Capítulo – Narrado por Fernanda O silêncio daquele quarto era tão pesado que parecia me sufocar. Assim que Th saiu, batendo a porta atrás dele, minhas pernas fraquejaram e eu me sentei de novo na cama, tentando controlar a respiração. As palavras que eu tinha cuspido na cara dele voltavam como um eco c***l na minha mente: “Não sou sua prisioneira. Não sou nada sua.” Era como se eu tivesse cutucado uma fera enjaulada. A raiva nos olhos dele… o jeito que o maxilar travou… por um instante achei que ele ia me esmagar ali mesmo, que ia descontar toda a fúria em mim. Mas não. Ele simplesmente pegou as coisas, saiu e me deixou sozinha. As lágrimas desceram sem que eu pudesse segurar. Minhas mãos tremiam. O corpo ainda doía dos golpes de Rogério, a cabeça latejava onde ele tinha me batido contr

