Capítulo 3

1008 Words
Rodrigo: Já tem uma semana desde o dia em que conversei com aquela curiosa e atrevida, não tenho visto, mas a sua janela aberta, somente as luzes acesas. Hoje, ao sair da empresa mais cedo, subi para o meu quarto e automaticamente olhei para a maldita janela, que está fechada. Mas sou obrigado a olhar novamente, após sentir aquele cheiro. E lá está… Ela abriu a janela e seus olhos encontraram os meus. Não sei o que deu em mim e eu comecei a provocá-la. Laura: Abro a janela, e lá está aquele pervertido, já tem uma semana desde a última vez em que nos vimos. Ele crava os olhos nos meus. E não… Ele não está fazendo isso… Ele está… Ele está em frente para a janela, levou as mãos até a sua camisa social branca e abriu os botões, um por um. A visão à minha frente me atormenta. Ele afasta a camisa para trás, tirando lentamente. A sua pele levemente bronzeada, vai surgindo. Seu abdômen cheio de gominhos, vou contando um a um… os músculos dos seus braços vão se contraindo, enquanto ele termina de tirar toda a sua camisa. Olho para a sua barriga bem definida e ele continua se despindo. Fico imóvel, estática, paralisada, incapaz de mover um músculo do meu corpo, estou completamente hipnotizada pelo striptease que o safado, pervertido do meu vizinho está fazendo à minha frente e diante dos meus olhos. Ele continua me encarando com seus olhos em tom verde, que agora estão escuros, com seus lábios perfeitos e vermelhos. Ele abre um sorriso malicioso e zombeteiro! Está, descaradamente e conscientemente, provocando-me. Ele para por alguns instantes e começa a abrir os botões da sua calça. Não…! Ele não faria isso…! Pior que ele está fazendo tudo isso, sem tirar seus olhos dos meus. A calça vai deslizando pelas suas coxas musculosas, fortes e bem torneadas. Comecei a arfar e sentir um forte calor, meu coração está acelerado. Ele riu alto diabolicamente, me acordando do meu transe. — Descarado, pervertido, safado! Grito dando dedo a ele. E saio da janela! Rodrigo: Saí gargalhando da cara da minha vizinha curiosa, depois de ter feito um pequeno show de stripper para ela. Entro no banho e fico pensando. — Aquele cheiro, aqueles olhos… fico ali debaixo do chuveiro tentando lembrar. E a minha mente vaga para alguns anos atrás, de quando morávamos em Manhattan. Lembranças: Isabella — Rodrigo me leva para brincar no parquinho? — Não posso agora, Bella, estou terminando um trabalho da faculdade. Isabella — Vamos, Rô, só um pouquinho. O Diogo não está em casa. O papai não quer me levar. — Bella, eu não posso agora, deixa eu terminar, que levarei você. Tudo bem? Isabella — Tá bom! Então ela me abraça e senta-se na minha cama e fica esperando. — Vamos, pequena faladeira! Isabella — Não sou faladeira. Ela faz um bico e seguimos para o parquinho. Isabella se solta da minha mão e vai até seus amiguinhos. Fico observando de longe, enquanto ela se diverte. Olho no relógio e são quase cinco da tarde. Deixo Isabella brincar mais um pouco. De repente, surge uma pequena menina, de uma cabeleira enorme, que voa ao vento enquanto ela corre e chora descontroladamente. Ela se desequilibra e caí, todos ficam rindo dela. Me levanto e vou a passos largos ao seu encontro. Ela chora com os braços no rosto, ainda deitada de cara no chão. Me sento ao lado dela e digo: — Oi? Ela fica muda por alguns minutos e responde. — Oi! — Quanto anos você tem? Pergunto. — 9. Ela responde, mostrando que não está muito a fim de conversa. — Por que está chorando? Ela fica muda por uns segundos. — Meus pais se foram, e eu fiquei sozinha. Sei exatamente o que ela estava sentindo. — Vamos levantar desse chão? Pergunto e ela vai parando de chorar lentamente. — Não posso, estou com vergonha. Todos estão rindo de mim. Ela diz e volta a chorar novamente. Levanto-a do chão e digo: — Uma princesa não deve chorar, mas se levantar e andar de cabeça erguida. E, se puder, soque a cara de quem riu de você. Ela dá um sorriso lindo! Limpo os joelhos e a roupa dela, enquanto ela me olha com esses olhos azuis lindos arregalados. E vejo uma paixão inocente surgindo ali. Não me importei muito, porque ela só tinha 9 anos. Mas considerei aquele olhar, por ser o primeiro olhar apaixonado e sincero que eu havia visto. — Onde você mora? Perguntei, quando ela ia responder, apareceu uma senhora de mais ou menos 50 anos. Ela grita: — Laura! Deus, menina, não faça isso com a sua bá. — Me desculpa, bá, não tive a intenção de chatear você. — Não me chateou, meu amor. Só fiquei com medo de que acontecesse alguma coisa com você. Vamos? Ela assente que sim com a cabeça, a senhora agradece e elas vão embora. Ela olha para trás e me dá tchau. Passo a mão no rosto e sinto o cheiro do seu perfume. O Cheiro dela ficou em minha mão quando limpei a sua roupa e joelhos. Então, chamei Isabella para irmos embora. E nunca mais a vi, até ela se tornar minha vizinha. Saio das minhas lembranças. — Laura! Esse é o nome que a senhora falou. Ela não lembra de mim. Eu tinha 19 anos, quando a vi pela primeira vez. Saio do banheiro e vou me vestir, quando olho pela janela, lá está ela de biquíni no quintal tomando banho de piscina. Laura: Eu não estava esperando por aquilo, — como aquele sem vergonha teve a audácia de fazer striptease? E ainda sair rindo da minha cara. A Lorena e Gustavo precisam chegar aqui urgentemente. Ponho um biquíni e desço para tomar banho de piscina, o clima aqui é ótimo. Olho para a janela e o safado está me observando, com um olhar frio. Ele saiu da janela fechando a mesma. Mas terá troco, ele que me aguarde!
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