Nathalia
Abro os olhos e a primeira coisa que vejo é uma luz branca forte, fecho novamente para conter a ardência. Ouço um burburinho, vozes femininas ecoam e meus olhos finalmente se adaptam a luz do ambiente. Encaro as figuras de aparente sexo feminino, algumas humanas como eu, outras exóticas com suas peles bicolores ou r**o de cobra no lugar de pernas.
Uma das garotas, se aproxima, ela tem aspectos humanos, porém seu corpo haviam “tatuagens douradas” que pareciam realmente ter sido feitas com ouro derretido.
-Olá! -Ela falava minha língua o que me surpreendeu. -Tenta ficar calma que eu irei explicar tudo.
-Eu fui abduzida? -Minha voz sai fraca.
-Ah certo, então você lembra, ótimo. -Ela suspira. -Então fica mais fácil explicar. -Ela se senta ao meu lado e pega em minha mão. -Fomos sequestradas por uma raça alienígena chamada Crosld e eles vendem mulheres de todos os planetas.
Encarei o nada ainda sem reação. As outras me encaram, mas logo voltaram aos seus afazeres. O dia ou noite, eu sequer tinha noção do tempo ali, mas em geral foi bem quieto. As garotas m*l faziam barulho ou conversavam, ficavam cada uma em seu canto e apenas se manifestavam quando uma garota nova era trazida. Foram exatamente trinta humanas mais ou menos da minha idade, apenas mais duas brasileiras e o restante de outros países.
Me juntei com Agatha que dentre as meninas era a que mais precisava de apoio. Ela era do Tocantins e ainda estava bem confusa e chorosa por conta de ser muito apegada aos pais.
Fiquei conversando com ela por um tempo para tentar animá-la, o que resolveu por um tempo até um dos Crosld adentrar nossa cela, era como os aliens retratados nas lendas, pequenos, cabeçudos e cinzas. Ele ordenou algo numa língua que nós não conhecíamos para a Iris, a moça que havia me explicado tudo.
Ela se aproximou de nós que havíamos chegado agora e ordenou que fizéssemos uma fila e seguíssemos para fora, assim fizemos. Os corredores eram de um metal branco e sem janelas, quando o corredor chegou ao seu fim tive plena certeza do quão ferrada estávamos, éramos despidas e separadas em duas filas, algumas se deitavam nas macas e eram feitas tatuagens em suas barrigas e outras seguiam para vestimenta. Eu tentei não demonstrar meu pavor, quando fui mandada para fila da tatuagem.
Eram um polvo laranja que as fazia e quando chegou minha vez, a agonia foi grande em ter as ventosas daquele ser nojento passeando por meu corpo, vi a tinta vermelha passando pelos tubos indo para o que achei ser uma maquina de tatuagem , ele riscou a primeira vez o pé de minha barriga e eu senti meu corpo todo formigar, tentei me mover, mas os tentáculos me prenderam e enquanto a maquininha riscava meu corpo, eu esquentava como se fosse entrar em combustão, algo naquela tinta estava me levando a loucura e eu não sabia o que fazer e sequer o que pensar, só sentia uma excitação extrema em meu corpo e em determinado momento que a agulha foi em determinada parte de meu colo tive a sensação de um orgasmo, demorei uns minutos para me recuperar, que m*l notei que já fazia tempo que a criatura havia se afastado de mim e quando encarei a tatuagem, eram vários arabescos em preto e vermelho em formato de coração que lembrava um útero. ¹
Me levantei da maca com um dos alienzinhos me puxando. Segui o restante da fila, me sentindo violada, mesmo sem ninguém ter me tocado eu me sentia estranha com essa tatuagem, mas eu deveria ter agradecido e torcido para ter só isso, pois quando me aproximei da próxima sala ouvi gritos e uma substância dourada sendo passado pelas peles das outras garotas, tremi e tentei fugir, porém uma raça maior me segurou, eles me lembravam leões, grandes e sobre duas patas.
