đź“– CapĂtulo — “O Giro e o Recado” (Narrado por Th) A manhĂŁ tava quente demais pro meu gosto. O tipo de calor que vem pesado, grudando no corpo, fazendo o suor escorrer por dentro da camisa. Mesmo assim, eu precisava dar um giro. Ficar parado me deixava inquieto — e depois da noite passada, meu peito parecia carregado. Peguei a chave da moto, o bonĂ© e desci. O barulho do motor cortou o silĂŞncio da rua. Logo as vielas começaram a se abrir, uma atrás da outra, o morro vivo, respirando. Gente indo e vindo, menino correndo descalço, mulher gritando com o filho no portĂŁo. De longe, dava atĂ© pra pensar que era um lugar normal. Mas quem vive aqui sabe: o morro nunca dorme, sĂł disfarça. Desci devagar, o vento batendo no rosto, o olhar atento. Cumprimentava quem cruzava o caminho com um

