei duro só de ver você ali, reivindicando o seu namorado.- sussurra sorrindo, o que me faz querer arrancar aquele sorriso do seu rosto.
Prefiro não responder, até porquê não sei de onde tirei tanto talento para atuar. E uma parte lá no fundo da minha mente diz o que combustível para isso foi... Ciúme.
A festa passa como um borrão, comigo no encalço de Dante, afastando qualquer pessoa que se aproximasse dele com segundas intenções. Até dei alguns beijos nele, para mostrar que eu era o seu namorado para todo mundo.
(***)
Nós chegamos em casa pouco mais da meia-noite. A primeira coisa que faço é correr para meu quarto, trancar a porta, tirar a roupa e me jogar na cama vestindo apenas a cueca boxer.
Flashes da noite passam pela minha mente sem parar. Os beijos, sarradas, abraços, o que nos fizemos na limusine... Quando noto, meu p*u já está quase furando a cueca.
Mesmo não querendo admitir, aquilo foi muito bom!! O problema é que eu não quero ferir meu coração, o que seria um problema à mais para colocar na linha lista, que por sinal, é infinitiva.
Mas ele disse que não quer nada sério, só s**o, que é algo que eu tô precisando à bastante tempo. A última vez faz quase dois anos...
Sexo, Sem nada sério. Foi isso que ele disse, então resolvo fazer algo da qual sei que vou me arrepender depois.
Levanto da cama e saio do quarto, em passo silenciosos, caminho pelo corredor escuro até que chegar na ultima porta, respiro fundo, então levo minha mão até o trinco e o giro.