O castelo parecia respirar de um jeito diferente naquela manhã. Depois de tantas batalhas, tantas feridas, tantas verdades reveladas, as paredes antigas carregavam uma quietude nova, quase sagrada. Como se o próprio mundo tivesse suspendido o fôlego apenas para observar Isla e Lucian caminhando pelos corredores como se estivessem descobrindo a vida pela primeira vez. A luz entrava pelas janelas altas com uma suavidade rara, refletindo nos cabelos de Isla com tons prateados que antes ficavam escondidos sob medo, dúvidas e segredos. Agora, brilhavam sem pedir permissão. Ela caminhava ao lado de Lucian sentindo as mãos deles entrelaçadas num silêncio que dizia mais do que qualquer promessa. A presença dele era calor, segurança, constância. A dela era luz, equilíbrio, uma força que não precis

