Capítulo – O Dono do Baile O ronco grave da moto ecoou pela viela antes de qualquer um ver quem vinha. O som era inconfundível: pesado, firme, respeitado. Quando a moto preta parou em frente ao baile, os olhares se voltaram automaticamente. E assim que TH desceu, todo de preto, corrente de ouro balançando no pescoço, ninguém ousou ficar no caminho. As pessoas abriram espaço de imediato. Era como se o asfalto tivesse se transformado em tapete, só pro dono do morro passar. Alguns cumprimentavam com aceno rápido, outros abaixavam a cabeça em sinal de respeito. Ninguém encarava por muito tempo. O olhar frio dele era suficiente pra gelar qualquer um. TH caminhava sem pressa, cada passo firme, pesado, impondo presença. O baile fervia ao redor: caixas de som estourando, luzes piscando, gente d

