Capitulo VI- Larissa Moraes

1861 Words
— Ei Larissa! — Olhei para Sandrinha ao chegar em casa, estava esgueirada no canto da sala, arqueei as sobrancelhas para saber. — Vai denunciar ele? — Neguei vendo que não tinha conversando com ela sobre o assunto. Desci as escadas voltando a sala segurei suas mãos. — Não posso Sandra, meu pai e o pai dele são amigos desde a faculdade, e a minha mãe... — Assentiu a minha frente. — te entendo minha garota, é melhor relevar o m*l se auto destrói. Lhe olhei nos olhos, me abraçou. — Como sempre manhosa, você foi buscar ar e acabou tropeçando Larissa? — Empurrei meu irmão que sempre criticou meu jeito ao querer abraço de Sandra. — Eu também quero! — Abraçou Sandra por cima de mim, lhe olhei avisando que o abraço é meu. — O quê a Larissa me bateu e como sempre não fez nada Sandrinha, ó mãe, mãe tem certeza que Larissa não é filha da Sandrinha e você a pegaram pra criar. — Lhe dei língua. — Todos vocês são filhos da Sandra, Gustavo, os dois foram criados por ela. — Dei risada alta, lhe fazendo franzi o rosto. — Mas a Sandra só defende a Larissa mãe, olha... — Sandra me soltou indo pra a cozinha, todos nós sentamos pra jantar a mesa. Mais uma vez nos ficamos juntos a mesa, meus pais me falaram sobre a minha tese apesar de terem lidos até a metade, eu preciso melhorar e sei disso. Após o jantar fiz minhas higienes dormir, mas mais uma vez tive pesadelos, acordei suando na cama com minha mãe me sacudindo. Bebi água, relembrando que eu ainda não havia superado a agressão de Alex em meu corpo. Sentei na cama com o copo de água, minha mãe me olhando aflita — Larissa com o que sonhou? — Lhe olhei surpresa. — Nada mãe! Não lembro direito! — Elevou as mãos para os céus. — Melhor assim, não lembrar você estava num sofrimento enorme. — Assenti mordendo o lábio inferior, ficou comigo até dormir novamente. Acordei pela manhã com o despertador do celular, fui direto para orientação depois do café da manhã, meu pai tinha saído cedo. Tive orientação de uma hora, com meu coorientador, ao terminar peguei o cartão na bolsa, entreguei ao uber para que me levasse. Sorri fraco pra ele, que me olhou com o cartão nas mãos, ele queria saber o que eu faria ali menti disse que colocaria um currículo. Assentiu me desejando boa sorte. Parei em frente a um prédio enorme, olhei duas vezes para o cartão depois para o prédio, entrei observando o lugar, uma mulher loira veio em minha direção. — Oi tudo bem posso te ajudar? — Sorri. — Oi eu sou Larissa, tem como me ajudar a achar esse homem? — Sorriu lendo o cartão. — O senhor Ravel? — Assenti de pé a sua frente. — Vem vou te levar ao último andar, olhei para as mesas com computadores, entramos num elevador com algumas pessoas. — Senhora Mônica bom dia! — A mulher de cabelos cacheados de pele clara, sorriu sem graça ajeitando seus óculos. — Você não é do último piso? — Assentiu ao meu lado. — Sou é que esta moça, tem um cartão do Senhor Ravel. — a mulher suspirou forte, pegando o cartão avaliou duas vezes. — Não temos horário para visitas, ele não me avisou que alguém... — Me olhou de cima a baixo. — ... como você viria. Dei um passo a frente, ao escutar alguém como eu. — O que a senhora quer dizer com alguém como eu? — Questionei, tossiu limpando a garganta. — Bem você não tem hora marcada, não faço ideia de quem seja você. — Sorri a sua frente. — Larissa Moraes Fernandes, graduanda em direito na Universidade federal do Rio de Janeiro. — m*l terminei de falar olhou com certo desprezo a minha mão, recolhi, revirou os olhos. — é mais uma estudante querendo ser estagiaria? —Neguei suspirando. A mulher a meu lado, tentou me segurar para que parasse de falar. — Não estou aqui para um estágio, estou aqui porque este homem pessoalmente mandou vim aqui. — Gargalhou a minha frente, olhou de baixo a cima. — E onde você viu o Senhor Ravel querida? — Mordi meu lábio com seu desprezo, o elevador abriu algumas pessoas saíram. — Larissa é melhor ... — tentou sair, mas logo a de cabelos cacheados com óculos apertou para subir, totalmente arrogante. — Estou esperando a sua resposta? — Onde ele me entregou este cartão? — Assentiu me olhando, umedeci meus lábios. — Na porta da minha casa ontem a noite, e acredite que não fui eu a mentirosa, foi ele. — Pôs a mão na boca me olhando. — O que esta querendo dizer garota? — Sorri a sua frente. — Não estou aqui por eu quero não, espero que saiba disto, vim aqui porque ele me ameaçou para vim. — Mais uma vez o elevador parou, ela me olhando com curiosidade. — Como ele não tem tempo em sua agenda, e eu sou uma sem nome, avise a ele que Larissa Moraes, esteve aqui mas não ele teve tempo. Apertou o botão mais uma vez, fomos até o seu andar, a garota loira a meu lado receosa. — Posso saber o que você quer com o meu chefe? — Encarei a mulher a minha frente. — Esta falando comigo? Não tenho porque lhe dá respostas sobre minha vida, nosso assunto já acabou. — Suspirou indignada. Finalmente chegamos ao seu andar, ao sair com