Capítulo 4

1077 Words
Dias depois… Faz dias que não vejo o meu vizinho pervertido. Depois daquele show de striptease, ele sumiu sem deixar rastros. Não ouço nem mesmo o barulho do seu carro. Digamos que meus vizinhos são um tanto, misteriosos. Entro na cozinha, abro os armários e a geladeira, vejo que preciso fazer umas compras urgentes. Olho meu celular e são duas horas da tarde. Pego minhas chaves e saio de casa, indo direto para a garagem, tiro o carro e sigo em frente, mas ao chegar na rua, vejo o carro do vizinho passar por mim. Acho que ele não me viu e nem pude vê-lo também, já que os vidros do seu carro são escuros. Olho para frente e piso no freio, acho que acabei de atropelar uma garota. Desço e vou em direção a ela, que está caída, e estendo a mão para que se levante, enquanto pergunto se ela está bem e peço desculpas. Graças a Deus, eu estava devagar, nem sei o que poderia ter acontecido. Ela parece bem, mas os seus livros e alguns papéis voaram pelos ares. Estou tentando recolher tudo enquanto peço desculpas outra vez. Ela apenas acena para mim, rindo e diz: — Quem nunca, né? Franzi minha testa sem entender o que ela quis dizer com aquilo. Ela sorriu ainda mais e continuou — Sofreu ou cometeu um acidente, enquanto encarava ele. Ela aponta para a casa do vizinho, posso sentir minhas bochechas ficarem vermelhas, estou morta de vergonha. Mas ela apenas me estende a mão que eu a seguro. Ela diz: — Sou Isabella. Aperto sua mão e digo: — Laura. — Você é nova por aqui, né? Nunca te vi antes. — Acabei de me mudar, tem poucos dias. Não saí ainda para conhecer a cidade, estava organizando minha casa. Ela apenas sorriu, gostei dela e do seu sorriso gentil. Ela diz que tem que ir, mas que depois a gente se fala, porque ela mora logo ali. Arregalei meus olhos, agora que ela falou e apontou para casa, lembrei do dia em que ela estava com outro rapaz discutindo. Para minha surpresa, ela mora na casa ao lado da minha, na mesma do pervertido. Ela da dois passos, se vira para mim e diz: — Ah, o motivo pelo qual você me atropelou é meu irmão. Fica tranquila, essa não é a primeira vez que as vizinhas ficam fora de órbita quando meu irmão passa. Arregalei meus olhos mais ainda, ela ri e vai embora. (…) Após ir ao supermercado fazer minhas compras, chego em casa e começo a preparar uma lasanha. Enquanto isso, vou lendo meu novo romance. Um tempo depois, minha lasanha está pronta. Deixo esfriar e vou me refrescar. Quando entrei em meu quarto, meus olhos foram diretos para a janela ao lado, que ainda continua fechada. Entro no banheiro, tomo banho, lavo meus cabelos. Saio do banho e sinto alguém me observar, olho para um lado e outro, não vejo ninguém. Dou de ombros e desço para experimentar minha lasanha. … Estou em minha sala analisando alguns documentos, quando meu telefone toca: — Seu Rodrigo, a senhorita Alice está aqui para vê-lo. Anuncia minha secretária. Alice a essa hora? Ninguém merece. Digo em pensamento. — Pode mandar entrar! — Bom dia, meu amor! Revirei meus olhos. — Credo, Rodrigo, que mau-humor. — O que você quer, Alice? Estou ocupado. — Você não pensa em tomar o seu lugar? Parei de ler os documentos e encarei Alice. — Não, Alice, não penso! Meu pai não quis, por que eu deveria querer? — Não sei, talvez você pense diferente do seu pai. Não esqueça que uma parte da sua família está lá também. — Eu não esqueci de quem sou e nem dos meus parentes. Porque a minha família é meu irmão e minha irmã. — Nossa, Rodrigo, que mau-humor. Posso pelo menos ficar em sua casa, hoje? — Espero que você não tente me agarrar como da última vez. Ela me olha com a cara de c****a no cio. — E você bem que gostou, quando estava com seu p*u enfiado na minha boca. Mas é uma v***a mesmo. Digo em pensamento. — Alice, querida, não rejeitamos uma boa mamada. Digo, dando piscadela para lá. — Até mais tarde, então. Ela diz, saindo da sala. Alice é nossa prima distante, apesar de eu não gostar de mulheres na minha casa, uma vez ou outra deixo que ela fique lá. Não consigo me concentrar em nada mais, essa conversa com Alice me deixou tenso. Nunca passou pela minha cabeça reivindicar alguma coisa e papai nunca supôs que eu fizesse tal coisa. Olho em meu relógio e são quase duas horas da tarde, decido dar por encerrado o hoje. Desço até a garagem, pego meu carro e sigo rumo à minha casa. No caminho para casa, fico pensando na maldita vizinha. Faz dias que não a vejo. Não abri, mas às cortinas e nem à janela. Chego em casa, entro na garagem, guardo meu carro e subo para o meu quarto. Fico tentado em abrir a janela. Mas logo afasto esse pensamento. Tomo banho, ponho uma bermuda e desço para comer alguma coisa. Vejo a porta ser aberta e por ela passar minha irmã, que está uma bagunça total. Franzi o cenho. — Que diabos aconteceu com você? Estou perguntando não porque ela esteja machucada, mas sim com os cabelos desgrenhados e roupas sujas. — É tudo culpa sua, mais uma vizinha apaixonada. Ela revira os olhos! — Vizinha? Do que você está falando? — Da nova vizinha, você a conheceu? Ela me atropelou, porque estava olhando você passar no carro. O nome dela é Laura, você a conheceu? — Não! Respondi, indo direto para a cozinha. Ela vem atrás de mim! — Tem certeza? Ela pergunta com uma sobrancelha arqueada. — Sim! E Alice ficará aqui hoje. Ela revira os olhos. — Não gosto daquela v***a louca. — É só hoje, amanhã ela vai embora. — Se ela não for, eu mesma a colocarei para fora. Agora tomarei um banho, ela dá um beijo em minha bochecha e sobe. Termino meu lanche e subo para meu quarto. Pego meu notebook e sento em minha poltrona. De repente, sinto aquele maldito cheiro invadir minhas narinas, afasto um pouco a cortina e ela está lá, enxugando os cabelos. Ela olha de um lado a outro e sai do quarto. Volto a me concentrar em meu trabalho.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD