No passado, quando o deixei, eu estava tão cega de raiva que m*l conseguia pensar direito. Meu coração parecia um campo de batalha, e a dor era crua, gritante. Mas agora, três anos depois, tudo o que resta são cicatrizes — elas não doem, mas também nunca somem. Conversar com Alexander hoje é quase como falar com um estranho. A mágoa perdeu o impacto, coberta pela neblina do esquecimento, então consigo falar sobre divórcio sem me debulhar em lágrimas ou berrar. Do outro lado da linha, o silêncio dele dizia muito. Eu quase desliguei, satisfeita com o que havia dito, quando a voz de Alexander emergiu do jeito mais calculado. — E se for eu quem não quiser te deixar ir? Como você pretende me convencer a aceitar o divórcio? — Senhor Speredo! Você não tem respeito próprio? — Não tenho falta d

