Alice não conseguia mais dormi depois das agressões. Ela estava muito cansada, foi até a cozinha bebe água, e passou a falar com seu bebê, como se já o sentisse, alisando sua barriga, dissera que ele não tinha culpa de nada, e que ela iria protegê-lo.
Ela sabia que teria que fazer uma entrevista pela manhã para a editora BOOKS & PUBLISHERS de Boston, portanto teria que inventar a Peterson que não se sentia bem em ir trabalhar.
Já estava com os papéis do divórcio, teria que elaborar um plano para Peterson assinar sem perceber, mas como? Peterson era muito esperto, lia tudo que lidava para assinar. Como faria? Ela precisava pensar.
Pela manhã, Peterson levantara como todos os dias, porém ao sair do banho, percebera que Alice não se levantou como de costume.
Ele foi até ela, balançou a mesma com brutalidade, questionando a se não iria levantar, fazer o café e ir trabalhar.
Alice disse a ele que não se sentira bem, e perguntou se poderia ficar em casa, só pela manhã? Ele a olhou desconfiado, puxou o cabelo dela e disse que se a mesma estivesse aprontando para sair sozinha ela iria ver com ele.
Alice por sua vez, disse a ele que ele poderia levar a chave de casa, trancando a dentro. Ela só não se sentira bem, portanto nem queria sair, jamais sairia sem ele.
Peterson ainda desconfiado, decidiu deixar, mas vai tranca-la em casa.
Alice agradeceu a ele e se deitou, a mesma já tinha colocado seu celular para despertar as 9hs da manhã, voltou a dormir.
As 9hs ela estava de pé, foi ao banheiro tomou um banho, fez sua higiene, pegou o computador e ligou o mesmo, enquanto isso foi preparado o café, já que agora mais do que nunca teria que se alimentar.
A entrevista foi perfeita pra ela, estava muito esperançosa, agora era hora de fazer Peterson assinar o pedido de divórcio. Mas ainda não sabia como.
As 13hs, Peterson chega em casa e ver ela arrumada, fica mais desconfiado ainda, a questionar porque está arrumada. Ela fala que estava esperando por ele.
Ele chegar perto dela e passa a mão no rosto dela com força retirando a maquiagem, a chamando de vagabunda.
— Pra quem você acha que está se arrumando, hein p*****a? Você acha que alguém te quer? Você não vai sair daqui assim, vai colocar uma roupa menos chamativa e limpar essa maquiagem.
Alice foi até o quarto e retirou tudo.
Voltou a sala do jeito que Peterson gostava, simples e nada de maquiagem. Ele dissera a ela que teriam que ler vários contratos. E que ela o ajudaria ali mesmo.
Ela sentara no sofá e começou a pegar os papéis e lê-los. Os dois estavam bem concentrados, mas Peterson disse que iria ao escritório, pois esqueceu um dos contratos e quando voltasse queria tudo já pronto para assinar.
Alice pensou em aproveitar e colocar os papéis do divórcio no meio, se desse errado ele a mataria, mas ela queria correr esse risco.
Peterson voltara tarde para casa, bêbado, encontrando Alice na cozinha terminando o jantar, ele a olhou e viu os papéis em cima da mesa...
— Você já carimbou todos?
— Não. Sei que você não gosta antes da sua revisão.
— Não vou ter tempo para revisão, portanto eu vou assinar e assim que acabar você pode carimba.
— Ok. Você já quer o jantar?
— Não, vamos terminar isso logo, ou será que tem algo mais importante pra fazer?
— Não, desculpe.
Alice se calou, e se sentou ao lado dele, pegando uma parte dos papéis para carimba, enquanto Peterson assinava a outra parte.
Alice não parava de olhar para ele, com medo que ele percebesse os papéis do divórcio. Ela já havia carimbado todos os papéis do seu montante e ele também. Trocaram de papéis e ali ela já se sentira mais aliviada.
Peterson antes do jantar, foi tomar banho. Ela por sua vez separou os papéis do divórcio e guardando os mesmos.
Teria que mandar para o advogado, mas já estava feliz, agora seria uma mulher livre. Só faltava agora o emprego.
Parecia que tudo estava dando certo.
Peterson adentrou a cozinha, sentando a mesa notando que Alice estava estranha, estava com um ar de feliz.
— Posso saber qual é o motivo desse seu sorriso no rosto? Parece que aconteceu algo, e só eu não estou sabendo.
— Nada, só acho que poderíamos ficar bem, como estamos hoje.
— E você acha que estamos bem?
— Peterson, acho que sim. Eu não fiz nada hoje, me comportei como você queria
— Será mesmo? Não sei não hein. Essa história de você não ir trabalhar hoje não me convenceu, mas se você tiver aprontado eu vou descobrir e não será bonito pra você.
Alice ficara em silêncio, com o mesmo sorriso no rosto. Estava feliz, pedia para o emprego em Boston dá certo, e tudo resolvido. Só faltara o lugar para morar, mas pedirá Aurora para ficar com ela até ela encontrar um lugar pra ela e seu bebê.
Ela teria a resposta da editora daqui a 2 dias, então ligaria para Aurora no mesmo dia da resposta.
