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Meu Amor selvagem

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Blurb

Florência sempre teve coragem de correr atrás do homem que amava, mas Naldo nunca teve coragem de escolhê-la. Agora, enquanto outro homem lhe oferece o carinho que ela tanto desejou, ele precisa enfrentar o próprio ciúme antes que seja tarde demais. Porque, no amor selvagem, quem demora a domar o próprio coração pode perder a mulher que sempre o quis.

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— A maluca do campo
Se tinha uma coisa que o povo daquela região sabia, era que eu não batia bem da cabeça. Meu nome era Florência, mas quase ninguém me chamava assim. Para todo mundo, eu era a maluca do campo. E, sinceramente? Eu adorava essa p***a de apelido! Eu era surtada, brigona, respondona e não levava desaforo para casa. Homem nenhum me colocava medo. Na verdade, eu fazia questão de assustar todos eles. Bastava um c***a se aproximar cheio de marra que eu já tratava de mostrar que comigo o buraco era mais embaixo. Eu gostava de ser chamada de maluca. Gostava de ver aqueles homens todos cheios de coragem perderem a pose na minha frente. Era divertido pra c*****o! Depois que meu pai morreu, minha vida virou uma confusão dos infernos. Minha madrasta conseguiu perder a fazenda que tinha ficado com ela por causa das dívidas, e eu acabei tendo que lidar com as consequências daquela desgraça toda. Foi quando Nivaldo, o filho mais velho dela, apareceu na minha porta pedindo trabalho. Ele precisava de um lugar para morar com os dois irmãos, Neilton e Nelson, e a mãe. Eu precisava de funcionários para cuidar da minha propriedade. Fizemos um acordo: os quatro poderiam morar na minha fazenda, e os três irmãos trabalhariam comigo, ajudando a cuidar das terras e dos animais, junto dos outros peões. A mãe deles ficaria responsável pela cozinha. E assim foi feito. Nivaldo, que eu costumava chamar de Naldo, tinha trinta e oito anos. Era o mais velho dos três, um homem enorme, com mais de dois metros de altura, corpo musculoso, barba desenhada e cabelos compridos. Neilton tinha trinta e seis anos, também passava dos dois metros e possuía um corpo musculoso, com os cabelos cortados bem baixos. Nelson, o caçula, tinha trinta e quatro anos, mais de dois metros de altura, músculos por todo lado e tranças nagô que combinavam perfeitamente com seu rosto. Os três eram homens grandes, fortes, acostumados ao trabalho pesado e ao sol escaldante do campo. E, p**a que pariu, eram bonitos! Mas isso não significava absolutamente nada. Eu podia achar um homem gostoso e, ainda assim, mandar ele tomar no cu cinco minutos depois. Uma coisa não anulava a outra! Naquela tarde, eu estava cavalgando pela fazenda, aproveitando o vento e observando o trabalho dos funcionários. Meus longos cabelos pretos e lisos caíam pelas costas, meus olhos cor de mel observavam tudo ao redor e o chapéu de boiadeira protegia meu rosto do sol. Eu usava um shortinho curto, um top e minhas botas. Estava linda pra c*****o. E não, não era falta de humildade. Era apenas um fato! Enquanto cavalgava, avistei os três irmãos perto do curral. Os desgraçados estavam sem camisa, usando os chapéus de boiadeiro, com os corpos suados por causa do trabalho debaixo daquele sol. Parei meu cavalo diante deles. Os três ergueram a cabeça na minha direção. Abri um sorriso safado. — Bem que vocês poderiam ir pro meu quarto hoje à noite, né? Por alguns segundos, os três ficaram me encarando. Depois, começaram a rir. — Tá doida, Florência? — Naldo perguntou, balançando a cabeça. Arqueei as sobrancelhas. — Ué, c*****o! Perguntei alguma coisa de outro mundo? Neilton cruzou os braços, rindo da minha cara. — Você não existe, mulher! — Ainda bem, porque se existissem duas de mim, vocês três já teriam infartado! Nelson soltou uma gargalhada. — Você não toma jeito mesmo, hein? — E nem pretendo, meu filho! Olhei para os três, um de cada vez, sem esconder a minha cara de p*u. — Agora me respondam uma coisa: eu sou solteira, vocês são solteiros. Qual é o problema? Tô bem consciente do que quero. Não posso querer t*****r agora, não? É pecado, por acaso? Naldo passou a mão pela barba, tentando segurar o riso. — Você tem todo o direito de querer, Florência. Só não com nós três. Fiquei olhando para ele. Depois, olhei para Neilton. Por último, para Nelson. — Ah, entendi! Levei a mão ao peito, fingindo estar profundamente ofendida. — Então vocês são tudo frouxo mesmo! — Frouxo é o c*****o! — Neilton rebateu na mesma hora. Comecei a rir. — Então qual é o problema, p***a? — O problema é você! — ele respondeu. — Eu sou um espetáculo, querido. O problema é que vocês não sabem apreciar uma mulher bonita! Nelson balançou a cabeça, rindo. — Essa mulher ainda vai acabar com a nossa paz. — A paz de vocês está muito sem graça. Tô tentando melhorar o ambiente! Naldo apontou para mim. — Vai trabalhar, Florência! — Eu sou a dona dessa p***a de fazenda. Quem trabalha são vocês! Os três caíram na gargalhada. Revirei os olhos, ajeitei as rédeas e dei de ombros. — Tá bom, seus idiotas. De boa! Olhei para eles mais uma vez, sorrindo. — Vou contratar alguém, então. Um homem que preste. Porque, pelo visto, vocês três só servem mesmo pra cuidar de boi! — Vai embora, Florência! — Naldo falou, rindo. — Tô indo, c*****o! Dei uma leve esporada no cavalo e saí cavalgando pelo campo, com os cabelos voando ao vento. Ainda ouvi Nelson gritar atrás de mim: — E NÃO VAI ARRUMAR CONFUSÃO! Levantei uma das mãos sem olhar para trás. — NÃO PROMETO p***a NENHUMA! Os três começaram a rir novamente. E eu também. Porque aquela era a minha vida: cuidar da minha fazenda, mandar em um bando de homens e fazer o que bem entendesse. Eu não precisava de marido. Não precisava de namorado. E, definitivamente, não precisava de homem nenhum querendo mandar em mim. Se batesse vontade de beijar uma boca, eu beijava. Se quisesse t*****r, procurava alguém disposto. E se algum filho da p**a tentasse me dar ordens? Bom... Que fosse fazer isso bem longe de mim, porque eu não respondia pelos meus surtos. Eu era Florência, a maluca do campo. E, naquela fazenda, quem mandava naquela p***a era eu! 🤠🔥

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