Pov Miranda
— Devo confessar que fiquei surpresa quando Emily disse que você estava aqui! - falei quando Andrea estava sentada a minha frente.
Ela é uma bela mulher, muito mesmo.
— Você é Miranda Priestly querida, um convite feito por você não pode ter resposta por telefone! - disse sorrindo.
— Se está aqui, é porque aceita o convite! - falei.
— Tenho duas condições! - disse.
— Diga quais são? - pergunto.
— Primeiro, não aceito pagamento para ir na festa, segundo só aceito o convite se você permitir que leve suas filhas a editora! - falou.
— Você não vai querer ter dois furacões ruivos na sua editora, elas vão quebrar tudo por lá! - queria rir, mas tinha que manter a postura.
— Sei lidar com adolescentes senhora Priestly, essas são minhas condições! - falou séria.
- Ok senhorita Sachs, proposta aceita, algo mais? - pergunto.
— Quero que minha ida a festa seja uma surpresa, daqui uns dias vou começar a editar meu novo livro e o primeiro manuscrito irá de presente para suas filhas, você vai dizer que me localizou, mas que não poderei ir a festa! - disse e olhei sério para ela.
Isso aqui é o que? Algum tipo de brincadeira? Essa mulher acha que está falando com quem? Me pergunto mentalmente, mas para não ser grosseira com um pessoa que minhas filhas gostam muito, respiro fundo e digo.
— Você é muito exigente senhorita Sachs! - falei.
— Vejo que você também é senhora Priestly, nunca ouvi falar sobre você ir atrás de alguma coisa, a ocasião é realmente importante para ter ido atrás de mim pessoalmente! - falou.
— Minhas filhas são mais importante e tudo que faço é por elas, suas condições estão aceitas, agradeço por ter aceito o convite! - falei me levantando. — Agora, se não for muito grosseiro, tenho muito trabalho a fazer! - falei.
— Oh claro, nos vemos no aniversário das suas filhas senhora Priestly, até breve! - pegou em minha mão.
Apenas acenei e ela deixou seu cartão com número pessoal saiu. Devo confessar que é uma mulher encantadora, extremamente bonita. Confesso que não estou acostumada a ceder quaisquer exigências que não sejam as minhas, mas faço tudo por minhas filhas. O dia foi cheio depois da visita da senhorita Sachs, segui com minhas reuniões e quando chegou no final do dia estava prestes a ir embora.
— Emily quero o livro as 20h00 em ponto na minha casa! - falei enquanto ela me dava o casaco e bolsa! — Isso é tudo! - falei.
Tinha que correr com os preparativos da festa das gêmeas, Jhully está vindo para me ajudar com isso, esse ano quero cuidar de tudo sobre a festa das minhas filhas pessoalmente. Jhully é como uma segunda mãe para as meninas, não poderia ter escolhido melhor pessoa para ser madrinha das minhas filhas. Quando cheguei em casa estava tudo silencioso, o que era estranho. Fui no quarto das gêmeas e não estavam, procurei por todos os cantos da casa, só então lembrei que hoje Jhully chegaria.
— Encontrei vocês! - entrei na sala de mídia e lá estavam elas assistindo um desenho.
— Que susto Miranda, quer me matar do coração! - Jhully falou.
— Não, mas quem sabe uma dessas farei! - falei e ela revirou os olhos.
— Mamãe! - as meninas vieram me abraçar.
— Oi Bobbsyes! - falei sorrindo.
— Então, a senhora conseguiu falar com Andy? - Caro perguntou.
— Ainda não! - falei.
Odeio mentir para minhas filhas, mas aquela editora disse que não poderia falar, na realidade fiquei me perguntando porque estava recebendo ordens de uma mulher que acabara de conhecer? Eu mandava, então quem tinha que falar o que deveria ser feito, era eu.
— Tudo bem, mas tenta por favor! - falou Cassy.
— Vou tentar meu amor, na realidade já estou tentando! - falei sorrindo.
— Miranda poderia falar com você! - Jhully falou me chamando para fora da sala de mídia.