seus saltos arrogantes apertei o botão para fechar. O vi caminhar de um lado para o outro a frente de uma mesa, a sala de logo a frente, ela lhe entregou alguns papéis falaram algo, até quando ele me viu, gritou! A porta já estava fechando a nossa frente. — LARISSA! LARI... — A porta fechou, eu deixei sem parar. — Garota você é maluca é o senhor Ravel lá te chamando. — Assenti quando falou. — Pra um homem que não tem tempo na agenda, me parecia bem desocupado. — Deu risada negando com a cabeça. — Você não é normal é? — Neguei, meu pai sempre me ensinou que ninguém nunca me humilharia, podemos ser negros e por isso temos que saber nosso valor, nossos encentrais foram sequestrados de seus impérios, não estamos aqui porque eles quiseram. Descemos a medida que algumas pessoas entravam e saiam do elevador, conversamos um pouco ela é assistente de recepção, esta na empresa a dois meses. — Obrigado Natalia! — Sorriu me olhando de cima a baixo, por fim assentiu. — Desculpa Larissa, mas desde que te vi, eu te achei linda, você parece super modelo. — Sorri sem graça com o celular tocando na bolsa, arquei as sobrancelhas ao escutar, o peguei, quando olhei para tela o nome Jack Estripador aparência. — Alô! — Sorri vendo Natália me olhando. — Larissa porque você não veio, o advogado da empresa de seguro virá em instantes. — Ah virá? Nossa não sabia, então ele terá que remarcar acabei de saber que o senhor não tem espaço na sua agenda senhor ocupado. — A mulher pôs a mão na boca de olhos abertos, gesticulou apontando para cima, perguntou se é ele afirmei. — Vamos Larissa suba, ande logo. — Ri, ele se acha meu dono? É isso? Só porque eu bati no carro dele, o faz pensar que manda em mim? — Desculpa não posso, já estou pedindo o uber, tirei o celular da orelha, entrei no aplicativo procurando, havia um por perto. — Acabei de pedi, está a caminho, desculpe senhor... — Me interrompeu suspirando agressivo. — Você não me faz descer aí, olhe garota eu sou péssimo com contratos, suba mostre essa maldita cla... — O interrompi eu jamais acatarei a ordem de um branco, arrogante se achando um super macho hetero. — Eu não vou subir, estou indo, se atrasar no uber... — Garota não me faça descer. — Rosnou ao telefone, gargalhei lhe escutando irado, dei tchau para Natália junto a outros dois me olhando, que deu de volta, passei pela porta que não deveria ter entrado, cheguei a calçada olhei em volta procurando a placa do uber, quando fui erguida pra cima, olhei para ele me levantando. — Ei homem das cavernas, eu não sou sua fêmea. — Rosnou algo abaixo. — O quê não te escuto? — Coloquei a mão na orelha tentando aproximar da sua boca para ouvi-lo, xingava sem parar. olhei em volta vi sua ex-namorada caminhando para entrar na empresa. — Ei a sua ex esta vindo, acha que ela vai gostar de ver isso? — Olhou em volta procurando, até que a viu, mas não me largou a sua raiva era maior. — Ravel? Larissa? — Sorri dando um tchau com uma mão para ela. — Oi Sandra dá pra pedi pra seu ex me soltar? — pedi envergonhada, sorriu franzindo o cenho. — Ravel o que houve solta a Larissa. — Passou pela porta e desta vez não havia apenas três pessoas uma vinte olhava de pé em suas mesas, sorri sem graça vendo as pessoas de uma ângulo diferente . — Ok! Oi pessoal! — Bateu em meu traseiro me dando um tapa. — Esta satisfeita? — Escondi meu rosto com as mãos. — Dá pra me soltar? — Gritei ao entrar no elevador, me colocou de pé. — Ah agora esta melhor, Sandra não vai subir? — Perguntei lhe olhando com um olhar diferente, ele tentava desamassar sua blusa azul escuro, ela entrou no elevador. — Precisava fazer esse cena na frente das pessoas era apenas desmarcar a reunião, sua secretária disse que não tinha tempo na sua agenda pra gente como eu. — Larissa como assim? O que ela quis dizer com gente como você? — Bufei soltando ar pelos lábios com a pergunta óbvia de Sandra. — Ela vai te pedir desculpas agora, Sandra o que você veio fazer aqui não deveria estar preparando o seu noivado, casamento, o que seja? — Olhei para ele a meu lado, ainda nervoso. — Ah não eu só vim pegar uns papeis importantes na minha sala. — Mordi meu lábio ao escutar os dois conversando. — A Larissa vai ler contrato pra você? — Neguei, ele afirmou. — Sim ou não? Estou confusa — Tomei a frente. — Apenas um contrato nada demais, não pense besteiras ah e ontem o seu... — Me puxou pela cintura para si, senti seus lábios no meus tentei afastar quando insistiu, não deixei passar sua língua nojenta em minha boca. — Você vem pela primeira vez a minha empresa e simplesmente não me dá um beijo Larissa? — Olhei para ele perdida, a mulher olhava para cima, ele estava me usando para fazer ciúmes nela? — Você estão a quanto tempo juntos? — Neguei, ele segurou meu dedo. — Há um mês. — O encarei de olhos arregalados. — um mês? — Afirmou. — Passou que você nem percebeu querida? — Afastei meu rosto dele, que diabos ele queria dizer com querida?
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