capítulo 05

1573 Words
ÂNGELO. Meus dias de folga estão voando praticamente, se é que isso poderia ser considerado folga. Não estou com nenhum tempo livre nos último dias, ajudar os novatos está tomando mais tempo do que pensei que estaria, e ainda cometi a estupidez de aceitar aquele maldito trato. Se Neil fizer alguma coisa errada quando colocarmos meu plano em ação, eu mesmo vou mata-lo. — aqui está.— o dono da taberna me tira dos meus pensamentos enquanto coloca uma grande caneca de cerveja na minha frente. Já deve passar das 11:00 e preciso voltar enquanto estiver sóbrio o suficiente para encontrar as entradas do ninho de cobras (uma vez passei a noite toda completamente bêbado vagando pela colina desértica sem qualquer ideia de onde era a entrada). Pego a caneca enquanto dou um aceno leve com a cabeça para o cara. Observo a espuma branca cobrir o líquido amarelo (enfio os pensamentos de que parece xixi bem no fundo da minha mente). Essa deve ser a... Quarta? Quinta? Não lembro. Tomo um grande gole e olho por cima do ombro para o bar lotado, há risadas altas e conversas ecoando pelo ar. Há alguns soldados espalhados entre as mesas, gargalhando e contando histórias idiotas. Sorte deles que estou de folga, se não o rei teria algumas baixas no seu exército i****a essa noite. Volto-me para minha bebida e tomo tudo rapidamente com dois longos goles, antes de levantar do banquinho em que estou e jogar duas moedas de prata sobre o balcão. O dono do bar acena com a cabeça e me dá um pequeno sorriso gentil, antes de praticamente voar em cima das moedas para pegá-las. Limpo os lábios úmidos com as costas da mão direita e viro-me em direção a saída, enquanto enfio as mãos nos bolsos da minha velha calça para mantê-las aquecidas. — hey loirinho...— ignoro a voz manhosa de um dos soldados e continuo andando até a porta. Realmente não estou no clima para ação uma hora dessas, mas mais uma palavra vindo da boca i****a, a última coisa que ele verá será minha lâmina enterrada no seu peito. Sinto uma mão grande e calejada envolver meu pulso e me puxar para trás, ao mesmo tempo que um hálito fétido entra minhas narinas e faz meus olhos arderem. Levo a mão livre até a faca escondida sob a camisa velha, mas uma nova voz ecoa pelo bar e me faz adiar o plano de m***r esse filho da p**a agora mesmo. — acho que você entrou algo que me pertence.— Neil diz, cruzando a porta. Lanço-lhe um olhar assassino, pronto para voar no seu pescoço e faze-lo engolir essas palavras. Se pertenço a alguém, esse alguém sou eu mesmo. O filho da p**a nem sequer olha para mim, seus olhos estão fixos no guarda bêbado que segura meu pulso. O homem olha para Neil de cima a baixo, antes de soltar meu braço. A altura e os músculos de Neil podem assustar, mas ele m*l sabe que o verdadeiro perigo está mais próximo do que imagina. — vamos.— o grandalhão vem até mim e puxa minha mão, praticamente arrastando-me para fora da taberna. Antes de sair, olho atentamente para o rosto daquele maldito soldado, sua morte será logo logo... — o que você tá fazendo aqui?!— exclamo, puxando a mão do seu aperto de forma bruta. Nós caminhamos lado a lado pela rua escura e suja, em direção a p***a da nossa casa. A lua nova faz a escuridão ser maior do que o habitual, nos deixando quase cegos, já que em bairros mais pobres não há iluminação pública. — só achei que seria legal dá uma volta por aí. — ele responde algum tempo depois ainda sem me olhar diretamente nos olhos. Continuamos caminhando lado a lado, eu tropeço algumas vezes por causa das malditas Pedras que tem pelo caminho até às pradarias (ou talvez seja produto da bebida, deixando-me um pouco tonto). — amanhã tem treinamento. Você deveria está dormindo. — comento, olhando atentamente para o chão quando saímos da cidade. Apesar da escuridão, consigo ver a silhueta de imensas montanhas e colinas, a nossa é praticamente a mais sem graça de todas, sem árvores, não muito alta, nem muito plana, o que serve para não chamar atenção. — caso não tenha notado, você é o nosso treinador, então também deveria estar dormindo.— reviro os olhos ao ouvir isso, o próximo que dizer a hora em que devo dormir vai acabar dormindo com uma espada enfiada goela a baixo. Tropeço em alguma coisa e bato com o rosto em seu braço (sim, eu sou pequeno o suficiente para nem chegar em seu ombro). Ele tem a decência de não rir de mim, então continuamos em silêncio pela próxima meia hora. (***) — acho que ficava por aqui...