Capítulo 2

1161 Words
Dona estava subindo o acesso, ao se deparar com uma moça que carregava uma criança, aparentando estar com febre alta. Dona parou, interrompendo-a. - Você é a mãe dessa criança? - Sim, estou indo pegar o ônibus para levá-la ao hospital. Dona tirou os seus óculos escuros, pegando um papel e uma caneta da sua bolsa, logo após colocar os seus óculos na cabeça. Rabiscou algumas palavras quase ilegíveis, entregou o papel à moça, e sem ao menos examinar criança, ela ordenou: - Desça pela lateral esquerda, você verá um carro preto parado, vá até ele, entregue esse papel ao motorista, que lhe dará a medicação necessária para que a criança melhore. Não tem necessidade de ir ao hospital, siga corretamente o que ele irá escrever nas caixas, em três dias, a criança já estará correndo na rua, porém, continue o tratamento até o fim. Dona virou as costas e seguiu subindo, sem dar tempo de agradecimentos. Sendo avistada por Pombo, que informou sem demora sua presença aos seu superior, Camal, que veio ao encontro de Dona. - O Neco está esperando a senhora. - Obrigada, pode ir, seguirei o restante do caminho sozinha. Ela entrou reparando que Neco havia modificado algumas coisas dentro do barraco - O que aconteceu aqui? - Oi, minha Dona! Eu mandei limpar e arrumar para esperar você! Até comprei flores para decorar, sei que você gosta dessas parada aí! Dona conteve um sorriso. - Ficou bom! Seu tempo acabou, quero ver o livro caixa. Neco entregou-o a Dona, que examinou com cuidado todas as anotações feitas, inclusive as correções. Ela encarou-o com um ar de satisfeita. Tirou os óculos da sua cabeça, largando em cima da escrivaninha. - O que o “Patrão" falou sobre as suas anotações. - Ele não viu, não! Nem sabe que eu o desobedeci. - Arranje outro caderno igual, e faça conforme ele quer, mas mantenha esse atualizado, com todos os detalhes, o que chega, o que sai. Todos os valores, sem exceção. Quero que coloque até quanto tempo cada colaborador está em serviço. - Sim. Irei fazer tudo ao seu gosto, Dona! Agora, eu mereço mais que um agradecimento. - Antes, que quero o lucro das atividades. Negócios antes do prazer! Neco esticou a mão, arrancando uma taboa do forro, de onde tirou uma caixa de sapatos. Dona ficou observando, imaginado ser uma caixa muito pequena para caber tanto dinheiro, a menos que... - Tudo em notas grandes, como você gosta. Não tem notas falsas. Não se preocupe, pedi para trocarem no banco. - Você pediu para trocarem no banco? - Calma, princesa! Só gente que não levanta suspeita! Sou vacinado... Não caio assim, não! Dona colocou o dinheiro dentro da sua bolsa, sentou na escrivaninha, consentindo a aproximação de Neco, com seu olhar. Ele ajoelhou-se, pondo-se a beijar o joelho de Dona, que se deitou, derrubando os seus óculos no chão. Neco começou a subir com sua boca, levantando a saia de Dona, que se encontrava sem peças íntimas. Ele chegou deslizando levemente os seus lábios, até ouvir, entre alguns gemidos: - Isso, fique aí! Ajoelhado no chão... Assim, bem gostoso! Ela suspirava a cada toque. Neco, caído de paixão por Dona, desempenhava a sua impecável performance de amante, fazendo-a delirar com seus lábios. Sem perder o ritmo, tirou a sua roupa, puxando-a levemente para baixo, encaixando o seu corpo ao dela. Os dois perdidos em um prazer alucinante, trocavam sussurros e gemidos. - Ei, aonde você vai? Fica aqui deitada comigo. Comprei até lençol novo para você deita. - Eu preciso ir, não posso demorar mais. - Você está cada vez mais gostosa, quente! Se ficar mais um pouco, eu fico prontinho para fazer tudo de novo. - Eu fiquei muito satisfeita. Já disse que tenho que ir embora. - Quem diz que ficou satisfeita depois de uma pegada dessas, ainda mais ouvindo que está mais gostosa? - Pode considerar um grande elogio, você me satisfez, de uma forma muito intensa. Isso para mim, já é suficiente por hoje. Preciso ir. Dona abriu a porta, avistou Camal, que prontamente veio escoltá-la até o seu carro. - O “Patrão” esteve aqui por esses dias? - Não, senhora! - Se ele aparecer, quero ser informada imediatamente. - Darei um jeito de avisar, senhora! As poucas palavras trocadas foram suficientes para ela saber se Neco estava falando a verdade. Ela entrou no carro, se acomodou, enquanto Heitor contornava pela frente do carro para entrar. - A moça veio buscar as medicações? - Sim, senhora! - Leve-me para casa, o Samuel já deve ter acordado. - Irá passar em algum lugar antes? - Na loja de sempre, preciso trocar de roupa. Flávia entrou pela porta dos fundos, abrindo vagarosamente para não fazer barulho. Chegou ao ateliê de costura, onde a sua costureira preferida estava sentada. - Bom dia, vim buscar o meu vestido. - Senhora, bom dia! Não avisou que viria. Irei buscá-lo, só um momento, por favor. Flávia sentou-se sentindo leves contrações de excitação, ela levantou novamente, sentindo que os sintomas só estavam aumentando, ela entrou no provador, trancando-o por dentro, sentou-se no poof, levantando a sua saia, encaixou a sua mão de leve fazendo movimentos constantes e ritmados, aumentando o seu prazer. Em poucos minutos, Flávia, estava sentindo uma leve dormência na sua cabeça, e, ao mesmo tempo um relaxamento em seu corpo. Ela se recompôs, abrindo vagarosamente a porta do provado, notando que a costureira não havia retornado, sentou-se novamente no sofá. Não demorou muito para que ela retornasse, entregando o vestido para Flávia, que trocou de roupas, jogando as que estava usando anteriormente no lixo. - Faça outro, por favor, deixe pronto o quanto antes. - Que cor a senhora irá querer? - Faça um conjunto verde. Flávia retornou ao carro. - Agora, sim. Pode levar-me para casa. Ela pegou uma peça íntima de baixo e colou-a, ainda sentada no banco traseiro do carro. Chegando em casa, encontrou Samuel, seu marido, sentado lendo uma revista de medicina. - Você saiu cedo, minha querida! - Fui buscar o meu vestido novo. Queria vê-lo pronto. - E onde ele está? - No meu corpo. Você não notou? - Não imaginei que estaria com ele, mas agora que você falou, reparei que não conhecia esse modelo. Essa cor lhe cai muito bem, você fica esplêndida de azul, minha querida! - Obrigada, meu querido! Irei tomar um banho e mandar o vestido para a lavanderia. Logo desço para lhe fazer companhia. - Iremos jantar com a família do Dr. Campos, a esposa está de aniversário, e ele quer fazer uma surpresa a ela. - Irei me arrumar para ocasião. - Não tenha pressa. Ainda é cedo. Flávio olhou para o relógio na parede da sala, era quase hora do almoço. - Você falou com a cozinheira para preparar o almoço? - Sim, querida. Estava esperando você chegar para almoçarmos. - Já retorno, pode pedir para irem arrumando a mesa.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD