Capítulo — Narrado por Nd O sol tava rachando o morro desde cedo. O cheiro de pó misturado com fumaça e fritura das barracas já tomava conta de tudo. A correria era a mesma — vapores gritando, moto subindo e descendo, som de caixa batendo lá debaixo, alguém testando som pro baile da noite. Mais um dia comum na boca. Ou quase isso. Eu tava sentado no degrau da laje da biqueira, cigarro entre os dedos, observando o movimento. Os moleque novos — tudo com o olhar atento — aprendendo na marra como o corre funciona. Nada de moleza, nada de vacilo. E se vacilar, é bronca. Aqui não tem segunda chance. — Ei, Nd, — gritou o Luan, um dos mais novos, — o estoque do bagulho da pista de baixo tá acabando. — Já mandei o g**o resolver, p***a. — respondi, sem paciência. — Cês tem que parar de d