O jantar transcorreu bem, mas ele não estava feliz, Ele ainda pensara que ela escondia algo dele. Alice foi tomar banho e Peterson aproveitou para mexer nas coisas dela, revirou sua bolsa, nada. Suas gavetas, nada. Seu celular, nada. Pensara ele que não podia ser impressão sua.
Ela saíra do banho e adentrou seu closet, vendo Peterson lá se assustou, o mesmo levantou e pegou a mesma prensado a na parede e questionou o que ela tanto escondia. Ela dissera que não esconde nada, e só estava feliz por eles não brigarem naquele dia. Peterson a soltou e disse que iria sair.
Alice aproveitou seu tempo sozinha e ficou lendo um livro. Dormira lendo um livro.
Peterson chegou bêbado, e foi logo pra cima dela, rasgando a roupa dela e deferido tapas e socos. Alice não sabia o que fazer, achava que aquela noite os dois iriam poder ficar bem. Mas Peterson só parou quando viu Alice toda nua, e novamente a violência reinou naquela noite.
Alice acordou cedo, foi tomar banho, se arrumou e foi fazer o café. Peterson levantou e foi ver onde ela estava, viu que a mesma estava tomando café da manhã, não disse nada, retornando para o quarto, direcionado para o banho.
Peterson chega na sala e ver que Alice está pensativa, senta à mesa e a pergunta, porque ela está tão pensativa. Alice diz que o único momento que teve bom dele foi na Lua de mel.
Peterson bate na cara dela, dizendo que ela tem que aceitar o que ele é agora. Alice fica em silêncio, pensando que aquilo está preste a acabar.
Passara se dois dias, Alice foi aprovada para trabalhar na BOOKS & PUBLISHERS, Aurora havia concordado que ela poderia morar com a mesma e Kevin, seu irmão. Alice não se importou com Kevin, já o conhecia, até gostava de conversar com ele.
Aurora como toda boa jornalista, queria saber o que houve com a amiga, mas Alice só dissera que não deu certo. Ela não estava preparada para falar que era abusada e violentada todos os dias.
Aurora se conformou naquele momento, mas queria saber tudo que deu errado no casamento de Alice.
Passaram mais duas semanas, Alice estava esperando o momento certo de ir embora. Tinha que assumir seu cargo de assistente editorial até o dia primeiro do mês que vem.
Uma bela noite a mesma estava no escritório com Peterson, sairiam mais tarde, pois haviam muitos processos e contratos para ser revisados.
O telefone dela toca e vem a foto de Aurora, Peterson não gosta. Alice atende tentando disfarçar a conversa.
— Aurora, podemos falar depois, eu estou trabalhando ainda no escritório.
— Alice, ainda está aí? Achei que tinha já deixado de trabalhar aí, mas tudo bem, depois a gente se fala. Bjs.
— Bjs.
Peterson queria saber o que Aurora queria, já que não ligava com frequência. Alice disse que não deixou iniciar o assunto, pois estavam ocupados com o trabalho.
Ele queria saber aonde ela estava morando. Alice disse que não sabe, já que não tem contato com ela. Peterson não engoliu, mas deixou, porque já estavam acabando e iria acerta tudo com ela ali mesmo.
Terminaram o trabalho depois de 1h.
Peterson se levantou e foi até a Alice puxando a da cadeira, fazendo a cair no chão, Alice sentiu uma dor forte, mas não disse nada. Ele chegou perto dela e disse que isso é por ela não está contado tudo a ele. Ele foi dando tapas e chutes.
Alice estava jogada no chão tampando a barriga, mas Peterson deu um chute tão forte que a mesma gritou alto pedindo pra ele parar. Peterson não parava. Alice ficou sem forças pra reagir e acabou desmaiando.
Peterson quando deu por se, viu que Alice estava desacordada e sangrando, ele se desesperou. Levantou e pegou Alice levando à para o hospital, pensara que matou a mesma, mesmo estando respirando, ele estava desesperado.
Chegando ao hospital, a enfermeira perguntou o que houve, ele não teve coragem de dizer que ele a agrediu e disse que foi assaltado. A enfermeira não o espera se explicar e já chama o médico. Alice é levada.
Passando se duas horas, Peterson já estava muito preocupado, nada de notícias. Alice só podia ter morrido, pensara ele.
A enfermeira veio até ele, Peterson levanta.
A enfermeira fala que ela está bem, só um pouco fraca, mas o bebê ela perdeu. Peterson ficou sem chão. Alice estava grávida, e agora ela iria odiá-lo.
Peterson pergunta se pode vê-la. A enfermeira diz que sim.
Chegando no quarto Alice estava chorando, triste, Peterson não sabia o que falar e nem como falar.
— Desculpe, eu não sabia. Se eu soubesse tinha sido diferente.
Alice não diz nada, a mesma só pensava em ir embora daquele inferno, não tinha agora seu pontinho dentro dela para te dá forças.
O médico entra e diz que ela precisa descansar, que hoje ela ficará em observação. Peterson diz que irá em casa, se a mesma quer alguma coisa. Ela não responde.
Peterson vai até ela e pede perdão. Alice fica em silêncio. Peterson vai embora. Alice chora mais e a enfermeira dá um calmante para ela, no qual acaba adormecendo.