Capítulo 3

1777 Words
Flávia estava sentada mexendo em seu computador, quando a sua porta foi entreaberta, ela levantou o seu rosto, avistando Diane, que deu um sorriso. - Desculpe, Dra. Flávia. Achei que a senhora já havia saído. Precisa de mais alguma coisa? - Não, pode ir embora. Amanhã não virei para a clínica, tenho duas cirurgias marcadas, então, se precisar de mim, deixe recado no hospital, que retorno assim que estiver livre. O meu marido ainda está aqui? - Sim, senhora. Está terminando de atender seu último paciente. Boa noite! - Bom descanso! Flávia continuou sentada, enquanto Diane terminava de fechar a clínica. Não demorou muito, ela ouviu, Samuel despedindo-se. Ao ouvir o barulho da porta sendo totalmente trancada, ela levantou-se, seguindo até o consultório de seu marido. Ao bater à porta, obteve uma resposta assustada. - O que você ainda faz aqui? - Estava esperando você! Ela foi em sua direção caminhando sensualmente, ao chegar próximo, Samuel afastou a sua cadeira, interrompendo Flávia, que se preparava para sentar no seu colo. - Comporte-se! Estamos na clínica, isso não é atitude de uma dama. – Samuel a repreendeu. - Estamos sozinhos aqui. E faz mais de um mês que você não tem tempo para nada. - E hoje será mais um dia! Tenho um compromisso daqui a pouco. Peço que vá embora antes que fique tarde. Logo estarei saindo também! Flávia ficou furiosa, mas conteve-se. Saiu sem falar mais nada. Ela entrou em seu consultório, sentou-se. Olhou para sua agenda, que estava posta ao lado do teclado do computador, passou a mão de leve sobre a capa de couro, soltando a ponta, revelando uma pequena chave, que Flávia pegou com a sua mão direita, levantando-a vagarosamente. Ao ouvir o barulho da porta do consultório de Samuel ser trancada, ela recolocou rapidamente a chave dento da capa da sua agenda, fechando-a. Ele entrou no consultório de Flávia. - Vamos, posso largá-la em casa, antes de seguir para o meu compromisso. - Não será necessário desviar o seu caminho, por minha causa. Já solicitei ao Heitor, que já deve estar a caminho. Pode ir, não desejo que se atrase devido ao tempo que está dispensando comigo. - Entenda, minha querida! Estou apenas cuidando dos negócios, que seu pai confiou a mim. - Eu entendo perfeitamente, Samuel! Por esse motivo, não quero que você se preocupe comigo, o meu segurança já deve estar chegando. Pode se dirigir ao seu compromisso tranquilo. Flávia esperou Samuel sair e trancar a porta de entrada. Ela tomou a chave novamente na sua mão, levantou-se e caminhou até uma estante branca feita sob medida, que aparentemente continha apenas alguns livros. Flávia soltou o fundo da prateleira, rente ao chão, onde havia um cofre. Ela abriu-o, pegando um celular de dentro, ligou-o, em seguida enviou uma mensagem, aguardou a resposta, desligando-o logo em seguida. Recolou o celular no cofre, trancando-o novamente, pôs a prateleira no lugar, como se nunca tivesse sido retirada do lugar, intacta. Tornou a colocar a chave na capa de sua agenda que era trancada à chave, a mesma chave, que para fins, de tirar a curiosidade de quem, por acaso, encontrasse tal chave, abrisse a sua sigilosa agenda de atendimentos, sem levantar suspeitas de haver outro motivo para portar uma chave escondida. Flávia sentou-se em uma poltrona da recepção aguardando a chegada de Heitor, que ela havia chamado logo após guardar a sua chave. Em pouco mais de dez minutos, ela recebeu uma mensagem informando que ele já estava a aguardando na frente dá clínica. Ela saiu, trancando todas as portas e ativando o alarme. Heitor abriu a porta, esticando a mão para auxiliar Flávia a entrar no carro. Ao acomodar-se, ela olhou Heitor sentando-se no banco do motorista. - Para casa, senhora? Flávia respirou fundo. - Não. Leve-me ao clube, preciso relaxar um pouco. - Sim, senhora! Enquanto se dirigiam ao clube de golfe, ela enviou ligou para sua amiga. - Chame um táxi e encontre-me no clube, preciso conversar com alguém! Logo transfiro um valor para ir até lá. Sem aguardar resposta, ela desligou, abrindo o aplicativo do seu banco, quase que imediatamente para transferir o dinheiro para o deslocamento de Beatriz. Flávia chegou ao clube, se dirigindo ao bar, sendo recebida e encaminhada para uma sala VIP, onde ficou aguardando Beatriz, que chegou pouco mais de meia hora depois. Flávia já havia pedido uma bebida e estava bebendo. - O que aconteceu para me chamar assim, de última hora. Fazia muito tempo que isso não acontecia. – Beatriz falou enquanto se curvava para dar um beijo no rosto de Flávia. - Estava sozinha e entediada, amanhã é sábado, pensei que a minha melhor amiga, merecia um descanso. - Eu mereço um descanso? Bom! Acho que você pode ter razão. Diga o que aconteceu? - Nada! Estou falando sério. Apenas queria encontrá-la para bebermos juntas e botar conversa fora. - Você nunca foi de botar conversa fora, Flavinha! A conheço desde o ensino fundamental. Flávia olhou para Beatriz, que estava vestida com uma calça jeans, uma camiseta amarela que estava um desenho infantil, e em seus pés um tênis branco encardido. Encarou-a, respirando fundo. - Você