Capitulo V- Ravel Ferraz

2158 Words
— Senhor Ravel aqui esta o endereço que o senhor Silvio, mandou lhe entregar. — Peguei o papel das mãos da secretária, li atento o endereço nele. — Ele ainda esta na ligação? — Negou bisbilhotando. — Não, quem é este homem senhor? — Fechei a porta em sua cara, estava perguntando demais, o deixei sobre a mesa, voltei a minha atenção aos documentos para ler, odeio ler contrato, mas desde que Sandra saiu tenho que lê-los, cláusula por cláusula. A tarde passou rapidamente, m*l percebi quando a noite chegou. Fui desperto pelo dois toques na porta, olhei para a secretária de pé. — Senhora Mônica? — Sorriu ao me escutar. — Senhor o meu horário encerrou, irei para casa, precisa de algo? — Olhei para o relógio, ela estava a cima do seu horário. — Não, pode ir, obrigado. — Sorriu indo embora. Desliguei a tela do meu computador, peguei as chaves, casaco, fechei a porta segurando as chaves na mão, desci olhando o novo endereço de Sandra, quando vi já tinha tal endereço nele, franzi o cenho a medida que segui, notei que fui a aquele condomínio por causa do meu carro. Procurei o contato da garota que bateu no carro. Lhe chamei para conversar, mas como sempre fez jogos de mulheres, achando que eu tenho interesses. Apareceu num vestidinho preto de renda, os cabelos soltos de cachinhos uma fita branca com bolinhas pretas no meio. Olhei pelo retrovisor, tem razão do Alex ficar interessado. Abriu os braços quando eu desci do carro. — O que você quer? — Encostei no carro, a observei de baixo a cima, não sou de ter interesse em garotas do seu tom de pele, mas abriria uma exceção, coloquei as mãos no bolsos. — Não entendeu a mensagem? —Negou me olhando, aproximou-se, um cheiro delicioso veio ao meu nariz. — Eu não tenho essa quantia em mãos, eu não posso chegar em casa dizer pra meu pai e minha mãe que eu vou zerar a conta deles, posso te pagar parcelado. — O carro dela chegou a casa ao lado da que ela saiu, fiquei surpreso, então Sandra de fato estava escolhendo sua nova casa?  Ela está levando a sério esta ideia de casar, ambos saíram do carro rindo, engoli em seco o desejo de ir até eles questionar. Voltei a mim quando a garota pulou a minha frente, não sei o que disse mais eu neguei, sempre n**o, mulheres sempre condenam. — Não aceita que eu pague parcelado? É isso, então tudo bem, vamos ficar no dito pelo não dito, sei que o seu seguro cobre o conserto do carro, não quer exigir que eles façam porque não quer. Olhei para a casa, os dois entraram as luzes foram sendo acessas. — tem certeza que o seguro tem como cobrir? — Me olhou de cima a baixo. — É branco, assinou certamente sem ler não foi? — Assenti percebendo o bico que fez com os lábios. — Pelo menos trouxe este contrato? — Neguei a sua frente. — ótimo, devem ter enviado para seu e-mail, checa a caixa de mensagens. — Peguei meu celular desbloqueei lhe entreguei. Pegou, virou-se de costas, analisei desde os seus pés, até a altura dos seus quadris, os cabelos não deixa ver as costas. — Você é um homem que recebe muitas mensagens, qual o nome da loja, do cara. — Lhe olhei arqueando as sobrancelhas, me pegou um pouco desprevenido, mas notei que não percebeu pela seriedade que me olhou. Dei o nome, ficou mais tempo revirando o e-mail, observei ambos entrarem e saírem da casa. Temi que Sandra me visse, e me viu ao olhar em volta. Sorriu largo, deixou seu noivo de lado, veio em nossa direção. — É é aqui eu achei. — A garota veio em minha direção com tudo, colocou o celular na minha cara. — Olhe aqui, leia essa cláusula. — Olhei para o celular em minha cara, li vagamente o que havia no que ela marcou. — Eu lhe disse que estava tentando me extorqui, e agora?  