1-O Juramento.
Há um ditado que diz que a vingança é um prato que se serve frio.”
Mas a verdade…
A verdade é como algo lançado no fundo da água.
Por mais que tentem escondê-la…
Um dia ela sempre volta à superfície.
Há também uma palavra na Bíblia que diz:
“O homem colherá aquilo que semear.”
A justiça pode demorar.
Pode até parecer que nunca chegará.
Mas, cedo ou tarde…
Ela encontra o caminho.
Só tenha cuidado.
Às vezes, o teu pior inimigo não chega anunciando guerra.
Ele pode vestir um sorriso.
Pode conquistar a tua confiança.
Pode até usar outro nome.
Um nome como…
Cesur Demir.
Ele chega silencioso como um escorpião.
Observa.
Espera.
Ganha a tua confiança.
E, quando menos esperas…
Deixa o veneno correr pelas tuas veias.
Nesta história, descobriremos quem é mais forte.
O amor…
Ou a vingança?
O desejo…
Ou o ódio?
Uma história intensa.
Uma história onde cada escolha tem um preço.
Sejam bem-vindos.
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O céu ainda estava coberto por nuvens escuras quando o jato executivo atravessava lentamente as montanhas que cercavam Istambul.
Lá dentro…
O silêncio predominava.
Sentado junto à janela, Cesur Demir observava a cidade aproximar-se sem demonstrar qualquer emoção.
Alto, cerca de um metro e noventa.
Corpo atlético, ombros largos e postura impecável.
Pele clara de tom natural.
Cabelos castanho-escuros perfeitamente penteados.
Barba curta e bem aparada.
E olhos azuis tão intensos que pareciam esconder anos de dor.
Trinta e dois anos.
Foram necessários trinta e dois anos para aquele momento chegar.
Seu olhar permaneceu fixo na paisagem enquanto lembranças antigas invadiam sua mente.
Uma casa simples.
O sorriso de um homem.
Depois…
Sangue.
Dor.
Gritos.
E uma promessa.
Cesur fechou lentamente os olhos.
Ainda conseguia ouvir a voz do pai.
“Nunca esqueça quem destruiu nossa família.”
Aquelas palavras nunca desapareceram.
Pelo contrário.
Cresceram com ele.
Moldaram o homem que havia se tornado.
Frio.
Disciplinado.
Implacável.
O comandante anunciou a aproximação para o pouso.
— Senhor Demir, chegaremos em poucos minutos.
Cesur apenas assentiu com a cabeça.
Nenhuma palavra.
Nenhuma reação.
Minutos depois…
O jato tocou suavemente a pista privada.
Tudo havia começado.
O segurança abriu a porta da aeronave.
Uma brisa fresca invadiu a cabine.
Cesur levantou-se calmamente.
Vestia um terno preto italiano perfeitamente ajustado ao corpo, camisa branca impecável e um relógio prateado de luxo.
Colocou os óculos escuros.
Respirou fundo.
Então caminhou até a porta.
Parou no topo da pequena escada do avião.
Lá de cima, observou toda a pista.
Os veículos pretos aguardavam em fila.
Seus seguranças já estavam posicionados.
Sem pressa…
Fechou cuidadosamente o único botão do blazer.
Seu rosto permaneceu completamente sério.
Nenhuma expressão.
Nenhuma dúvida.
Apenas um objetivo.
Recuperar aquilo que havia sido roubado de sua família.
E fazer Sultan Hakan pagar.
Com passos firmes, iniciou a descida da escada.
Naquele instante…
Sem que Cesur soubesse…
O destino já preparava algo completamente diferente da vingança…