acha que as pessoas não podem mudar, Bia? - As pessoas, sim. Agora, você? Eu tenho as minhas dúvidas, amiga! - Quero que venha trabalhar comigo, na clínica. Seja responsável pela contabilidade, por favor! - De novo esse assunto, Flávia! Você sabe que o seu marido me odeia, prefere ver o capiroto, ao me ver!! - Você não precisa encontrá-lo, ou, ele não precisa vê-la. Alugo uma sala só para você no prédio ao lado. Te pagarei bem! - Não pelo dinheiro, amiga! Eu me visto assim porque eu gosto! Flávia riu da expressão de Beatriz. - Não me importo com as suas vestes, me importo com você! - Eu também m importo com você, por isso mesmo não quero trabalhar lá! - Certo, eu não irei insistir mais. O dia que achar que está pronta para trabalhar comigo, avise-me. - Você sempre foi uma ótima amiga, Flavia, não quero estragar isso com negócios. Eu sei o quanto você leva a sério a questão financeira na sua vida. - Você ainda está solteira? - Sim, eu ainda não encontrei o meu príncipe encantado. - Quer esticar a noite? - Você quer ir em uma casa de strip? Flávia encarou Beatriz e começou a rir. - Está mesmo achando que eu iria a um lugar assim? - Não sei, você falou algumas coisas sem sentido, do tipo, as pessoas mudarem... Sei lá o que pode estar passando na sua mente. - Pensei em algo um pouco mais privado. Tenho o contato de uma agência de modelos que atende a qualquer horário. - Espera, você realmente está pensando em sair com um garoto de programa, amiga? Eu não me sinto segura de fazer uma coisa assim, me desculpe. E acho que você também não deveria fazer isso. Acho que pode ser perigoso. Flávia ficou alguns minutos refletindo na palavra “perigoso”. O que seria mais perigoso do que o seu relacionamento com Neco, e principalmente, comandar escondido os negócios que o seu pai havia passado à outra pessoa. - Você está certa, é muito perigoso mesmo. Eu apenas estou um pouco frustrada, e gostaria de descontar essa frustração. Mas já recobrei a minha consciência. Obrigada. Quer que eu à leve para casa? - Negativo, não quero que você chegue perto de onde eu moro com aquele carrão. Pode deixar que eu irei pegar um táxi para voltar. Flávia enfiou a mão dentro da sua bolsa, tirando a sua carteira para dar dinheiro à Beatriz para o táxi. Foi interrompida com uma mão segurando o seu braço. - Amiga, você já transferiu dinheiro para mim. Não faça isso! - Está bem. Podemos nos dirigir até a saída juntas? - Você não ficará com vergonha de andar comigo ao seu lado? Flávia que estava com um conjunto azul, saia e blazer, feito sob medida, uma bolsa marrom, que combinava com seus sapatos “Christian Louboutin”, pegou a sua amiga pela mão. - Nunca tive vergonha de andar com você! Irei acompanhá-la até o ponto de táxi, venha. As duas saíram logo após Flávia pagar a conta. Flávia esperou Beatriz sair, entrou em seu carro, pegou o seu celular, mostrando o endereço para Heitor, que colocou no GPS, seguindo ao local ordenado. Chegando no destino, até então desconhecido por Heitor. - Chegamos, senhora! O que deseja que eu faça? - Aperte no botão do interfone e diga que eu cheguei. Após abrirem o portão, dirija até o último chalé e estacione na garagem. Feito conforme as ordens dadas, Heitor abriu a porta do carro para Flávia descer. Ela desceu, esticando a mão em direção ao porta-malas do carro. Heitor apenas se curvou de leve abaixando a cabeça. Ela entrou no chalé e ficou aguardando Heitor entrar com a sua mala. Heitor, um homem, com cabelos escuros, devidamente alinhados, sem ao menos um fio fora do lugar. Elegantemente vestido, com um terno preto, uma camisa cinza, que combina com os seus olhos cor de mel, e sua pele morena. Quase 1,90 de altura, sendo totalmente submisso às ordens da sua “senhora”! Educadamente, ele largou a mala no chão, enfrente ao sofá, onde Flávia estava sentada. Ela descruzou suas pernas, e apenas com um olhar, o fez se ajoelhar, abraçando-a pela cintura, levemente deitando seu corpo por cima do dela. Começou a beijá-la, levando a mão direita, em sua perna, levantando a sua saia, ao mesmo tempo que abria o seu cinto com a outra mão. Ele tirou a sua calça, e a levantou, colocando-a sentada, encaixando-a no seu colo, virada de frente para ele, a abraçou fazendo movimentos com o seu quadril, segurando-a firme com os seus braços, limitando os movimentos dela, em vai e vem, para frente e para trás, até o momento do ápice do prazer, quando, ele a deitou no chão, fazendo-a gemer alto, pedindo para não parar, até o seu coração acelerar ao ponto de perder o fôlego e sua cabeça parecer ter ficado vazia. Ele deitou ao seu lado, colocando-a deitada em seu braço. - Podemos passar a noite aqui, se a senhora desejar. - Deixe-me pensar um pouco, em silêncio. - Passaram-se alguns minutos, ele virou-se de frente para Heitor, que a interrogou com o olhar. – Acho que devemos voltar para casa. Não quero que suspeitem de nós dois. - Sim, senhora! Os dois tomaram banho, logo em seguida, retornaram para a residência de Flávia, que ficou surpresa ao perceber que o seu marido ainda não havia retornado.
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