Capítulo — Narrado por Fernanda A madrugada parecia não ter fim. O hospital inteiro era silêncio, quebrado apenas pelo som constante das máquinas que mantinham o ND estável. Eu, Th e Aline estávamos ali, no mesmo quarto, cada um preso em seus próprios pensamentos, sem conseguir descansar. O relógio na parede marcava quase quatro da manhã, e ainda assim ninguém conseguia fechar os olhos. Aline permanecia sentada ao lado da cama dele, as mãos entrelaçadas às de ND, como se aquele contato fosse capaz de trazê-lo de volta. O rosto dela estava pálido, os olhos inchados de tanto chorar. Th estava encostado na parede, o olhar fixo no chão, o corpo cansado, mas a cabeça desperta. Eu, no meio dos dois, tentava encontrar alguma palavra que pudesse aliviar a dor — mas não havia. O som do monitor

