Após trancar claris em seu quarto George precisava pensar em um plano sobre como livrar-se dela sem despertar a fúria do rei. Ele disse aos empregados que a esposa não se sentia bem e que estava depressiva demais para sair do quarto.
A maioria dos criados não gostavam nenhum pouco do conde, por isso mantinham um olhar de pena para nova condessa, que estava visivelmente triste com o casamento. por este motivo, não era difícil para todos acreditaram em sua depressão após passar a primeira noite no quarto do esposo a quem parecia odiar. E mesmo que algum desconfiasse do conde, nenhum ousaria questiona-lo, conheciam muito bem o seu temperamento e o seu caráter.
Quando algum criado estava próximo ao quarto, o conde fingia chama-la para descer, mas, para todos na casa a tristeza da milady era tanta que ela não tinha forças para sair dali. Todos conheciam a fama c***l do conde, e que um casamento forçado com ele poderia tirar a alegria de viver de uma donzela tão jovem. Mas, ninguém tinha coragem o bastante para enfrenta-lo, ou para ter certeza do que estava realmente acontecendo. O próprio George levava as refeições no quarto da esposa, e em algumas noites mandava preparar um banho especial para ela em seu quarto, mas não chamava nenhuma criada para ajudar a condessa, ele próprio se encarregaria disso. nessas noites as criadas sentiam ainda mais pena da jovem, que continuava se recusando a sair do quarto, e ninguém tinha autorização para entrar lá.
Os banhos especiais preparados pelas criadas, nunca foram destinados a claris, eram na verdade para o seu amante secreto, Peterson, chefe da guarda do castelo. Os dois descobriram juntos um amor proibido, pela diferença social, pela origem plebeia de Peterson que não tinha título, mas principalmente por se tratar de outro homem. Poderia ser queimado vivo em nome do rei, ou torturado em nome da igreja, ou ser preso e condenado a qualquer tipo de morte. O romance entre os dois era considerado um crime grave para toda a sociedade. Uma coisa era certa, se fosse descoberto, não sairia com vida. a relação era completamente proibida, mas também não conseguiam afastar-se um do outro, por mais que houvessem tentado. Para George valeu a pena cada centavo perdido para manter seu segredo e cada uma das pessoas que teve que m***r antes que fosse descoberto. por Peterson ele seria capaz de fazê-lo com as próprias mãos.
Após o seu casamento com sua prima, os possíveis falatórios sobre sua condição seriam desmentidos e por hora seus problemas com os agiotas também foram resolvidos facilmente, mas, precisava dar um jeito na prima, antes que acabasse a temporada social. A qualquer momento a própria princesa poderia querer visitá-la em downton e em breve a sociedade começaria a lhe cobrar um herdeiro. Sem contar o fato de que Peterson a odiava por ser sua esposa, ainda que somente no papel.
Enquanto isso não era resolvido, Claris continuava trancada e ele mantinha seus encontros as escondidas com Peterson durante as madrugadas.
Aquele dia ,em especial, comemoravam o fim das dívidas com o último credor que ameaçava sua vida e os assassinos contratados para m***r a família de Jhon e trazer a bolsa que deveria estar cheia de dinheiro. Após três garrafas do vinho caro que gostavam, perderam a noção do barulho que faziam. não morava ninguém na mansão além de George há muito tempo e os dormitórios dos criados eram muito distantes. eles porém, esqueceram-se, em meio a empolgação do momento e ao excesso de bebida, que o quarto ao lado estava ocupado, até o momento em que ouviram o barulho de algo partir-se no chão: ela os ouviu!
O coração de Geoge disparou ao se sentir descoberto, e ao mesmo tempo uma raiva o consumiu pelo inconveniente que era manter a sua prima ali.
-saia Peterson.- disse friamente, com aquela voz de quem não admitiria alguma resposta além da obediência.- não se preocupe, irei resolver isso agora mesmo.
Não foi preciso pedir duas vezes, Peterson já sabia do que George era capaz de fazer para manter o segredo dos dois, e também o que era capaz de fazer se fosse contrariado, logo recolheu suas vestes e saiu o mais silencioso que pôde do quarto.