A cidade acordou diferente naquele dia. Isla sentiu isso antes mesmo de abrir os olhos. O ar parecia mais pesado, como se a própria terra estivesse em alerta. Não era uma ameaça física. Era expectativa. Um murmúrio invisível que atravessava os muros do castelo e subia pelas janelas abertas, carregando consigo dúvidas, medos e uma urgência coletiva difícil de nomear. Lucian ainda dormia ao seu lado, mas sua respiração já não era totalmente tranquila. Ele também sentia. O vínculo entre eles pulsava lento, atento, como um coração compartilhado. Isla se levantou devagar e caminhou até a janela. Lá embaixo, nas ruas que serpenteavam até a grande praça, pessoas já se agrupavam em pequenos círculos. Conversavam em tom baixo, gesticulavam, apontavam para o castelo. Alguns rostos traziam preocu

