Capitulo IV- Larissa Moraes

2274 Words
— Problemas e mais problemas. — Entrei em casa bufando de raiva, as vozes dos dois não estavam por ali, passei pela sala as pressas fui diretamente para meu quarto. Peguei meu celular, e lá estava uma mensagem do dono do carro, olhei vagamente. — Oi. — Enviou-me certamente para ter certeza que eu não vou fugir. — Oi sou eu Larissa. — Enviei para ele. Logo olhei as mensagens de Patrícia. — 22:31 Amiga esta bem? —23:00 Seu irmão esta preocupado com você, sumiu o que houve? —23:05 Não acredito Larissa, se estiver pode tirar esta boca do meu irmão, lhe ordeno, amiga seu irmão é um fofo, estamos fugindo da festa, se estiver com o Alex irei te bater até ficar roxa. — 00:20 Estamos procurando um lugar pra comer, desculpa pensa que estava com Alex. Acabou de postar foto com a Livia, menos m*l, antes ela do que você. Parei de ler suas mensagens, notando que Alex arrumou um álibi para comprovar que não esteve comigo, ele realmente pensou que eu irei denuncia-lo, vou pagar de louca fácil. Meu celular vibrou sobre a cama, o peguei querendo saber sobre meu irmão e Paty. 16:05— É eu sei que é você, sem foto de perfil, a julgadora de pessoas. 16:06 —Não vou salvar seu contato, amigos do Alex não entra em minha lista, exceto meu irmão. 16:06 — Pagando meu dinheiro, não vejo problema, pela maneira como ele estava preocupado me pareceu que é mais que uma amiga dele, ficante? 16:08 — Parece interessado mais em minha vida do que com seu dinheiro. 16:08 — Pelo seu mau humor, sua reação parece estar chateada, é sempre assim? 16:09 — Não foi você que disse que tinha muito o que fazer? 16:10 — Estou fazendo, escutando um a minha semana, já te disseram que você é m*l humorada? 16:11— Não, você é arrogante com certeza deve pegar as mulheres a força para te suportarem. 16:11 — Não preciso, elas tentam mas sou muito seletivo. 16:11 — Ok, senhor seletivo, só mande mensagem novamente quando estiver com o orçamento nas mãos. 16:13— Você sempre manda, e não responde as minhas perguntas. 16:15 — Não importa o que você pergunta, me deixe em paz por favor. Larguei o celular de lado, deitei na minha cama fiquei pensando em tudo que aconteceu na noite anterior. Até que escutei as batidas na porta do quarto. — Quem é? — Perguntei minha mãe normalmente já bate dizendo e girando a maçaneta. — Sou Alex preciso conversar com você Larissa. — Suspirei me virando na cama. — Eu não vou abrir pra você seu estuprador, sujo, covarde. — Ok, irei descer pedi a sua mão em namoro a seus pais, meus tios sempre souberam que você declama seu amor por mim eles não vão negar. — Saltei da cama diretamente pra porta. — Não faça essa loucura, eu tenho como provar o que você fez Alex. — Assentiu me olhando na porta do quarto. — Imagino que tenha, eu acabei exagerando ontem a noite, você ficou me provocando também Larissa, mas eu não sabia que foi sua primeira vez. — Neguei lhe olhando. — Ficou na minha calça Larissa, eu fui o seu primeiro em tudo, podemos tentar também. — Tentou entrar lhe empurrei pra fora. Forçou a porta. — Eu vou gritar Alex. — Riu ao me ouvir. — Não você não vai, o que o Ravel queria com você? Não quero você perto dele, sei que acabou de levar um pé na b***a, mas não vai ser com você que ele vai se divertir. — Ri ao escuta-lo, além de ser um estuprador ainda se acha meu dono. — Você não é meu dono Alex, eu não me importo com quem foi meu primeiro, como foi, isso foi uma violência na verdade. Aproximou tentando tocar meu rosto, me afastei dele. — Larissa eu já pedi desculpas, o que você quer que eu me ajoelhe, que eu implore, eu bebi um pouco vai saber o que tinha naquelas bebidas. — Neguei eles sempre colocam a culpa na bebida, na droga, mas tudo isso apenas revela o caraté que eles tem, o que esta escondido no viés mais profundo deles. — Não Alex, não tente me silenciar com um pedido e******o de desculpas quando você nem mesmo se arrepende do que fez, eu não irei aceitar um pedido de namoro com você primeiro porque você me enojar, segundo porque... — Fui interrompida pelo meu