Priscila
-Vamos levar esse aqui- ele me mostra um pote de maionese Hellmann's.
-Um sachê de Predilecta é bem mais barato, Arthur. Foca em economizar.
-Hoje é o dia de meus pais mandarem mais dinheiro, para de ser chata.
-Me desculpa eu não saber aproveitar o dinheiro que meus papais me dão- debocho.
-Qual é, Pri- me balança pelos ombros.
-Já vi que não vai parar, né.
-Priscila- se corrige- Pode comprar tudo que quiser.
O dinheiro era dele, eu não podia controlar.
Acho que estou tão acostumada a comprar do mais barato.
-Vamos levar o Hellmann's- me dou por vencida.
Ele sorrir e joga uns quatro potes no carrinho.
-Que tal Piraquê ?- sugere.
-Acho que nunca comi.
-Fala sério, é o melhor biscoito que se pode comer.
-Eu já comi Trakinas.
-É bom, mas não melhor que Piraquê. Vou pegar um de cada, doces e salgados.
Ele coloca tudo no carrinho e o puxo até a parte de mantimentos necessários.
-Pega aquele pacote de 5kg de arroz.
-Isso tudo ?- ele fala já com o pacote em mãos- Somos somente dois e eu não como muito.
-Se for por mim, você vai engordar, Arthur.
-Você me chamou de Arthur. Tem alguma coisa de errado, tá bolada comigo?
Rio nasal e aperto suas bochechas fazendo peixinho.
-Não to bolada com você. Só te chamei pelo nome já que reclamou de bigodinho- solto suas bochechas.
-Entendi- ele sorrir de canto e caminha até a parte de massas- Podemos levar macarrão ?- ele se anima todo.
-Podemos sim- assinto com a cabeça e ele abre um sorriso.
-Você consegue ser boa quando quer.
-Vai se fuder. Fica de graça e já começamos uma semana sem comida pra você.
-Nem brinco mais- ele rir e eu acompanho seu riso.
Depois de eu colocar todas as louças e mantimentos que eu achava necessário.
E os desnecessários do bebezão.
Pagamos tudo e ele deu partida no carro.
-Ali!
Faço ele parar o carro e fica me encarando sem entender nada.
-O que doida?
-O podrão.
Saio do carro e corro até o trailer de fast food.
-É isso que vamos comer ?- ele faz careta pra batata bem recheada de molhos.
-Você vai adorar- vou até o moço- Uma porção completa e recheada.
O moço sorriu pra mim, e não demorou muito pra sentarmos e atacar aquela batata toda.
Primeiro ele fez careta e se recusava a comer, eu insisti com jeitinho e ele amou a batata.
-Isso é muito bom- fala de boca cheia.
-Eu disse que não iria se arrepender- pisquei pra ele.
-Muito bom, mas não aguento mais- ele riu.
-Aguento isso e mais.
Como todo o restante da batata sozinha e ele se assusta.
-p***a, Priscila. Tu é morta de fome, isso sim- ele rir alto.
-Só sei aproveitar as oportunidades da vida.
-Sei...- rimos.
Ficamos o restante do dia andando e caminhando pelas ruas.
-Já podemos ir, tá tarde- ele fala.
-Você sabe como estragar os momentos- faço bico e ele bagunça meu cabelo- Meu cabelo não ô p*****a.
-p*****a de um macho só queridinha- ele brinca e eu rio.
-Sabe ser i****a.
-Até parece que não gosta- faço careta.
Seguimos em caminho pro apê.
Fizemos várias idas e voltas pegando tudo e colocando pra dentro.
Ainda bem que não tenho que comprar móveis.
Imagina o meu sofrimento.
Eu não gosto muito da decoração, mas dá pra suportar.
-Estou exausto !- arranca a camisa e a joga pela sala.
-Pega essa camisa nojenta e coloca no cesto de roupas de sujas.
-Mandona do c*****o- resmunga e levanta- Satisfeita ?- ele volta da área de limpeza.
-Muito bebezão- sorrio vitoriosa.
É legal a forma que ele me obedece.
Gosto de sempre estar no controle.
-Bebezão...- resmunga baixinho e se joga no sofá.
-Nem pense- dou um tapa em sua cabeça.
-c*****o, Pri- se senta e me encara- Qual é a tua agora?
-Você tem que me ajudar a guardar as coisas.
-Nem fudendo. Deixa isso pra mais tarde.
-Eu chamo o Wesley pra me ajudar- provoco.
Quando estavamos subindo com as coisas, Arthur brigou com o Wesley porque não queria a ajuda do menino.
Vai entender esse garoto! O menino só queria ajudar com as compras e ele recusou.
Ele se levanta na velocidade da luz e começa a guardar as coisas -Quer que eu passe pano também?
-Nem se eu estivesse morta permitiria isso- rio dele que faz momice.