7. Temperamento

1078 Words
Tommaso Ouvi a porta do quarto se abriu e meu corpo entrou em alerta. Eu não queria admitir, mas eu estava ouvindo qualquer som dela lá atrás. Ansioso, como um colegial. Eu balancei minha cabeça, enojado comigo mesmo. Mesmo que eu não fosse velho demais para ela, ela estava noiva do meu irmão. Sem contar a mentira que ela logo descobriria. Logo ela saberia que eu não era Riccardo e talvez sua repulsa passasse e ela ficasse feliz em se casar com o meu irmão. Era assim que meu irmão era, capaz de conquistar qualquer um com sua simpatia. Eu, por outro lado, era o sangue r**m da família. O pensamento me fez meu estômago revirar. Eu precisava colocar minha cabeça no lugar e pensar com algo além do meu p*u. Todos os meus homens se viraram para assistir enquanto ela escolhia seu caminho até mim, seus s***s saltando a cada passo. Pernas longas e quadris bem torneados, com ondas de cabelos castanhos que desciam pelas costas e um rosto que poderia fazer os anjos chorarem. Deus, ela era gostosa. Quando desviei o olhar, encontrei David sorrindo para mim. Ele tinha me lido tão facilmente? Eu o nomeei meu primo meu braço direito a um tempo atrás. Na verdade, não havia ninguém em quem eu confiasse mais. Crescemos juntos, matamos juntos e subimos na hierarquia juntos. Mas isso não significava que ele tinha o direito de sorrir para mim. Não enquanto eu estava acima dele. — Você tem algo a dizer ao seu chefe? — Eu perguntei a ele. Ele não parecia nem um pouco ferido. — Você vai atirar em mim se eu disser isso? — Provavelmente. David ergueu as mãos e permaneceu em silêncio. Me voltei para Giovanna, que me observava atentamente com as mãos algemadas para frente. — Quem te deixou sair do quarto? — Eu não sabia que estava proibida. — Você acha que estamos em uma coluna de férias? E que droga de roupas são essas? — ela olhou de mim para o seu decote. — Cristo! — segurei em seu braço e a empurrei para dentro do quarto novamente. — Essa camiseta está muito apertada. E seus… p****s… eles… — É só uma camiseta. Mas esqueça isso. Eu preciso das mãos livres, porque essa coisa está me apertando. — ela estendeu os pulsos para mim. — E até quando vamos ficar aqui? — Até quando eu decidir. Levá-la de volta é como voltar a uma realidade onde o Riccardo é o noivo dela e não eu. — Enquanto isso durma. Eu vou levá-la para minha casa quando eu achar que é a hora. — E as algemas? Bufei e sai do quarto, patendo forte a porta. Não era possível que alguém conseguisse me tirar tanto do sério. Tratei de trancar a porta e fui em direção ao quarto do David para pedir que ele vigiasse o quarto. Aquela garota era tão ardilosa que poderia pensar em algo. Meu telefone vibrou com um e-mail. Este era dos negócios legais, os que nós usavamos como fachada pública para a riqueza da minha família. Tudo era resolvido por mim e meu irmão como capo seria inútil. Mais cedo, mandei uma mensagem para Riccardo para garantir que estávamos bem e que chegaríamos em breve. Ele sequer sabia que eu estava perto de casa e eu nem sabia o que eu estava fazendo. Uma hora ou outra ele teria sua noiva em mãos. — Você quer alguma coisa? — o David me surpreendeu aparecendo na porta do seu quarto. — Eu preciso que alguém fique na porta do quarto. — Não vamos voltar para casa? — Pela manhã. Deixe ela descansar um pouco mais. O sedativo foi forte. — Você deveria entrar lá e dormir um pouco. — disse David. — É só algemá-la bem. — Não. Vamos para casa logo. — Que pena. Aposto que os lençóis cheiram a ela. — f**a-se. David riu. — Você acha que Riccardo pode lidar com ela? Eu franzi a testa. — O que está insinuando? — Desculpe, Tom. Mas nós dois sabemos que ele não é como você. Quero dizer, ele não tem mulheres comendo na palma de sua mão. Nunca vi um bastardo mais malvado conseguir mais b****a do que você. Eu tinha um temperamento, com certeza. Riccardo era mais calmo, como a mamãe. E ainda tinha os boatos sobre a sexualidade ele. Mas isso era um assunto proibido. — Ela mudará. Quando ele a ver. Quero dizer, ela é… bonita. E… — p***a! Nem eu mesmo acredito no que eu falo. — Bom, deixe para lá. Eu fico de olho nela. Pela manhã partiremos. Voltei para o quarto da Giovanna e ela se ergueu da cama em um pulo. Seu olhar encontrou o meu, mas ela não se encolheu. Eu gostava disso nela. A maioria das mulheres me temia, ou pelo menos minha reputação. Giovanna não parecia ter esse problema. Na verdade, ela mostrou mais espírito do que a maioria ousou nos últimos anos. Ela mostraria esse mesmo espírito na cama? Eu tive que parar. Esses pensamentos não eram produtivos e eu não podia me dar ao luxo de me distrair. Além disso, eu já tinha uma amante, uma que não me dava nenhum aborrecimento, e não estava interessado em substituí-la. — Estenda os pulsos. — Eu não sou um cachorro. Fale com educação. Puxei seus pulsos para mim e ela protestou. Peguei a chave na parte de trás do meu bolso e removi as algemas. — Você precisa melhorar esse seu temperamento. — Vá se f***r! Segurei os seus pulsos, firme. Estavam vermelhos por causa das algemas. Os torci levemente, enquanto ela gemia de dor. — Esse seu desafio já está me irritando. — Você ainda não conheceu o inferno que eu posso transformar sua vida. Me solte! — ela puxou seu pulso. Se soltando. — Acho melhor você dormir. Vamos sair cedo pela manhã. — Você só fala em dormir. Você não acha que dormir o suficiente quando você me drogou? — Quando você me obrigou a isso, você quer dizer. Não importa. Faça o que quiser. Peguei meu celular no bolso e me sentei na poltrona da frente. Trabalhar no celular não é cômodo, mas iria servir. A Giovanna ficou me observando atentamente da cama. Se remexendo e bufando ocasionalmente. Aquela altura eu já estava e******o demais para pensar em trabalho, mas fingir trabalhar até a Giovanna adormecer e meu próprio sono me vencer.
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