O som dos sinos do castelo ecoava pelo amanhecer. Eryndor despertava devagar, envolto numa neblina prateada que parecia saída de um sonho. Mas dentro do salão principal, o ar fervia em energia. No centro do espaço, Isla estava de pé, o corpo tenso, o suor escorrendo pela pele enquanto tentava conter o brilho que escapava de suas mãos. Concentre-se na respiração, minha rainha — orientou a sacerdotisa Nyra, com voz calma. Não lute contra a luz. Guie-a. Mas o poder era indomável. A cada inspiração, uma aura prateada pulsava em volta dela, vibrando no ar como uma maré viva. As pedras sob seus pés tremiam, o chão rachava em linhas finas. Lucian observava à distância, os punhos cerrados. Ver Isla assim — tomada pelo poder da lua — despertava nele tanto fascínio quanto medo. Ela não er

