Capítulo — Sangue Nos Olhos (Narrado por Th) Segunda m*l tinha clareado direito e eu já tava na boca, sentado na cadeira de sempre, cigarro queimando no canto da boca e o caderno aberto na mesa. O baile de sábado tinha dado bom, mas eu sempre conferia tudo com o Nd — nada de erro, nada de vacilo. Ele chegou encostando o corpo na parede, mexendo no rádio. — Já botei os moleque pra contar, patrão. Tudo batendo certinho. Assenti. — Quero ver com meus olhos, irmão. Aqui, confiança é bom, mas o que garante o sossego é a contagem. Ficamos um tempo nisso, os dois concentrados no corre. O sol batendo forte, o morro acordando aos poucos — criança gritando, o cheiro de café vindo das casas, a quebrada viva. Foi aí que o rádio estourou: — “Th, atenção! Aqui é da barreira... chegou um cara

