Sayuri — Amiga… — a Daiane começa, a voz mansa, mas firme. — Vocês precisam conversar. Eu continuo sentada, os braços cruzados com força sobre o peito, como se isso fosse me proteger de alguma coisa. O Jogador tá ali, em pé, perto demais da porta, grande demais pro espaço pequeno da sala. A presença dele pesa. Sempre pesou. — Eu não tenho nada pra conversar com ele — eu respondo, seca. — Nada. — Tem sim — ela insiste. — Olha pra ele. Olha o estado dele. E olha pra você. Vocês tão se destruindo sem nem tentar se ouvir. Eu bufo, passo a mão no rosto, sinto os meus olhos arderem. — Daiane, você não entende… — Eu entendo o suficiente — ela corta, segurando minha mão. — Você passou um inferno. Mas ele também tá cheio de coisa entalada. Dá essa chance dele explicar tudo. Depois… — ela ap

