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Contrato de Dor

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intro-logo
Blurb

Damiana acreditava que tinha encontrado o homem perfeito. Arthur Alencar, CEO brilhante, marido gentil, amante dedicado. O casamento era invejado, a vida parecia sólida, e ela achava — ingenuamente — que estava segura.Até abrir a porta do quarto de hóspedes e encontrar Arthur na cama com a própria irmã.A traição a destruiu.O plano por trás dela quase a matou.O que Damiana não sabia é que nada naquela noite tinha sido um acidente. A cena foi armada, calculada, planejada com uma frieza que só alguém como Arthur seria capaz de ter.E quando decide deixá-lo, descobre tarde demais que seu casamento era uma prisão disfarçada. Há um contrato. Há cláusulas. Há ameaças. E há um filho crescendo dentro dela — um filho dele.Mesmo preso, Arthur continua puxando as correntes.Manipula advogados, família, imprensa.Controla Damiana à distância.Transforma a gravidez em arma.Enquanto luta para se libertar, Damiana encontra apoio no único homem que sempre a enxergou: Miguel, psiquiatra, amigo de infância, e a única presença capaz de acalmar os destroços que Arthur deixou.Mas a liberdade tem preço.E Damiana logo descobre que Arthur não agiu sozinho.Há um segredo envolvendo a sua própria família.Há um nome escondido no contrato.Há um plano muito maior do que uma traição.Uma mulher enganada.Um marido narcisista.Uma irmã invejosa.Uma família podre.Um bebê que não pediu para nascer em guerra.E uma protagonista que vai aprender que, às vezes…para sobreviver, é preciso sangrar antes de renascer.

