Cecília chegou em casa ainda com a camiseta de FK, os cabelos levemente despenteados e o coração acelerado.
Ao entrar, foi recebida pelos olhares curiosos de suas irmãs.
— Onde você tava ontem? — perguntou Clara, cruzando os braços.
— Sumiu da festa depois que Juliana… — começou Carla, tentando disfarçar a curiosidade.
Cecília respirou fundo, mantendo a calma.
— Ah, eu… fui pra casa de uma amiga. — disse, sorrindo levemente, tentando desviar a atenção.
As duas apenas trocaram olhares, sem insistir.
— Tá, então… — murmurou Clara, ainda desconfiada, mas deixando pra lá.
Após o café da manhã rápido, Cecília se preparou para mais um dia de trabalho no shopping.
O coração ainda acelerado, a mente cheia de lembranças da noite passada.
Antes de ir, passou na farmácia para comprar a pílula.
— Melhor garantir… — murmurou para si mesma, enquanto pagava e guardava na bolsa.
Mais tarde, no trabalho, encontrou um momento de privacidade para tomá-la, suspirando baixinho e tentando organizar os pensamentos.
— Tá… tá tudo bem. Só preciso me recompor. — disse, respirando fundo.
Mesmo enquanto seguia com a rotina diária, cada movimento lembrava-lhe da intensidade da noite anterior.
FK estava presente em cada pensamento, cada gesto, e a sensação de fascínio e medo permanecia, silenciosa, mas esmagadora.
O mundo continuava lá fora, no shopping, entre clientes e vitrines, mas Cecília sabia que algo tinha mudado para sempre, e que FK agora ocupava um espaço em sua vida que ninguém mais poderia alcançar.
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A boca principal estava agitada, homens e aliados em constante movimento.
FK caminhava pelo local com passos firmes, observando, analisando, resolvendo problemas, sempre calculista e frio. Cada decisão tomada transmitia autoridade e poder, deixando claro que ele controlava tudo ao redor.
Quando finalmente se afastou um pouco do centro da movimentação, ficou sozinho com PH, que já o esperava encostado em uma parede próxima.
— Sumiu ontem à noite, hein… — PH começou, o tom meio provocativo, meio curioso. — Depois daquela confusão com a Juliana, ninguém te viu. Até Cecília sumiu.
FK parou, os olhos cor de mel fixos em PH, sem esboçar reação imediata.
— E daí? — respondeu, a voz firme, baixa, carregada de intensidade.
PH deu um meio sorriso, cruzando os braços.
— Sei lá… só tô dizendo. Todo mundo notou. Você some, ela some. Coincidência? — provocou, com um leve sarcasmo.
FK permaneceu em silêncio por alguns segundos, analisando a situação, respirando fundo, como se cada palavra de PH mexesse com ele de uma forma inesperada.
— Ela é… minha. — disse finalmente, firme, a voz carregada de possessividade, mas sem necessidade de explicação.
PH arqueou uma sobrancelha, satisfeito por ter conseguido provocar uma reação do chefe.
— Tá, chefe. Só lembrando que todo mundo notou mesmo. — disse, dando de ombros, mas mantendo o respeito.
FK apenas assentiu, voltando a caminhar pela boca principal, o olhar atento a cada movimento, mas agora com a mente parcialmente ocupada por Cecília e pela intensidade da noite anterior.
A posse, o controle e a obsessão começavam a se misturar à rotina do morro, silenciosa, mas esmagadora.
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Cecília chegava em casa exausta depois do trabalho no shopping, carregando a bolsa pesada e tentando organizar os pensamentos.
Ao abrir a porta do quarto, encontrou Maia sentada na cama, os braços cruzados, com o olhar curioso e preocupado.
— Cecília… o que aconteceu ontem? — perguntou Maia, a voz cheia de expectativa. — Você sumiu da festa depois daquela confusão com Juliana. Todo mundo ficou preocupado.
Cecília respirou fundo, sentindo o coração acelerar.
Ela hesitou por um instante, lembrando da intensidade da noite e da proximidade com FK. Mas sabia que podia confiar em Maia.
— Tá… — começou, a voz baixa, trêmula. — Eu… fui para o quarto dele. FK. Eu fiquei com ele.
Os olhos de Maia se arregalaram, chocados, mas ela manteve a calma.
