48- Eu também sou perigo

1011 Words

Luna Narrando O cheiro dele ainda tava na minha pele. Pólvora, suor, medo e desejo. Kael entrou com o rosto tenso e os olhos cansados, mas foi só me ver que amoleceu um pouco. Quase nada. Mas eu notei. Depois que ele me abraçou, ficamos em silêncio por um tempo. Era aquele tipo de silêncio que grita. Grita que tem algo errado, que a paz é curta, que o amanhã já vem armado. Ele tomou banho, trocou de roupa, se sentou na ponta da cama e ficou com o celular na mão. Sem mexer. Sem olhar. Só apertando ele com força. — O que foi? — perguntei, indo até ele. Ele não respondeu de cara. Olhou pra mim como se estivesse calculando até onde podia ir com a verdade. — Zóio tá vivo — ele disse, por fim. Senti o estômago revirar. Zóio era nome proibido. Era história enterrada. Era o capanga que sumi

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