Capítulo — Voz de Nd O sol m*l tinha rompido direito o nevoeiro quando a gente saiu do galpão. O cheiro de sangue ainda grudado nas roupas, o barulho dos tiros ainda rodando na cabeça. O silêncio entre eu e o Th era pesado, quase palpável. Nenhum dos dois queria falar, porque a gente já sabia o que tava pensando: alguém ia pagar caro por aquilo. O motor do carro rugia na estrada vazia, o asfalto ainda molhado pela chuva da madrugada. O som dos pneus cortando a pista era o único que enchia o espaço. Th tava com o olhar fixo pra frente, as mãos firmes no volante, o maxilar travado. Eu conhecia aquele olhar — o olhar de quem já decidiu o que vai fazer, e não vai voltar atrás nem que o mundo peça. — Esse desgraçado do Formiga não vai longe, — ele disse de repente, a voz baixa, mas car

