--- Capítulo – Narrado por Th Faziam três dias que eu tava evitando aquela casa. Quer dizer, eu até dormia lá, mas não vivia nela. Saía antes do sol nascer, voltava quando a madrugada já tava beijando o asfalto, e fazia questão de não cruzar caminho com ela. Fernanda. Eu tinha dado ordem pra trazerem umas roupas, umas sandálias, coisas de higiene, remédio. Fiz isso de forma prática, fria, como sempre. Mas a verdade é que cada vez que eu pensava na voz dela, naquela frase ecoando — “não sou sua prisioneira” — algo em mim queimava de raiva e, ao mesmo tempo, de um negócio que eu não queria sentir. Por isso eu me distanciei. Era mais fácil lidar com os negócios, com a boca fervendo, com os vapores precisando de comando. Mais fácil lidar com tiro, com morte, com o sangue correndo no beco,