irmão, e ao ver os dois tocar as mãos fiquei em dúvida se meu irmão por ser seu amigo não é como ele. — É maninha o que houve por que essa arrogância toda com o Alex? — Meu irmão ficou ao lado dele com a mão acima dos quadris. — Segundo porque? — Alex perguntou me olhando. — Porque eu não tenho interesse nem tempo para namorar ninguém, preciso focar na minha defesa, na minha pesquisa, um emprego. — Uniu as mãos no rosto se fazendo de vítima, meu irmão tocou o seu ombro. — Se não for pedir muito eu quero que vocês saiam do meu quarto, eu preciso ler, estudar muito. — Ambos me olharam, meu irmão levantou, passou sério por mim. — Eu não vou desistir tão fácil Larissa, depois de sua defesa eu vou esperar a sua resposta. — O olhei de cima a baixo, vendo Gustavo ri me olhando, pelo meu olhar ele sabia que eu nunca iria ceder ao seu amigo. — Vamos cara! Larissa tá pilhada hoje! — Eu não vou desistir Larissa, te aviso! — Apontou o dedo para mim, sendo puxado pra longe pelo meu irmão. — Pra isso acontecer Alex, você vai ter que nascer de novo! — Disse me aproximando da porta, a fechei na sua cara, as lagrimas caíram me mantive forte por tanto tempo que ao fechar a porta desabei, eu preciso manter em segredo, meu pai o mataria sem pensar duas vezes, minha família se perderia por inteira, além da vergonha, da humilhação, ele com endereço fixo, dinheiro, os pais dois excelentes advogados eu não teria chance. Passei o resto do domingo no quarto, Patrícia ligou querendo me contar como foi mágico com meu irmão, enquanto ela beijou muito o meu irmão, era exatamente naquele momento que seu irmão me violava, em que eu gritava e ninguém veio me socorrer. Dias passaram Alex continuou indo a minha casa, e como sempre apenas o ignorei, minha mãe me perguntou se era amor recolhido, lhe olhei por uns quinze minutos, lhe falei tudo em pensamento, com ela franzindo o cenho me perguntando o que estava acontecendo comigo. — Nada mãe é a pressão, é muita coisa que acontece, uma pressão pela sua fama, pelo emprego do papai, toda a faculdade espera que eu me saia a melhor, meu orientador parece organizar um evento haverá muitas pessoas para assistir. — Bateu palmas animada. — Onde esta? — Olhei para ela, limpando as lágrimas. — O que? — Passei a mão em meu rosto limpando as lagrimas que caiam sem parar. — Oras Larissa o seu trabalho, me deixe olhar, eu reviso, você faz uma apresentação conosco e esta tudo certo. Sentei-me na cama, peguei meu notebook enviei para seu e-mail, meu trabalho já esta em revisão final, meu orientador mais preocupado com a minha defesa que tudo, sempre marcando reuniões após as aulas, sempre corrigindo detalhe por detalhe. Não havia com o que me preocupar exceto com o dez na banca, menos meu pai não aceitaria. Depois de investir caro em nossos estudos era o mínimo que eu poderia fazer, realmente estudar. Desceu animada para seu escritório, me joguei na cama mais uma vez me desfazendo em lágrimas, ela não tem ideia do que me aflige quando meu celular vibrou no meu bolso, o peguei olhei para ele com os olhos cheios de lágrimas. A mensagem do Jack estripador chegou, este foi o nome que eu consegui pensar para o empresário que me cobrava pelo conserto do seu carro, alegando que o seguro não cobria, sendo o que do meu irmão que é mais velho que o dele levaram e consertaram rapidamente. Lhe disse que eram muitas entradas e saídas na favela um carro me fechou em cheio, ele acreditou. 20:01 — Oi esta aí? — Olhei a sua mensagem, imaginando que me cobraria uma fortuna. 20:02— Estou presente. — Enviei junto um emoji de uma uma mulher com a mão erguida. 20:02— Que bom, você me deve duzentos e noventa mil reais, duzentos é do conserto e noventa é da peça. — Suspirei levantando da cama. 20:03 — Ok, e o que mais você vai querer um duende de ouro no seu jardim? — Perguntei vendo que ele queria me extorqui realmente com isso. 20:04 — O que você acha que eu sou garota, um moleque por acaso? — Dei risada ao ler sua pergunta, suspirei digitando. 20:05 — Um frajola pior que aqueles que ficam no sinal fazendo graças pra gente dá dinheiro. 