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O Homem Que Eu Pensava Amar
Quando Arthur desceu a escada naquela manhã, com a gravata perfeitamente alinhada e o sorriso calculado de sempre, eu acreditei — pela última vez — que estava casada com o homem perfeito. É ridículo pensar nisso agora, mas eu realmente acreditava. Ele passou a mão no meu rosto como se estivesse tocando algo precioso. — Dormiu bem, amor? — Tentei — respondi, desviando o olhar para a xícara de café. Nos últimos meses, o “amor” dele tinha começado a pesar. Pequenas críticas, correções sutis, perguntas que não soavam como preocupação, mas como auditoria. E eu fingia não perceber. Fingir às vezes dói menos do que admitir que algo está errado. Arthur se sentou à mesa, abriu o notebook e começou a falar sobre uma reunião importante. Ele sempre falava de negócios como se estivesse falando de nós dois: com intensidade, controle e uma estranha sensação de posse. — Você vai passar no escritório depois? — perguntei. — Não. Hoje não — respondeu, sem olhar pra mim. — Tenho um jantar com investidores. Engoli seco. — Você não tinha me falado disso. — Acabei de marcar. Não era verdade. Eu sabia que não era. Mas Arthur sempre tinha uma desculpa afiada, limpa, convincente. E eu sempre tentava acreditar. — Não dormi muito bem — comentei. — Acho que estou ficando gripada. — Então tome um remédio. Você não pode ficar doente agora. — “Agora”? — franzi o cenho. — Semana cheia. Não dá pra você parar. Ele falava como se eu fosse uma funcionária do próprio corpo, não uma pessoa. Mas eu deixei passar. Sempre deixava. Talvez amor fosse isso — ceder até doer. Ou talvez eu estivesse apenas treinada a obedecer. Antes de sair, Arthur me segurou pela cintura, aproximou o rosto e sussurrou: — Não se atrase pro almoço com a sua mãe. Ela já disse que está preocupada com você. — Estou bem. — Está nervosa demais. — É só cansaço. — Não é só isso. Foi a primeira vez que senti que ele estava estudando meu rosto, não por carinho… mas como quem avalia a fragilidade de um objeto valioso. Ele sorriu, me beijou na testa e saiu. E eu fiquei parada na cozinha, olhando para a porta, com a sensação incômoda de que meu mundo estava se movendo sem me avisar. Minha mãe morava a dez minutos dali. O tipo de mulher que parecia viver para manter a aparência perfeita: a casa impecável, a mesa posta, a toalha bordada com nossas iniciais. Mas havia algo mais profundo, algo que eu nunca consegui nomear — uma certa culpa escondida entre camadas de educação. Quando cheguei, ela me olhou como sempre: avaliando antes de abraçar. — Você emagreceu — disse de imediato. — Mãe, isso não é um cumprimento. — Eu sei. É preocupação. Nos sentamos. Ela serviu o café como se estivesse desempenhando um papel. — E o Arthur? — perguntou. — Trabalhando demais. — Ele sempre trabalhou demais. — Sim. Mas agora está… diferente. Ela pousou a xícara devagar. — Damiana… casamento tem fases. — Isso não é fase. — Então é o quê? — Não sei. Mas sinto que alguma coisa está fora do lugar. Ela respirou fundo, como quem sabe mais do que diz — uma coisa que ela e Helena, mãe de Arthur, tinham em comum. — Conversem. — Não funciona assim. — Você sabe que nada na vida é perfeito. — Eu não quero perfeição, mãe. Quero paz. Ela desviou o olhar por um segundo. — Paz… às vezes, exige sacrifício. Eu franzi o cenho. — Sacrifício de quê? Ela sorriu, amarga. — De quase tudo. Antes que eu pudesse perguntar o que aquilo significava, ela mudou de assunto. E eu não insisti. Não queria desmontar minha força logo cedo. Voltei pra casa pouco antes do almoço e encontrei Bianca sentada no hall de entrada, olhando o celular com uma expressão perdida. Bianca. Minha irmã mais nova. Minha eterna preocupação. — Você está aqui? — perguntei, surpresa. Ela levantou o olhar. Tinha olheiras profundas, roupa amassada, e aquele ar melancólico que sempre me dava a sensação de que ela carregava os próprios cacos. — Eu precisava conversar — disse, apertando o celular na mão. — O que aconteceu? — Nada. Eu só… queria ver você. O “nada” dela nunca era nada. — Bianca, fala. — Dami… — ela hesitou — você e o Arthur estão bem? Meu coração deu um nó. — Por quê? — Não sei. — Ela olhou para o chão. — Ele foi estranho comigo esses dias. Senti o estômago embrulhar. — Estranho como? — Sei lá. Ele… perguntou muito sobre mim. Sobre trabalho, sobre meus planos. Parecia interessado. — Talvez estivesse tentando ajudar. — Arthur não tenta ajudar ninguém. O jeito que ela falou isso, com tanta certeza, me arrepiou. — Ele fez algo com você? Bianca arregalou os olhos e balançou a cabeça rapidamente. — Não! Claro que não! Só… achei estranho. Ela estava mentindo. Eu sabia. Bianca sempre tremia levemente quando mentia. Mas antes que eu pudesse pressioná-la, o celular dela vibrou. Ela olhou para a tela, empalideceu e levantou de repente. — Eu preciso ir. Te vejo depois, tá? — Bianca! — Depois, Dami. Por favor. Ela saiu apressada, quase correndo. E eu fiquei parada, sentindo que minha vida estava prestes a sair dos trilhos. À noite, preparei o jantar com a cabeça longe. Arthur disse que chegaria às oito. Às oito e quarenta, nada. Às nove, nada. Às nove e meia, a porta finalmente abriu. Ele entrou com o cheiro de perfume caro misturado ao suor de quem passou o dia resolvendo problemas. Mas algo estava… errado. O olhar dele estava mais escuro que o normal. — Desculpa o atraso — disse, tirando o relógio e jogando na mesa. — Foi um dia infernal. — Tudo bem — respondi. — Quer comer? — Não. Já comi. Aquela frase acendeu algo dentro de mim. Um alarme interno. E ele percebeu. — Não começa — disse, antes mesmo de eu falar. — Começar o quê? — Esse olhar. — Que olhar? — De quem desconfia. — Arthur, você sempre come em casa. — Hoje não. Ele se aproximou, segurou meu rosto e me beijou de repente — forte demais, urgente demais, como se quisesse selar minha boca para evitar perguntas. — Eu te amo — disse, olhando direto nos meus olhos. — Eu também — respondi. Mas pela primeira vez, as palavras saíram sem força. Ele sorriu, satisfeito. Como se tivesse vencido uma batalha que eu nem sabia que estava acontecendo. — Amanhã viajo cedo. — Para onde? — São Paulo. Reunião com investidores. — Você não mencionou isso. — Não preciso mencionar tudo. Esse era Arthur. O homem que achava que transparência era fraqueza. Ele tomou banho e foi dormir. Eu fiquei na sala, olhando para a porta de hóspedes… sem saber por quê. Algo em mim sabia. Algo em mim já sentia a quebra. Subi para o quarto com a sensação de que o mundo estava desmoronando bem devagar, como neve acumulando no teto antes de tudo cair de uma vez. E quando deitei, uma frase atravessou minha mente: Algumas verdades só sangram quando você está pronta pra ver. Eu ainda não estava pronta. Mas estava muito perto de estar. E isso, talvez, tenha sido meu primeiro passo para fora da escuridão.

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