Coração na contramão

1276 Words

Samanta Narrando Quando ele me puxou pela cintura lá em casa, meu corpo reagiu antes da minha cabeça. A mão dele quente, firme, como se fosse dono da situação inteira. Talvez fosse. Talvez eu tivesse me enganando esse tempo todo achando que podia controlar alguma coisa. Ficar de garupa na moto do Dante foi tipo entrar num lugar onde o chão some. A cidade virou borrão, o vento cortava minha pele, e tudo que eu sentia era o aperto das mãos dele guiando aquele monstro barulhento entre as vielas. E o pior. Eu gostei. Não era pra ser assim. Eu vim pra cá pra ajudar a Luna, entender esse mundo, não me envolver com ele. Mas tem coisa que a gente não escolhe. Tem gente que entra e bagunça tudo, só com um olhar. E o dele... O dele me desmonta. Chegar no baile foi como cair direto num filme. Luze

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