20:06 — Sua sorte que eu não estou perto de você pra te mostrar o que eu sou. — Engoli em seco com sua resposta. 20:07— Vamos diga o verdadeiro valor do orçamento, faço a transferência isso acaba logo pra nós dois. — Demorou a responder me vi ansiosa a espera, pesquisei no google alguns ferrari, a medida que vi os valores fiquei com a boca aberta, sai do quarto em busca de Gustavo, não estava no quarto, desci as escadas a sua procura. — Mãe, pai onde esta o Gustavo? — Ambos me olharam deixando o computador de lado. — Larissa filha vem aqui, você precisa rever esse conceito, essa palavra existe querida?— Olhei rapidamente para a tela, assenti. — Sim, epistemologia existe pai, vem de episteme, conhecimento, pai quanto custa uma Ferrari? Me olhou sem saber o motivo, por fim arqueou a sobrancelha indicando não saber. A mensagem chegou olhei para a tela do meu celular, ele enviou um foto, os valor estava esclarecido no papel. — Porque Larissa você por acaso vai comprar uma Ferrari? — Continuei de pé olhando a tela do celular. — Não pai, nos não temos dinheiro nem pra o conserto de uma. — Disse voltando ao quero, se o conserto custa isso tudo uma Ferrari eu jamais terei na vida. Pensei como resposta. 20:21— Eu não tenho como te pagar. — Sério? Não me parece isso, sua mãe é sócia de um escritório de alto padrão, socia dos Trancoso, seu pai é advogado geral da união, seu irmão advogado trabalhista, esta tentando me enganar garota? Sei que recebe bolsa na faculdade eu sei que tem dinheiro. — Vejo que é bom em pesquisar, mas olhou o saldo que fazemos no ano? Não soma isso aí meu caro Jack. — É Ravel, estou lhe esperando agora a uma esquina da sua casa, não hesite em aparecer, caso contrario irei entrar com um processo contra a sua família. — Ok, espero o processo não vou sair sozinha pra me encontrar com você uma hora dessas. Lembre-se que meus pais como você disse a cima são advogados, e meu irmão também eu ainda não sou, mas estou preparando a minha defesa. — Seu tempo esta passando, acabei de ver seu irmão passar no carro dele, e esta intacto o que houve com o conserto? — Seguro, conhece isso? Ou é apenas para me extorquir, se meu irmão chegar eu vou com ele, se não for verdade espero o processo. — O que você acha que eu sou garota, ande logo. — Olhei para cima buscando forças e mais uma vez eu desci, passei pela sala meus pais liam minha tese, ao abrir a porta deparei-me com Gustavo. — Gato no cio não para em casa. — Riu ao me escutar. — Eu não estava com a Patrícia se é o que quer saber, estive numa reunião até agora. — Franzi o rosto, ele apontou com o queixo para os nossos pais. — Anos passam, entram, vai e esses dois não enjoam? — Ri ao escuta-lo, olhei para meus pais como sempre juntos. — Tem inveja por que você e a Paty não podem ter esse grude, Gus. — Afirmou entrando ao me ver sair me segurou pelo braço — Vai pra onde Larissa? — Lhe olhei segurando meu braço, ele sempre super protetor, mas na hora que eu precisei me vi sozinha. — Vou tomar um ar fresco, eles estão vendo minha tese. — Prensou sua arcada dentaria mostrando os dentes. — Tome bastante ar, boa sorte. — Ri saindo de casa, passei pelo portão m*l cheguei a esquina ele desceu de um carro branco. Caminhou em minha direção de terno. — O que você quer? — Me olhou apoiando nas costas do carro, colocou a mão no bolso me aproximei dele. — Não entendeu a mensagem? Preciso traduzir. — Neguei lhe olhando. — Eu não tenho essa quantia em mãos, eu não posso chegar em casa dizer pra meu pai e minha mãe que eu vou zerar a conta deles, posso te pagar parcelado. — Ficou distante por um momento como se visse algo mais distante, olhei na mesma direção, apenas um casal chegava num carro luxuoso a uma casa que ninguém nunca ficava morando por muito tempo. Passei a mão a sua frente. — E é é ei esta me escutando? — Não moveu os olhos olhando para algo distante. — O que houve isso é uma maneira de dizer que não aceita que eu pague parcelado? — Negou sério.
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