Capítulo 2

811 Words
Felipe Mello - FP Hoje é dia de bailão na comunidade, como sempre o morro muito agitado. Já avisei pra geral ficar na contenção, não quero confusão no meu morro. Sim, meu morro, nascido e criado na favela, hoje sou dono disso tudo aqui, tenho respeito de todo mundo e isso é o que mais importa. Meu pai morreu quando eu tinha 19 anos em um conflito com um morro vizinho, e como sou o único filho dele, tive que tomar isso pra minha responsabilidade. Aos 19 anos já era dono do complexo do Alemão, minha mãe foi embora de casa quando eu ainda era criança, então fiquei morando com meu pai, que me criou e deu suporte, mas também me mostrando a realidade de como é morar dentro de uma favela tomada por traficantes, isso aqui não é um conto de fadas. Ontem na madrugada estava na minha varando fumando um baseado, estava sem sono então fui fazer a mente. Lá embaixo avistei uma morena, do cabelo longo e muito linda. Diferente das marmitas que andam por aqui, já sabia que ela não era daqui e fui puxar seu fundamento com DG. Radinho on: FP: DG na escuta DG: fala comigo meu patrão? FP: Passa a visão da morena que ta subindo aí! DG: amiga da Lari, parceiro. Lari comentou comigo hoje cedo que era iria vir passar um tempo aqui até conseguir um emprego na cidade. Parece que ele veio de longe, papo de 8 horas de estrada, mó neurose. FP: tá certo, fica na contenção aí, que o pai tá indo de berço. DG: tranquilo pai, forte abraço. radinho off Então a morena veio de longe, que ela fique tranquila nosso morro e goste daqui, gosto de receber moradores novos, pra eles verem aqui não é aquilo tudo que a mídia diz, a mídia influencia a cabeça da metade das pessoas passando uma visão totalmente errada de como é morar dentro de uma favela. Aqui é todo mundo irmão, parceiro. Todo mundo unido, se um cair, todo mundo cai, tá ligado? Aqui é lutando contra o sistema, não contra os moradores. Isso é família, união e respeito. Moro sozinho desde então, tenho minha vozinha que mora aqui no morro também, e alguns primos. Já são quase 22:00 horas e eu subi para meu quarto, tomei um banho e coloquei uma camisa da nike preta, com uma bermuda jeans, um tênis preto da nike e meu boné branco da nike, joguei as correntes de ouro no pescoço, passei meu 212 vip, bolei um baseado e fiquei na varanda do quarto fumando um, até da a hora de eu descer pro baile. Avistei de longe a morena saindo, p**a que pariu, que maravilhosa. Papai apaixona fácil! Desci pra garagem, peguei meu carro e desci, cheguei no baile e subi para o camarote FP: e aí rapaziada, tranquilidade? - fiz o toque nos parceiros DG: tranquilidade meu chefe, tudo nos conformes VT: aí chefe, amanhã temos que desenrolar aquela meta da carga lá FP: fica na paz parceiro, pai já tá ciente. Então fica de boa, vai curtir seu baile e caçar uma b****a. Que os outros menor tá contenção por nós! Sentei fumando um baseado e tomando um whisky com gelo de água de coco e energético, logo chegou Natália toda saliente, gostosa pra c*****o, maior loirona. Mas ao mesmo tempo um pé no saco, parceiro. Garota não podia me ver que vinha me encher o saco, mas hoje eu tava afim de fazer aquele sexo selvagem, e vai ser com ela mesmo. Natália : e aí delicia FP: fala ai doidona Natália: tá afim de fazer alguma coisa? Quando ia responder, meus olhos chamaram atenção pra pista, avistei a tal Marcela junto com Larissa, Larissa era fechamento de geral do morro, tinha mó moral comigo, ela é gente boa. Marcela estava linda, com um sorriso maravilhoso, e aparentemente boquiaberta com baile, como se fosse coisa de outro mundo. Aquele cabelo preto longo, os s***s pequenos, deixando sua marquinha de biquíni a mostra, uma b***a enorme com um shortinho aparecendo a b***a, aquelas coxas grossas chamando atenção dos homens ao redor. Algo me fez ficar nervoso, quando um menor a puxou pelo braço e falou algo em seu ouvido, e ela riu, aquilo me deixou puto da vida e encabulado. "Que p***a é essa parceiro, você nem conhece a garota e já tá com ciúmes, se controla, você é pitbull de raça, cachorro sem dono" Pensei comigo mesmo! Natália: tem ou não? Voltei minha atenção para Natália, que me olhava com cara de desentendida. FP: vai curtir seu baile mina, me deixa suave que hoje não tô com paciência pra cachorra Natalia: que estresse em, quando seu bom humor voltar, você me procura gatinho FP: se adianta, mete o pé Meus olhos voltaram a pista, mas não avistei Marcela mais!
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