Capítulo 5

1588 Words
(…) Após saborear minha lasanha, liguei a TV da sala para assistir. Estava concentrada assistindo ao filme quando ouvi meu celular tocar. Mensagem no w******p — grupo best friends: Gustavo: — Já encontrou algum bofe escândalo? A Conta tudo e não esconda nada desse seu amigo aqui. Lorena: — Pelo amor de Deus, Laura, diga para mim, amiga, que você está saindo de casa e se divertindo. Laura: — Calma, gente, estava organizado a casa primeiro. E não, Gustavo, não vi nenhum bofe. Que dizer… deixa para lá. Gustavo: — Para tudo, tem um bofe, conta agora Laura. Conhecemos você. — Lorena: — Já tem quase 15 dias que você chegou a essa cidade, não saiu de casa ainda, Laura? Pelo amor de Deus, amiga! Você precisa se distrair, sair de casa e conhecer pessoas. Agora, conta, quem é o gato que você está tentando esconder? Laura: — É... não sei… É que… Gustavo: — Lore amor, precisamos ir urgente para a Califórnia saber quem é o bofe. Lorena: — Parece que sim, Gustavo. Me preocupei agora. Laura ficará sem saber como usar as palavras? Ou como escrever algo? Muito suspeito para ela, que é uma escritora. Laura: — Gente, é meu vizinho pervertido. Gustavo: — Chocadooooooo, indo para Califórnia amanhã. Laura: — Gustavo deixa de ser safado. kkkkkkkkkkkkkk Lorena: — Precisamos chegar quanto antes e ver como meus próprios olhos. Gustavo: — Adorooo uma safadeza. Kkkkkkkkkkkk Conta mais, amiga. Por favor! Laura: — Gente, eu vi ele massageando o p*u, fazendo movimentos de vai e vem, ele fez striptease. Lorena: — Amigaaaa, aproveita e cai em cima. Gustavo: — Babadoooo, ele é gostoso? Laura: — É, até demais! Lorena: — Na próxima semana estaremos chegando aí. Eu e Gustavo resolvemos ir morar com você. Laura: — Sério, gente? Gustavo: — Não vá chorar, além de seus amigos, somos seus irmãos! Agora, boa noite, gata. Beijo na boca! Amanhã ainda trabalho. Lorena: — Boa noite, minha linda. Beijos, te amo! Laura: — Boa noite, meus amores. Beijos, também amo vocês. Fiquei tão feliz com a notícia, que sair gritando e dançando pelo meio da casa. Alguém toca a campainha desesperadamente. Me assusto. — Droga! Murmuro para mim mesma. Abro a porta e vejo o rapaz que discutia com a moça mais cedo. Ele é lindo, moreno, dos cabelos pretos, olhos verdes, alto e forte. Fico parada analisando o homem parado à minha frente. Saio do meu transe quando ele fala: — Boa noite, me desculpe tocar sua campainha dessa maneira. Quando estava entrando em casa, ouvi gritos vindo daqui e achei que estivesse acontecendo algo. — Como ele ouviu, se eu nem gritei tão alto assim, ou gritei? Pergunto para mim mesma. — Ah, me desculpe, não quis incomodar! Só estava comemorando, não foi nada de mais. Ele dá um sorriso lindo, mostrando suas covinhas. — Está certo, então, meu nome é Diogo, moro aqui ao seu lado. Ele estende a mão e eu a pego. — O meu nome é Laura. E desculpe incomodar ou assustá-lo. — Não foi nada. Você é nova aqui, não é? — Sim, tem apenas alguns dias que me mudei. — Bom, Laura… já que está tudo bem, vou indo então. Boa noite! — Boa boite! Respondo e ele vai embora. — Que gato! Penso comigo mesma. Acho que preciso tomar um banho, foram muitas emoções por hoje. Entro banheiro, tomo meu banho e faço minha higiene. Vou ao meu closet pego um short e uma camiseta. Deito na cama e ligo a televisão. (…) Horas depois, a minha série termina, desço, vou até a cozinha, bebo um copo d'água, volto para o meu quarto, indo direto para o banheiro. Quando saí, vi que a luz do quarto da casa vizinha está acesa. Às cortinas afastadas e ao vidro da janela semi aberto. Me aproximei da janela com a intenção de fechá-la, mas o que vejo faz meu coração bater acelerado… Ele está de pé, agarrado a uma garota e eles estão se beijando. Ele está nu? Não é possível, é isso mesmo? Não! Eles não estão apenas nus, eles estão… trasando? Parece que a mulher está sentada sobre algo, algum móvel próximo à janela, com as pernas entrelaçadas na cintura dele. Fico paralisada na janela, ainda que ele esteja olhando para baixo e beijando o pescoço dela. Estou corada e não sei o que fazer e como reagir. Então, apenas observo ele investir de forma dura e intensa contra ela. Ele, repentinamente, virou o rosto, ficando completamente na minha direção. Por um segundo, congelei com medo, mas seus olhos estavam firmemente fechados, enquanto ele investia na mulher sem parar. Fico ali parada olhando aquela cena, sinto lágrimas nascerem