Capítulo — Voz de Th O som do tiro ecoou seco, rápido… e pareceu atravessar não só o corpo do Nd, mas o meu também. Por um segundo, o tempo parou. Vi ele cambalear pra trás, a mão indo instintivamente pra barriga, os olhos arregalando de dor e surpresa. O sangue começou a manchar a camisa dele num tom escuro que queimou minha vista. — Nd! — gritei, mas o barulho dos tiros abafou tudo. Ele caiu no chão com um gemido rouco, e a raiva tomou conta de mim de um jeito que eu não sentia há muito tempo. O mundo ficou vermelho. A cabeça já não pensava — era só impulso, só fúria. Apertei o gatilho do fuzil e comecei a descarregar. O som dos disparos ecoava no canavial como trovão. Eu nem mirava mais, só atirava, varrendo o mato, os vultos, o inferno inteiro se fosse preciso. Cada rajada