— comento quando enfim chegamos a maldita colina. A falta de luz da lua dificulta um pouco o encontro do maldito alçapão, mas como vivi aqui pelos últimos dez anos da minha vida, encontro aquela pequena portinha de madeira escondida entre os arbustos dois minutos depois de começar a procurar. A passagem dá para uma escada circular que leva até uma série de túneis, que finalmente levam para o esconderijo, sendo que cada túnel leva para um lugar diferente dele. Abro o alçapão e começo a descer as escadas sem nem me importar se ele vai me seguir ou não, mas pelos passos que ouço, o bocó está logo atrás de mim. Nós descemos a escada circular que parece não ter fim, até finalmente sairmos na entrada de quatro túneis diferentes. O que leva para a área onde ficam os quartos é o da extrema direita, então é para lá que vou. — que dia iremos botar em prática o seu... — na próxima semana.— o corto, olhando por cima do ombro para encarar pela primeira vez seus belos olhos castanhos. O cabelo preto está desgrenhado como sempre, mas já estou de certa forma acostumado com isso. — okay. — vou decidir o dia e te falo.— digo, então ele confirma levemente com a cabeça e enfia as mãos nos bolsos da calça. A camisa está com os três primeiros botões abertos, revelando parte do seu peitoral... Desvio os olhos rapidamente e começo a andar mais depressa. — nos vemos amanhã, quando eu limpar o chão com sua cara.— murmuro para ele antes de entrar no meu quarto, o i****a apenas sorri, já se acostumando com minha forma de dá “boa noite”. Fecho a porta com força e tranco-a logo em seguida. (***) Apesar da hora, não estou nem um pouco com sono. Observo meu quarto bem iluminado por alguns instantes sem saber o que fazer aqui, deveria ter ficado na cidade por mais algumas horas, nem que mesmo apenas para m***r alguns soldados. O cômodo é espaçoso e bem organizado (tenho certa fobia contra bagunça). O meu guarda-roupas é imenso, assim como o armário da parede contrária onde há minha coleção de centenas e centenas de armas diferentes. Minha cama é alta e caberia sem problemas cinco pessoas (irônico não? Que o dono caiba confortavelmente em menos da metade de uma cama de solteiro) e também há uma escrivaninha repleta de papéis e livros. Retiro minhas botas gastas e as deixo junto aos vários outros pares no canto do quarto. Solto um suspiro de alívio ao sentir meus dedos enfim livres daquele aperto típico. Estou um pouco sujo, então resolvo tomar um longo banho. Começo a andar em direção ao banheiro enquanto sinto minha mente meio turva e a tontura gostosinha causada pela bebida me envolver. Quando entro no banheiro jogo as roupas sujas num cesto que já está quase lotado, então caminho até o chuveiro totalmente pelado. Acho que bebida está me afetando mais que o normal, porquê estou sentindo minhas bolas estranhamente pesadas. Ligo um chuveiro e tento ignorar aquela sensação enquanto sinto a água quente envolver meu corpo, o que não adianta muita coisa já que meu p*u está ficando duro do nada, contra minha vontade. Porra. Agora estou com um t***o do c*****o e com um p*u latejando implorando por atenção. Encosto a cabeça na parede e deixo a água quente escorrer pelas minhas costas, enquanto levo as mãos até meu m****o. Fecho os olhos com força e envolvo minha extensão com as duas mãos. A sensação é tão gostosa que quase me faz soltar um gemido alto de prazer. Geralmente sou controlado, me ensinaram a ser controlado, mas f**a-se o controle agora. O pré-g**o me deixa bem lubrificado, então começo a me masturbar com golpes fortes e rápidos. Foda-se o controle. Foda-se o controle. Foda-se o controle. Minha mente é inundada por imagens contra minha vontade. Ombros largos, pele morena, olhos castanhos, pernas longas e musculosas, braços grossos, boca carnuda, cabelo grande e negro... PORRA!! Sinto o prazer inundar meu corpo como se tivesse fogo no lugar do sangue em minhas veias, enquanto praticamente jorro sem parar contra as minhas mãos e a parede do banheiro. Não consigo evitar o gemido que escapa do fundo da minha garganta quando o último jato quente sai de mim. — M-merda...— gaguejo para mim mesmo observando o estrago que fiz na parede do banheiro. NÃO ACREDITO QUE FIZ ISSO PENSANDO NAQUELE i****a. Efeito do álcool... Digo a mim mesmo. Efeito do álcool... Só isso.
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