Capítulo – Nd narrando -- O pagode já estava fervendo quando o Th resolveu sair com a Fernanda. Eu fiquei ali, largado na cadeira, com o copo na mão e aquela sensação estranha de que a noite ainda não tinha terminado. Não sei se era o calor da cerveja, o barulho do cavaquinho misturado ao batuque da bateria, ou simplesmente o fato de que, pela primeira vez em muito tempo, eu estava reparando em alguém de verdade. E esse alguém era a Aline. Ela já tinha dado o toque que ia embora, mas eu soltei logo: — Fica mais um pouco, ainda tá cedo. Ela me olhou como se quisesse recusar, mas acabou cedendo. Sentou de volta, pegou a garrafa que eu tinha colocado na mesa e virou um gole sem pressa. E eu fiquei ali, só olhando. Não sei se ela percebeu, mas eu não fazia questão de esconder. Minutos de