— Como assim? Tipo… de verdade? — perguntou, ainda incrédula.
— Sim… — respondeu Cecília, o rosto corando. — Eu… eu me entreguei. Tudo aconteceu. Eu confiei nele, e ele… cuidou de mim, de um jeito que eu nunca imaginei.
Maia respirou fundo, absorvendo cada palavra.
— Uau… — murmurou, sentando-se ao lado da amiga. — Isso… é intenso. Mas sei que você não se enganou. Ele te fascina, né?
Cecília assentiu, ainda nervosa, mas com um leve sorriso.
— Sim… e eu não sei como lidar com isso. Ele é tão intenso, tão… impossível. Mas eu… eu não me arrependo.
Maia passou a mão pelo ombro da amiga, oferecendo apoio silencioso.
— Tá, então. Só… tenta se cuidar, tá? É normal se sentir confusa, mas você não tá sozinha. E se ele é realmente como você diz, você merece que ele seja cuidadoso.
Cecília suspirou, sentindo o peso da verdade aliviar um pouco com o apoio da amiga.
— Obrigada, Maia… — murmurou, sentindo a mistura de medo, fascínio e alívio se acalmar momentaneamente.
O quarto permaneceu em silêncio, exceto pelo som distante da cidade, enquanto Cecília tentava organizar os pensamentos e emoções, sabendo que nada seria mais como antes, e que FK agora ocupava um espaço em sua vida.
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O sol começava a cair quando Cecília deixava o shopping, carregando a bolsa e pensando na rotina do dia.
Enquanto caminhava por uma viela tranquila no caminho para casa, sentiu uma presença súbita.
— FK? — murmurou, surpresa, tentando disfarçar o susto.
Ele surgiu da sombra, em silêncio, aproximando-se com passos firmes e seguros, o olhar cor de mel fixo nela.
— Precisava te ver. — disse ele, baixo, intenso, carregado de possessividade.
Cecília engoliu seco, sentindo o coração disparar.
Antes que pudesse reagir, ele estava tão próximo que o espaço entre eles desapareceu.
O ar ficou pesado, carregado de tensão e desejo contido.
— FK… — sussurrou ela, hesitante, mas sem conseguir recuar.
Ele a puxou para si e os lábios se encontraram em um beijo intenso, cheio de necessidade e emoção.
Era um beijo que dizia tudo que palavras não podiam: fascínio, possessividade, desejo e proximidade.
Cecília sentiu-se arrebatada, ao mesmo tempo assustada e atraída.
O mundo ao redor desapareceu. A viela, o barulho distante, tudo sumiu.
Havia apenas eles, respirando juntos, sentindo a intensidade do momento que consumia cada pensamento.
Quando finalmente se separaram, ainda próximos, FK deixou escapar:
— Você é minha. — disse, firme, como se não houvesse margem para dúvidas.
Cecília apenas engoliu em seco, o coração acelerado, sabendo que nada no morro seria mais como antes.
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Cecília m*l teve tempo de processar o beijo quando FK a envolveu levemente pelos ombros.
— Sobe na moto. — disse, firme, mas com uma intensidade que a fez obedecer sem pensar.
O vento cortava o morro enquanto eles subiam pela Rocinha, o corpo dela pressionado levemente contra ele, a adrenalina misturando medo e fascínio.
O barulho da cidade parecia distante, e cada curva da estrada aumentava a proximidade e o calor entre eles.
Quando chegaram à mansão, FK não disse uma palavra.
Guiou-a diretamente para o quarto, fechando a porta atrás deles. O silêncio do local parecia amplificar cada gesto, cada respiração compartilhada.
— Cecília… — murmurou ele, a voz baixa, intensa, o olhar cor de mel queimando nela.
Antes que pudesse responder, ele a puxou para perto, e os lábios deles se encontraram novamente.
O beijo era carregado de desejo contido, possessividade e emoção, cada instante aumentando a tensão que há muito pairava entre eles.
Eles permaneceram ali, corpo a corpo, respirando juntos, o mundo inteiro desaparecido do lado de fora do quarto.
Cada toque, cada movimento, cada olhar dizia mais do que qualquer palavra poderia expressar.
Cecília sentiu o coração disparar, o medo se misturando ao fascínio, sabendo que aquele quarto e aquele instante haviam mudado tudo.
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