Aparentemente eu os irritei, pois me arrastaram até lá e a primeira coisa que fizeram foi jogar a substância em minha cara, ardeu quando os respingos tocaram meu rosto, eu chorei, gritei e implorei, porém de nada adiantou, o líquido desceu por meu braço. Eles após isso me levaram para outra sala, onde me vestiram com um tecido fino e transparente. Colocaram joias sobre minha cintura e a marca em minha barriga continuou bem visível, como se tivesse sido feita para ser mostrada. Já no espelho me encarei e não me reconheci, estava linda, respingos de ouro desciam por meus olhos e bochecha, meu braço estava com círculos também dourados, como se eu fosse a joia mais preciosa e o tom branco da roupa destacava tudo, o dourado da pele, o rosado dos s***s e a tatuagem vermelha e o meu cabelo n***o só deixava tudo ainda mais belo. Eu realmente parecia um troféu.
Me alimentaram e me jogaram novamente com as outras garotas, Iris me olhou com pena, pois sei que também havia suportado a dor do ouro em sua pele, mas quando ela encarou minha barriga vi seus olhos marejarem e um sinto muito formar em seus lábios.
Khalyu
Após a invasão dos desgraçados aquela madrugada minha vontade de caçar aquelas criaturas inferiores só aumentou, então não me contive e fui até meu rei. Ele me encarou de seu trono assim que adentrei a sala principal do palácio.
Me ajoelhei em sua frente como o mais nobre servo que sou.
-Meu pai... -Comecei. -Peço permissão para sair de Luyten por uma lux para caçar e exterminar os Crosld eu mesmo.
-Seu ódio por essas criaturas imundas é tão grande? -Ele disse frio como sempre,
-Mais do que qualquer outra coisa. -Engulo o seco e evito demonstrar o tamanho do furacão que está dentro de mim. -Quero seu sangue manchando as minhas mãos e quero seus corpos fazendo pilhas para usar de aprendizado de que nunca devem sequer pensar em entrar em meu território ou mexer com alguma outra raça. -O encaro com sangue no olhar e vejo meu pai mostrar os dentes afiados.
-Então vá e traga as cabeças deles para enfeitar a entrada do castelo de onde em breve será seu reinado. -Ordenou e eu levantei como a fera que eu era.
Juntei meu exército e peguei a minha melhor nave, dei ordens e meu imediato, que parecia ler minha mente já havia os localizado antes mesmo de eu sequer pedir algo assim para ele.
Meu irmão não iria desta vez, pois estava ocupado demais com sua companheira, então emiti ordens expressas para que não deixassem que em hipótese alguma ele a deixasse, pois sei o quanto ele queria vingança pelo que fizeram com ela.
A nave decolou com seus propulsores a mil, pois hoje seria a lux² que eu mais mataria, pois hoje haveria um leilão com a nova mercadoria na área de Celeron, o maior mercado de fêmeas do espaço. Fiquei inquieto até nossa chegada e coma competência de minha equipe chegamos muito antes daquela raça inferior. Decidimos então manter uma camuflagem até o ponto alto, que seria o leilão.
Nathalia
Acordei com a luz forte em minha cara torcendo para que tudo não tenha passado de um sonho e eu esteja em minha cama, porém a realidade é sempre um choque e recai sobre mim como um trem em alta velocidade passando em cima de mim. Suspiro com tanta força que meus pulmões doem, vejo algumas meninas já despertas e se ajeitando, faço o mesmo, não que houvesse algo além da higiene matinal para se fazer, em geral era bem parado, não tínhamos noção de horas ou dias.
