Jogador Acordo com o corpo pesado pra c*****o, como se um caminhão tivesse passado por cima de mim durante a noite. A cabeça lateja, lateja mesmo, tipo tambor de bateria de escola de samba no ensaio. Eu abro o olho devagar, a luz do sol batendo na janela do quarto me agride na hora. p***a, quanto uísque eu virei ontem? A garrafa tava pela metade, mas aposto que acabou. Eu me sento na cama, passo a mão na cabeça raspada, sinto o suor da noite. Ressaca braba. Mas não é só do álcool, não. Tem uma parada maior me comendo por dentro, um incômodo que eu não sei explicar direito. Uma culpa misturada com algo quente, algo que não quer ir embora. Eu sei que sai do controle ontem. Sei que cruzei uma linha que eu mesmo desenhei anos atrás. As lembranças vêm em flash, desconexas, nunca inteira