Saímos da sala e logo ela ficou me olhando.
— Como você está? - pergunta.
— Estou levando Jhu! - disse.
— Estava com saudades! - falou me abraçando.
Eram poucas as pessoas que faziam isso, Jhully era da família e desde que escolhi ela para ser madrinha das minhas filhas dei total liberdade para ela dizer e fazer tudo que quisesse.
— Também estava! - falei sincera! — Onde está Anne? - pergunto.
— Com Rodrigo, vou buscá-la amanhã, esse final de semana é dele! - falou.
— E como andam o andamento do divórcio? - pergunto.
— Não está sendo nada fácil, estou ficando cansada de tantos advogados, audiências, conciliar minha vida pessoal com o trabalho tem sido uma tarefa bem difícil ainda mais quando você tem uma adolescente em casa! - falou.
— Sei bem como é isso, mas você consegue passar por isso e se precisar de mim, estarei aqui! - falei.
— Na realidade eu queria te perguntar uma coisa! - falou.
— Diga! - falei.
— É....então....você sabe....nós somos comadres e! ‐ gaguejou ao falar.
— Isso Jhully, continue assim sabe como amo uma demora! - falei revirando os olhos.
— Sabe que estou me mudando agora para Nova York, ainda não tenho uma casa aqui, estou procurando apartamento e não queria ficar na casa da minha mãe! - disse baixo mas o suficiente para que eu ouvisse.
— Você quer saber se pode vir para cá? - pergunto.
— Entendo que se for incomodar, procuro outro lugar para ficar ou até mesmo vou para minha mãe! - falou.
— Jhully há quanto tempo nos conhecemos? - pergunto.
— Há uns 20 anos no mínimo! - falou franzindo a testa.
— Você sabe o quão significa para mim e minhas filhas, minha casa estará sempre aberta para você e sua filha, além do mais, acho que Anne vai adorar passar uma temporada aqui com as gêmeas! - falei sorrindo.
Anne era uma menina encantadora, tem a mesma idade que as gêmeas, sendo um ano mais nova. Já até imagino esses três furacões dentro de casa.
— Então isso é um sim? - pergunta.
— Ah por favor Jhully, não me vem com essas perguntas idiotas, apenas mude-se para cá! - falei revirando os olhos.
— Obrigada! - falou.
— Vou tomar banho, pode ver as meninas por favor! - pedi.
Fui tomar banho e de repente a imagem daquela escritora vem a minha mente, com sua petulância em me dizer o que fazer acabo dando um sorriso. Mas o que foi isso? Tirei tais pensamentos e terminei meu banho, fui ver as meninas e as mesma já havia dormindo.
— Mude-se amanhã, e me conta como está o trabalho? - pergunto.
— A filial está tentando me encaixar no departamento daqui, mas não está fácil e eu já sabia disso quando resolvi vir embora! - falou.
— Você sabe muito bem que pode simplesmente trabalhar para mim, já te fiz esse convite várias vezes! - falei.
— Acho que vou acabar aceitando sua oferta, mas não aceitarei dinheiro, você já está me deixando morar aqui com minha filha! - falou.
— Você vai assinar um contrato comigo e acha mesmo que não será paga? Poupe-me de suas palavras Jhully, obviamente que você será paga, ser minha advogada, cuidará das questões jurídicas da empresa, mas depois conversamos sobre isso, vamos focar na sua mudança, deixarei Roy ao seu dispor amanhã! - falei tomando um gole de suco.
Ela acenou e continuei jantando, ficamos conversando sobre algumas coisas, falei da festa das gêmeas e o que elas me pediram para fazer, aparentemente ela conhece muito bem Andrea Sachs, conversamos sobre os preparativos da festa de minhas filhas e ela disse que podia deixar com ela. No entanto falei que quero participar de cada momento, pois é a primeira vez que eu mesma faço festa para elas, nas outras que tiveram não era eu quem organizava, mas estava tentando mudar isso, minhas filhas são a coisa mais importante para mim e por elas, sou capaz de qualquer coisa.