Capítulo 41 LIZ NARRANDO 🌶️ Eu tava deitada de barriga pra cima, com a luz do quarto apagada e o celular ainda firme na minha mão. Os dedos formigando. O coração acelerado, feito tamborim de escola de samba. Devia ser umas oito e pouca da noite. Lá fora, o som do pagode já dava os primeiros sinais do que prometia ser mais uma daquelas noites quentes de verão, cheias de conversa nas calçadas, criança correndo, rádio tocando alto e os vizinhos reclamando da vida como se a gente não estivesse todos no mesmo barco furado. Eu tinha acabado de mandar as mensagens pro João. Sim, no plural. Não foi só uma. Foi uma sequência bem merecida, diga-se de passagem. Começou com aquela mais debochada, do tipo “não tenho nada pra falar com você”, e terminou com uma provocação digna de causar gastrite