em meus olhos e um sentimento r**m em meu peito e minha boca parece amargar. Fechei a minha janela para escapar daquela cena que tanto me machuca, mas sem realmente compreender. Ele abriu os olhos e me encarou, seus olhos de negros agora estão vermelhos. Meu coração bateu acelerado, o ar começou a me faltar e nem mesmo entendia o motivo desses sentimentos. Ele continua a olhar para mim e a investir na mulher à sua frente com extrema fúria. Seus olhos agora demonstram dor e ternura. Fechei a janela e deitei-me na minha cama, enxugando as lágrimas. Virei-me de um lado para o outro, tentando dormir e compreender o motivo pelo qual aquela cena está causando tanta dor. Penso até que consiga dormir. Rodrigo: — Ainda? Pergunta, meu irmão entrando no meu quarto. São oito e meia da noite, Alice está lá embaixo, ela disse que você a deixou dormir aqui. Revirei meus olhos! — Mas já estou me arrependendo. Ele ri e diz: — Você já viu a nova vizinha? Acabei de conhecê-la. Ela é linda! Um rosnado baixo saiu da minha boca. — Não me diga que… — Não, Diogo, é que não aguento mais ouvir falar nessa vizinha. Primeiro Isabella, agora você. — Não está mais aqui quem falou. Ele levanta as mãos em rendição. — Vamos jantar então? Ele pergunta e eu assinto que sim com a cabeça. Quando estávamos chegando na sala, ouço Alice e a Isabella discutindo. Ela não gosta mesmo da Alice! — Não sei o que você veio fazer em minha casa, nem sei por que Rodrigo insiste em aceitar sua presença aqui. — Escuta aqui, Isabella, o Rodrigo me deixou ficar aqui, goste você ou não. — Vamos ver até quando, minha querida, Alice. Talvez da próxima você tenha uma surpresa nada agradável. Pelo que percebi hoje, Rô… — Isabella! Repreendi, antes que ela fale alguma besteira. — O que você viu? Pergunta Alice. — Em breve, muito em breve, você saberá! Ela diz e Alice olha para mim desconfiada. — O que você viu, Isabella? Perguntou meu irmão curioso. — Nada, Diogo! Ela responde. — Será que podemos jantar em paz? Elas concordam que sim. Jantamos em um completo silêncio. Após jantarmos, cada um foi para o seu quarto. Deitei e liguei a televisão para assistir a uma série qualquer. Quando estava quase adormecendo, ouvi leves batidas na porta. — Alice! Murmuro para mim mesmo. — Entra! Mando! Ela entrou com a cara de c****a e v***a m*l comida. — O que você quer, Alice? — Abre essa janela, Rodrigo. Ela diz, abrindo a mesma sem esperar minha permissão. — O que você quer, Alice? Preciso dormir! — Você, eu quero você. O que a Isabella quis dizer com aquela conversa? Dei de ombros. — Você não me engana, Rodrigo. Quem é a biscate? Por algum motivo, não gostei dela ter falado assim. — A única biscate que tem aqui é você, que saiu do seu quarto e veio para o meu, para ser fodida. — Está esperando o que, então? Ela tira a camisola, ficando nua em minha frente. Seus olhos transmitem luxúria e desejo, levantei e caminhei até ela. Ela encurta nossos passos e tira minha bermuda com a cueca boxe. Suspendo-a, colocando-a sentada numa pequena mesa que tem próximo à janela. Ela tenta me beijar, mas não abro minha boca, apenas beija meus lábios. Abro as pernas dela e enfio meu p*u dentro da sua b****a. — Se é ela, quer ser comida, duro e forte. Então, é isso que ela terá. Penso comigo mesmo. Soco com força, ela geme no meu ouvido. Chupo seu pescoço, investindo duro nela e sem parar. — Ela não procurou? Agora aguente! Disse para mim mesmo. De repente, senti o cheiro dela e a sensação de ser observado. Sei que ela está ali, mas não quero ver, o meu coração está apertado. Sinto uma dor aguda no meu peito. Abro os olhos e vejo-a, na janela parada, olhando-me, com os olhos cheios de lágrimas. Sinto os meus olhos vermelhos. Ao olhar em seus olhos, percebo que ela enfrenta dificuldades para respirar. Passei a investir com mais força e fúria em Alice. Ela fechou a janela e não pude concluir o que havia começado com Alice. Peguei a camisola de Alice, a entreguei e peço para que ela saia do meu quarto. Sem compreender, ela saiu batendo a porta com força e fúria. Entro no banheiro, preciso de uma ducha gelada para me acalmar. Soco a parede que acabou quebrando uma pequena parte do azulejo. — Droga, droga! Não pode ser. Digo para mim mesmo. Saí do banheiro, apenas de cueca, me joguei na cama e comecei a pensar no que aconteceu. Depois de muito refletir sobre o que ocorreu, o sono me vence.
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