Capítulo 112

1689 Words

Narrado por Th Tava sentado na varanda do quarto, a noite já caindo devagar e o morro aceso lá embaixo como um mapa de luzes. Peguei o filtro no canto do dedo, acendi o cigarro e deixei a fumaça subir devagar, olhando tudo: as vielas, as bocas, as janelas com luzes acesas, a vida que nunca para. Tem coisa que só vendo de cima a gente entende — quem trabalha, quem dorme cedo, quem rala, quem rifa a pele pra ter sossego no dia seguinte. A sensação era essa: paz aparente. Mas por dentro a cabeça não sossegava. O que tinha no peito não era só o calor do sol que ficou durante o dia; era o resto do que aconteceu cedo na barreira, o nome que alguém falou com sujeira — e aquilo ainda me pegava pelas costas. Proteção virou palavra grossa quando o assunto era ela. Proteção, não posse. Diferença gr

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