Capítulo — Th Três dias. Já fazia três malditos dias que eu acordava e dormia vendo aquelas paredes brancas, o barulho do monitor e o corpo do ND deitado ali, imóvel, com exceção dos pequenos movimentos das mãos que, de vez em quando, davam um sinal. O tempo passava diferente naquele quarto. Às vezes devagar demais, às vezes num piscar de olhos. Eu continuava indo e voltando entre o hospital e o morro, tentando segurar tudo de pé enquanto o moleque lutava pela vida. Era estranho ver o morro sem ele — sem a presença, sem a voz, sem o olhar dele mandando em tudo com aquela calma que só ele tinha. Por mais que eu fosse o braço direito, era ele que dava direção. Encostado na poltrona, com o celular na mão, eu atualizava umas mensagens. Formiga ainda tava no mesmo canto, o covarde. A n

