O barulho do vento entrando pela janela foi o que o despertou. FK abriu os olhos devagar, sentindo o peso do corpo ainda cansado. Fazia muito tempo que ele não dormia assim — pesado, profundo, sem pesadelos. Quando virou o rosto, viu Cecília sentada à beira da cama, de costas pra ele. O cabelo bagunçado caía pelas costas nuas, cobertas apenas pela camiseta dele. Ela segurava uma caneca de café, distraída, olhando o sol nascer pela janela. — Tá acordada faz tempo? — ele perguntou, a voz rouca, ainda carregada do sono. Cecília se virou devagar, surpresa. — Faz uns minutos só. — respondeu baixinho, sem conseguir encará-lo direito. FK se levantou, passou a mão pelos cabelos e sentou ao lado dela. Por alguns segundos, ficaram em silêncio — um silêncio que dizia mais do que qualquer pa