Peguei o celular das suas mãos coloquei em meu bolso. — Fica quieta e não diz nada, minha ex-namorada esta vindo. — Me olhou intrigada, depois para a frente. — É sua ex? — Afirmei de pé. — Preciso te dizer que ela é bonita? — Segurei a vontade de ri, notando que se aproximou do meu rosto me afastei com seu contato corporal a minha frente. — Ravel que coincidência, o que faz aqui? — Neguei rindo. — Nada, vim ver uma conhecida. — A garota a minha frente afastando-se de mim de repente. — Uma conhecida? — Seus olhos a analisou, a olhou de cima a baixo, suspirou. —Ravel não precisa m... — A mão escura foi estendida. — Oi tudo bem eu sou Larissa Moraes, vamos ser vizinha? Gostou da casa? — Sandra sorriu, olhando para ela. — Vizinhas? — A mesma olhou para a sua casa, ao lado da que Sandra acabou de sair. Sorriu fraco, a garota a minha frente afirmou. — Eu conheci o seu ex-namorado em um final de semana conturbado. — Ambas apertaram as mãos. Sandra ergueu ambas as sobrancelhas mais uma vez lhe olhando de cima a baixo. Coçou a testa, num hábito familiar. — Tudo bem vocês não precisam esconder que estão saindo. — Rimos ao mesmo tempo, negou rapidamente até que o rapaz caminhou em nossa direção. — Amor eu estava me procurando? — Os olhos dele pararam em mim, o encarei vendo que é mais magro, mais baixo, o cabelos de cachos, os olhos castanhos com a íris bem escuras. — Esse é Ravel Ferraz, e esta é uma conhecida dele. Ravel este é o meu amor Tomas. O olhei a seu lado, a mão foi a sua cintura engoli em seco vendo a aproximação deles. — Prazer irmão, tudo bem? — Passei a mão na cintura da garota a minha frente me aproximando devagar. Ela me olhou nos olhos, o encarei num aviso imediato. — Sim, tudo ótimo amor de Sandra, eu sou Ravel e esta é minha namorada... — Olhei em seus olhos em busca de respostas, sorriu ao ver que não sei seu nome. — A minha princesa, não é? — Arqueou as sobrancelhas ao me escutar. — Sua princesa? — Perguntou entre dentes. Afirmei lhe olhando. — Ah vocês estão namorando? — Vi olhar para Sandra tentando tirar minha mão da sua cintura, lutei contra seus dedos entrando nos meus. — Sim, estamos nos conhecendo Sandra, mas você sabe é um pouco complicado. — Expliquei temendo ser envergonhando, continuou beliscando meus dedos. — Estamos? — Olhei em seus olhos verdes afirmando, a encarei a minha frente. — Claro que estamos querida. — Estava me agarrando a primeira oportunidade que surgiu a minha frente, não poderia ficar por baixo não na frente de Sandra. — Ah que ótimo! Então não temos clima r**m entre nós, eu sou o Tomás, popularmente conhecido como o amor de Sandra. — olhei para eles a minha frente, até que o mesmo estendeu a mão para mim, depois para a garota a meu lado. — Tudo bem, princesa é um prazer conhecê-la. — Sorriu para ele. — Sim, tudo bem, eu sou Larissa Moraes seremos vizinhos, mas eu.. . —Lhe interrompi — Larissa esta bom de aperto. —Riram entre si, ela lutando para tirar a minha mão da sua cintura, com a outra mão na dele. Avisei vendo que o aperto havia se prologado.  Sandra nos observando, notei que correr atrás não resolveria, ela virá ao saber que eu tenho alguém ela irá perceber que eu posso seguir sem ela. — Ah não, vamos com calma primeiro. — A escutei dizer com um meio sorriso, enquanto observei a mulher a minha frente, os olhos de Sandra não saíram de nós dois, nos observando lentamente. — O quê querida que temos que ir com calma? — perguntei para a garota, ainda olhando para Sandra com os olhos azuis brilhando de raiva.  — Eles estão nos convidado para a festa de noivado deles, você não ouviu? — Sorri. — Já vão noivar? — Sandra afirmou me olhando. — Sim, e como sócios será bom te ver na nossa festa Ravel. — Afirmei lhe olhando, ela só estava fazendo isso para mim machucar, e esta conseguindo. — Ah claro Sandra, não se preocupe Thiago... — Senti um beliscão em minha mão.— É Thomas, idiota.