Capítulo 26 – O Cupido da Garrafa

741 Words
Ares narrando Depois da confusão do Bryan e da Alícia... Achei que finalmente iam esquecer de mim. Porém eu estava enganado. Henry pegou a garrafa mais uma vez. — Última rodada! Todo mundo comemorou. — Agora vai! Ele girou a garrafa. Ela rodou... Rodou... Rodou... E, como se já soubesse o que estava fazendo... Parou entre mim... E a Pérola. Lucas começou a bater palma. — A garrafa hoje tá inspirada! Pérola colocou a mão no rosto. — Não acredito... Henry abriu aquele sorriso que sempre significava problema. — O desafio de vocês é simples. Olhei desconfiado. — Lá vem. — Cada um vai responder uma pergunta. — Mas só pode responder com "sim" ou "não". Henry olhou primeiro para mim. — Ares... Se a Pérola te desse uma chance, você ficaria com ela? — Sim. Lucas arregalou os olhos. — Respondeu rápido demais! Henry olhou para Pérola. — Se o Ares te chamasse para sair... Você aceitaria? Ela respirou fundo. — Sim... A roda explodiu em comemoração. Henry sorriu. — Como vocês dois responderam "sim"... Tem bônus. — Vocês vão tirar uma foto juntos. Depois de muita zoação, Lucas tirou a foto enquanto os dois riam da situação. Henry olhou para Bryan. — Definitivamente... esse aniversário entrou para a história. ______________________ Alícia narrando A brincadeira da garrafa continuou por mais algum tempo. Teve desafio de dançar. Teve gente pagando mico. Lucas teve que cantar uma música inteira e esqueceu a letra na metade. Fernandes imitou um professor da escola e fez todo mundo rir. Até Henry acabou pagando uma prenda depois que se recusou a responder quem era a menina mais bonita da roda. A resenha só piorava. Mas, para mim... Depois daquela história do celular... Nada mais parecia normal. Toda vez que eu olhava para o Bryan... Ele já estava olhando para mim. E, quando eu desviava... Sentia que ele continuava olhando. — Amiga... A voz da Pérola me fez voltar à realidade. — O quê? Ela sorriu de canto. — Tu tá nervosa. — Tô nada. — Tá sim. Helô entrou na conversa. — Vocês escreveram o nome um do outro. Não adianta negar. Revirei os olhos. — Era só uma brincadeira. — Sei... As três começaram a rir. Enquanto isso, do outro lado... Os meninos também não davam sossego para Bryan. Lucas deu um empurrão de leve nele. — Então era a Alícia mesmo? — Vai cuidar da tua vida. Henry começou a rir. — O pior foi ela escrever teu nome também. Ares cruzou os braços. — Pelo visto, vocês dois vão parar de fingir que não estão interessados. Bryan apenas balançou a cabeça, completamente sem graça. Pouco depois, o churrasco ficou pronto. O cheiro da carne tomou conta da rua. Os homens começaram a organizar a fila enquanto as mulheres terminavam de arrumar a mesa. Cada um pegou seu prato. Acabei ficando parada perto da churrasqueira esperando minha vez. Quando percebi... Bryan estava do meu lado. Nós dois ficamos alguns segundos em silêncio. Até que ele falou primeiro. — Posso fazer uma pergunta? Olhei para ele. — Outra? Ele riu. — Prometo que essa não vale ponto. Sorri. — Pode. Ele respirou fundo. — Você escreveu meu nome... Porque realmente me escolheria... Ou só entrou na brincadeira? Olhei para ele por alguns segundos. Meu coração parecia querer sair pela boca. Sorri de leve. — E você? Ele deu uma risada baixa. — Eu perguntei primeiro. Cruzei os braços. — Então vai ficar sem resposta. Bryan aproximou um pouco o rosto e sorriu daquele jeito convencido. — Tá bom... Então eu também vou. Ficamos nos encarando por alguns segundos. Até que Henry apareceu do nada, colocando um prato na mão do Bryan. — Acabou o namoro? Os dois se assustaram. Eu comecei a rir. Bryan revirou os olhos. — Cara... Tu aparece nas piores horas. Henry abriu um sorriso enorme. — Eu sei. Era exatamente essa a intenção. Lucas chegou logo atrás. Olhou para nós dois. Depois para o Henry. — Interrompemos alguma coisa? — Nada! — respondemos ao mesmo tempo. O silêncio durou um segundo. Depois... Todo mundo começou a rir. Bryan passou a mão no rosto. — Eu nunca mais faço aniversário. — Faz sim! — Lucas respondeu. — Porque no próximo a gente termina esse romance. As gargalhadas ecoaram pela rua. E, enquanto eu fingia que aquilo tudo era só brincadeira... No fundo... Eu já não tinha tanta certeza de mais nada.
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