Capítulo – Fernanda Narrado por mim Eu já tava com a resposta atravessada na garganta desde o instante em que botei os pés naquele pagode. Aquela mulher, a tal da Gleice, não parava de me olhar. Primeiro de longe, com aquele sorriso debochado, depois rodando por perto como se quisesse me medir dos pés à cabeça. E quando vi ela se aproximar do Th, tentando sentar no colo dele como se tivesse algum direito, eu quase levantei. Quase respondi. A vontade de falar que ele não era dela, que ele não era de ninguém, queimava dentro de mim. Mas antes mesmo que eu abrisse a boca, ele cortou. A voz dele foi firme, sem titubear. — Some daqui, Gleice. — disse, frio. Ela riu debochada, mas ele não deixou espaço. — Some, antes que eu mande cobrar cada pinga que tu já bebeu fiado. Ela arregalou os