— Lhe olhei voltando a sorrir para o casal. — Desculpe Thomas, sou péssimo com nome e sua noiva sabe disso melhor que ninguém. — Ele sorriu fraco de pé a minha frente. — Sim, claro tudo bem. — Ok, eu espero vocês então, Larissa posso enviar o convite para sua casa? — Larissa sorriu negando. — Oh não, talvez eu tenha algo importante para fazer neste dia, claro, não que o noivado não seja, mas você sabe eu e ele acabamos de nos conhecer, pode não durar daqui até lá. — Sandra riu zombando dela que parecia mais um louca querendo fugir, lhe olhei a meu lado, qual mulher não gostaria de me acompanhar numa festa? Não deve ter ideia de quem sou eu, certamente.  — Esta bem, Ravel foi maravilhoso revê-lo, Larissa te aguardo em nossa festa, não é amor? — Afirmou o homem do seu lado, segurando sua mão, os observei parti, e antes que suspirasse. — Esta maluco? Você sai pegando a primeira garota que vê e diz que é sua namorada? Eu apenas relevei porque deve esta com o cotovelo ferido por causa da sua ex. — Lhe olhei a minha frente — Você não relevou, me fez parecer um i****a dizendo que não vai durar até o noivado deles, quando m*l sabe quando é. — Pôs as mãos no quadris me olhando. — Você é um louco, essa mulher tem razão... Caminhei até meu carro com ela me enchendo os ouvidos. — Aceito o pagamento parcelado. — Parou de falar ao me escutar. — Mas... — Ergui o dedo a sua frente. — Somente se você não desmenti esta história agora, vou precisar que fique atenta a eles e me fale tudo que você ver e ouvir sobre a casa. — Revirou os olhos. — Eu não vou fazer isto, primeiro porque não sou bisbilhoteira, tão pouco uma pessoa sem ocupações, segundo você esta tentando me extorqui e eu sei disso, eu li o contrato do seguro. — Parei ao escuta-la, sentado em meu carro.  — Ok, amanhã as nove na minha empresa. — Fez um barulho com os lábios, lhe olhei ainda resmungando. —Eu não posso ir a sua empresa, porque a essa hora eu tenho orientação, segundo não faço ideia onde fica a sua empresa. — Lhe estendi o cartão vendo que terei dores de cabeça. — Pegue. — Veio para pegar fazendo um bico com seus lábios meio rosados, segurei quando tocou lhe olhei nos olhos. — E nada sobre o que houve aqui, esta me ouvindo? —Arrancou o cartão das minhas mãos. — Mais fácil dizer a ela que você ainda sente algo, deveria saber que mentira não leva a lugar algum, no primeiro bom dia que ela dê a minha mãe, vai ficar sabendo que eu nunca tive namorado. Lhe olhei a minha frente no vestido preto de renda acima do s***s e nas coxas, bem bonita pra uma n***a. — Nunca namorou? — Assentiu parada. — Meu foco é estudar, ser uma boa advogada, namoro e casamento vem depois. — A encarei a minha frente de certa forma pensamos igual, suspirei. — Evite que as duas conversem, até que eu arrume alguma solução, este casamento não vai a frente, a Sandra vai voltar pra mim. — Gargalhou ao me escutar. — E o que eu tenho haver com tudo isso?  Sorri a sua frente. — Duzentos e noventa mil, apenas isso, se você não fizer o que eu quero posso ir a delegacia agora registrar o boletim de ocorrência, já que você se recusa a pagar. — Colocou a mão a minha frente, estranhei seu gesto. — Esta bem, eu vou mas arrume uma solução rápida. — Afirmei sem acreditar no que eu fiz a pouco, como alguém iria acreditar que eu namoraria uma garota de cor escura? Apenas Sandra com seu ciúme doentio, mas ninguém. Liguei o carro, sai da sua frente, meu celular acendeu a tela o peguei em busca de mensagens. — Quero que o seus pneus fure numa rua escura. — Arqueei as sobrancelhas ao ler a mensagem. — Caminharei de volta a sua casa, pedirei abrigo a seus pais, contarei que você amassou a minha Ferrari recém comprada, sob efeito de drogas e bebidas alcoólicas. — Mandei em áudio por estar dirigindo. — Sua voz é horrível, até o cachorro do vizinho latiu. — Ri ao ler, desligando a tela, permaneci atento ao volante.
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