Nos alimentaram e deram a instrução e Iris informou que seria feito um leilão urgente, pois éramos safras muito boas e não podíamos ser mantidas por muito tempo. Tudo dessa vez foi organizado bem rápido, o que era bem estranho. Saímos da nave para uma área atrás de um palco, todas em fila e extremamente organizadas. Alguns minutos se passaram e tudo pareceu desandar de uma hora para outra, gritos altos começaram a ecoar e eu e as meninas nos encolhemos uma nas outras e as criaturas leões que estavam encarregadas de serem nossos guardas costas ficaram em posição de ataque, porém eles nem tiveram tempo e algo rasgou a garganta deles numa rapidez que eu sequer pude enxergar, só notei o que eram quando finalmente pararam, eu tremia, porém sabia que o medo não iria salvar minha vida, então me afastei das mulheres comigo devagar, até que a criatura bela de cabelos negros e olhos azuis vazios me encaram e seus olhos mudam de cor para um amarelo feral e é nessa hora que eu corro de volta para nave de forma desesperada, não preciso de muito para saber que ele estava atras de mim, pois o ouvia dizer algo em uma língua que eu não entendia.
Eu morreria, porém daria trabalho, corri por corredores que não conhecia e derrubava coisas no caminho para tentar dificultar o caminho da fera que me caçava incansavelmente, entrei por uma porta e a sala não havia saída, era o fim da linha. Peguei um dos frascos que ali estavam para me proteger, pois eu lutaria até o final. Quando ele adentrou a sala me encarando com os olhos amarelos, joguei o frasco em sua direção e o mesmo pareceu me olhar indignado e eu me manti em posição de ataque. Ele ergueu a suas mãos como se fosse em rendição, mas em segundo algum acreditei nele e fui para cima, ele tentou me segurar a todo custo enquanto eu o arranhava e chutava. Ele me segurou firmemente pela cintura e meu corpo congelou e um arrepio passou por mim.
-Maldita tatuagem... -Resmunguei enquanto meu corpo entrava em um certo tipo de êxtase com seu toque.
Vi pelo canto do olho um de seus comparsas com uma seringa e tentei me debater novamente, porém a mão do moreno passou por minha tatuagem me deixando mole e a dor no pescoço foi a última coisa que senti.
Khalyu
Logo que o m******e começou algo me desconcentrou, um cheiro incomum e atraente.
-p***a. -Minha voz quase como um rugido ressoou.
MINHA.
Corri em direção ao cheiro e vi Assyrians protegendo um grupo grande de fêmeas, os mato com rapidez usando minhas garras para sentir seu sangue entre minhas mãos. Finalmente paro e as encaro e meus olhos pousam nela, uma pequena criatura adorável com cabelos negros e seu corpo manchado com ouro Arkariano, tremo de ódio ao ver o que fizeram com ela, meus olhos descem por seu corpo praticamente descoberto e se fixam na tatuagem.
Eu estava tão irado a encarando que m*l percebi quando ela começou a fugir, a fugir de mim. Vou atrás dela em outras circunstâncias ela sequer teria chance contra mim, porém não tenho a intenção de assustá-la e muito menos machucá-la.
-Eu não lhe farei nenhum m*l! -Gritei para ela, porém a mesma continuou a correr.
Merda, ela não tinha tradutor.
Ela adentrou em uma sala e eu a segui, a menor se encontrava em pose de ataque e com um recipiente em mãos ela joga em minha direção e com uma coragem invejável vem para cima mesmo sem ter chance alguma. Deixei que me arranhasse, pois tinha medo de a machucar, não sabia o quão sensível a sua espécie era, tento segurá-la da forma mais suave que consigo pela cintura e ela congela e o cheiro de excitação sobre a sala.
-Maldita tatuagem... -Sua voz angelical sai e o tradutor me faz entender o que diz.
Meu braço direito chega em péssima hora com o sedativo e ela se agita novamente e contra todos os meus princípios eu a toco em sua tatuagem para que ela para e assim o faz e aplicamos o sedativo.
A seguro em meus braços e com meu instinto primitivo rosno para o macho ao meu lado que entende perfeitamente que está é a minha companheira. Ele se afasta e vai para nave na frente. O sigo em passos lentos e com um sorriso orgulhoso.
“Ela é feroz, foi mesmo feita para mim.”