Sayuri A noite termina, mas meu corpo não acompanha o silêncio da casa. Eu fecho a porta do quarto com cuidado, como se qualquer barulho pudesse trazer ele de volta. Tranco. Apoio as costas na madeira fria e fico ali parada um tempo, respirando rápido, o coração ainda disparado. A b***a tá quente, formigando, como se as mãos dele ainda estivessem ali. Eu passo a palma devagar no lugar, por cima do vestido, e sinto um arrepio subir pela espinha inteira. Não dói. É uma sensação que eu nunca senti antes: quente, elétrica, gostosa pra c*****o. Eu vou pro banheiro do quarto, ligo o chuveiro no mais gelado que consigo aguentar. Tiro o vestido devagar, deixo cair no chão. Entro debaixo da água fria como se ela pudesse apagar tudo. Como se pudesse lavar o que ainda pulsa na minha pele,

